Foram liberadas há pouco novas imagens de "Serena", terceiro filme em que Jennifer Lawrence e Bradley Cooper atuam juntos. Nelas, é possível ter uma ideia bem básica sobre o clima de anos 1930 do filme. Já que filmes de época são uma espécie de favoritos do público e da crítica, será que teremos um novo sucesso da dupla de atores?

"Serena", dirigido por Susanne Bier ("Coisas Que Perdemos No Caminho" e "Corações Livres") é baseado num livro de Ron Rash sobre George Pemberton (Bradley Cooper) e sua esposa Serena (Jennifer Lawrence), um casal recém-casado que viaja para a Carolina do Norte para começar a construir uma grande empresa madeireira. Juntos, os dois dominam o mercado, matando ou desaparecendo com qualquer um que esteja no caminho. Mas quando Serena descobre que não pode ter filhos, ela decide matar a mulher com que George teve um filho antes do casamento. Quando ela passa a desconfiar de que George está sendo infiel e protegendo a mulher e a criança ilegítima, a ira de Serena começa a destruir seu próprio casamento num confronto chocante.

Eu, particularmente, estou bastante empolgado para ver Jennifer Lawrence num papel diferente de tudo que ela já fez. Seu último papel completamente dramático foi em 2010, em "Inverno da Alma", quando ela foi indicada ao Oscar pela primeira vez. De lá para cá, ela demonstrou diversas vezes seu talento, mas não teve um papel e uma interpretação tão fortes quanto em "Inverno"; agora, como uma vilã, ela conseguirá nos surpreender mais uma vez? E alguém ainda tem dúvidas? Confira as imagens abaixo:








Uma curiosidade é que, apesar de ser o terceiro filme em que Jennifer Lawrence e Bradley Cooper atuam juntos a ser lançado, "Serena" foi o segundo a ser gravado, em abril de 2013, antes de "Trapaça". Resta saber: por que tanta demora, hein?

"Serena" não tem data de estréia no Brasil, mas espera-se que seja lançado ainda este ano nos EUA.

Posted on 16:05 by Yuri Costa

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O diretor executivo da Warner Bros. acabou de confirmar: "Animais Fantásticos e Onde Habitam", baseado no livro spin-off de Harry Potter, será adaptado em uma trilogia!

J. K. Rowling, que tem controle criativo total sobre os filmes, disse:

“Quando a Warner Bros veio até mim e disse que queria fazer um filme baseado no livro , eu tive essa sensação que a história tem um grande potencial. Ao mesmo tempo, veio um sentimento de pânico por eu ter escrito esse livro e não querer arruiná-lo. Então eu realmente tive um daqueles momentos que sempre fazem você se animar como escritor, mas também sabia que eu ia acabar tendo uma tonelada de trabalho. Mas eu queria fazer e me animei muito com isso. Então me sentei e pensei: ‘Eu só quero saber o que seria parecido com …’, e escrevi a primeira versão do roteiro em 12 dias!”


Os filmes da nova saga acompanharão Newt Scamander, autor do livro fictício "Animais Fantásticos e Onde Habitam", em suas aventuras. Ainda, rumores (não confirmados, claro) dizem que o filme poderá ser lançado em 2015! Por enquanto só sabemos isto mesmo, mas logo teremos mais informações!

Posted on 22:01 by Yuri Costa

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#PaulWalker vai estar em #VelozesEFuriosos7


A morte inesperada do ator Paul Walker em novembro do ano passado fez com que a Universal Pictures tivesse que avaliar qual seria a melhor solução para finalizar a produção de Velozes & Furiosos 7. Inicialmente, o estúdio adiou as filmagens indeterminadamente e depois remarcou a estreia do filme para abril de 2015. Depois de muita especulação, foi divulgado que o personagem Brian O'Conner, interpretado por Walker em todos os filmes da série Fast & Furious (com a exceção de Desafio em Tóquio), será mantido em Velozes & Furiosos 7, com a produção utilizando as cenas que o ator deixou gravadas.
Agora, de acordo com informações do site do jornal Daily News, para completar as cenas de Paul Walker no sétimo filme da série, a produção do longa vai recriar o ator com o auxílio da computação gráfica. "Eles contrataram quatro atores com o tipo físico parecido com o de Paul que serão usados como dublês de corpo. A voz e o corpo de Paul serão inseridos através de CGI [sigla em inglês para 'imagens geradas por computador']", declarou uma fonte anônima do jornal.
Na minha humilde opinião, foi a coisa certa a ser feita. Primeiro, pelo seguinte fato de que o Paul Walker é insubstituível, tanto pelo ator excepcional que ele era, quanto para o personagem que ele deu vida em Velozes e Furiosos. Isso sim é uma homenagem a um amigo, pai e ator, tão incrível como ele foi. 


Fonte: Adoro Cinema

Posted on 22:00 by Lucas Gomes A. Siqueira

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O ator Chris Evan, pode deixar a carreira de ator, depois de terminar o seu contrato com a Marvel!

Às vésperas do lançamento de Capitão América 2 - O Soldado Invernal, o astro Chris Evans afirmou que não planeja mais atuar após o término de seu contrato com a Marvel. "Eu não consigo me ver seguindo a carreira de ator daqui para a frente a não ser que eu seja obrigado contratualmente", declarou à revista Variety. Evans já interpretou o herói americano em Capitão América: O Primeiro Vingador, Os Vingadores - The Avengers e também está escalado para as sequências Capitão América 3 e Os Vingadores 2.
O ator de 32 anos iniciou sua carreira aos 17, fazendo seu primeiro papel de maior expressão na comédia Não é Mais um Besteirol Americano, de 2001. Após terminar seus compromissos como Capitão América, Evans quer se dedicar à direção. Seu primeiro trabalho no comando de um longa-metragem é o romance 1:30 Train, em que ele também atua, ao lado da atriz Alice Eve. O filme ainda não tem data de estreia marcada, mas está previsto para chegar aos cinemas dos EUA ainda no ano de 2014.
Na entrevista à revista americana, Evans ainda fez questão de esclarecer que sente grato por interpretar o herói patriótico. "Sem esses filmes, eu não estaria dirigindo. Eles me deram reconhecimento no mundo todo o bastante para conseguir fazer meu filme."
O ator ainda admitiu que pode mudar de ideia no futuro. "Daqui a cinco anos eu posso pensar: 'Droga, eu sinto falta de atuar'. Só que agora eu só quero ficar atrás das câmeras e dirigir filmes". Entretanto, Evans se diz decidido no momento e afirma que, mesmo se surgir um ótimo papel, ele vai encarar a atuação como "uma página virada" de sua vida.
Capitão América 2 - O Soldado Invernal chega aos cinemas no dia 10 de abril.


Fonte: Adoro Cinema

Posted on 17:01 by Lucas Gomes A. Siqueira

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A Grande Vitória, filme estrelado por Caio Castro e Sabrina Sato, chegará aos cinemas no dia 08 de maio.

Baseado na autobiografia de Max Trombini, o longa-metragem acompanha sua batalha para deixar de lado os problemas familiares e se engajar na prática do judô, na esperança de um dia disputar as Olimpíadas.

Confira o poster e trailer do filme abaixo:





Fonte: Adoro Cinema

Posted on 16:56 by Lucas Gomes A. Siqueira

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E então, o que vocês achariam de ver o grupo Aves de Rapina de volta nas telinhas?


Pois é, o produtor da série, Marc Guggenheim, confirmou o desejo de realizar mais essa produção, porém, acrescentou que essa decisão está com pessoas que ganham bem mais que ele.

Não custa nada tentar, não é mesmo? Além de Flash cuja a produção está a todo vapor, seria incrível ter mais uma produção criada pela série Arrow que não cansa de ganhar fãs.



Posted on 16:51 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Michael C. Hall, pode ser o mais novo Homem Sem Medo da Marvel!

Primeira série do pacote da parceria entre Marvel e Netflix, Demolidor estaria perto de definir seu protagonista. O mais novo rumor vindo dos Estados Unidos é que as companhias e o produtor Drew Goddard querem Michael C. Hall na pele do homem sem medo, que foi vivido por Ben Affleck nos cinemas.

Daredevil (no original) começa a ser rodada no segundo semestre deste ano. Desta forma, não deve demorar muito para termos uma confirmação sobre o protagonista. A Netflix prepara ainda as séries dos heróis Punho de Ferro, Jessica Jones e Luke Cage, e do grupo Os Defensores.





Fonte: Adoro Cinema

Posted on 16:29 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Saiu o novo trailer de No Limite do Amanhã, ficção científica estrelada por Tom Cruise e Emily Blunt! O vídeo recém-divulgado explica melhor a história, na qual um homem precisa combater uma invasão alienígena que põe em risco a própria existência humana. O problema? Ele sempre morre e sempre acorda no início do mesmo dia, para reviver toda a experiência mais uma vez.



O próprio trailer dá uma boa pista sobre o porquê disto acontecer.

Fonte: Adoro Cinema

Posted on 16:01 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Esta chegando ao fim, para a tristeza de muitos e alegria de quase ninguém, mais uma temporada de The Walking Dead e para a nossa alegria ou aflição, a AMC divulgou dois novos cartazes que nos deixam com a curiosidade aguçada para saber o que acontecerá no tão esperado "Terminus (Terminal)".
Os posteres vem com as seguintes frases:
"Quem vai chegar?"
"Quem vai sobreviver?"
A conclusão da quarta temporada, chegará na tv americana no dia 30 de março, e para nós, brasileiros, o último capítulo dessa temporada eletrizante de The Walking Dead, chegará no dia 1° de abril, sem ser mentira rs






Posted on 15:42 by Lucas Gomes A. Siqueira

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AMOR ASSASSINO


Segunda temporada


Capítulo 1



- Amor, já se passaram 2 anos, devíamos parar de vir aqui. – comentei tocando o ombro dela, enquanto estava ajoelhada chorando diante do tumulo de Elisa, sua melhor amiga, que eu matei.
- Mas ainda dói muito... – sussurrou tocando o tumulo de Elisa.
A dor ainda era forte nela e eu podia perceber isso durante o tempo em que vivemos juntos. Já havia passado dois anos do meu último trabalho para o Oscar, e Elisa, sendo meu último alvo, foi morta com um tiro meu dado em sua cabeça. Fiz isso não como alguém sem coração, mas sim como alguém que queria evitar que o alvo sentisse a dor. Ela ia morrer de qualquer jeito, mas se eu fizesse isso, eu poderia viver em paz, como eu estou vivendo agora.
Estou com a Alexis desde então. Namoramos durante esses dois anos todo. Dormimos juntos praticamente todos os dias e isso começou a mexer comigo. Meu sentimento por ela parecia estar se mostrando cada vez mais e era algo que poderia me complicar caso Oscar voltasse a me procurar. Pois é, ainda temo que ele venha me perturbar, mesmo tendo passado dois anos ainda não acredito fielmente na ideia de eu estar livre.
Minha conta bancária ainda está cheia de dólares, mas continuo morando no apartamento que a Alexis desenhou para mim. Comprei um crossfox, duas portas e de cor amarela para mim há um ano e dois meses e estou fazendo bom uso dele.
Recebi um convite para participar de um grupo de espiões do governo novamente, mas eu disse que não queria. Eles insistiram e me manter uma posição no grupo, e em qualquer momento eu poderia dizer sim que o meu lugar estaria lá. Só que isso foi à 8 meses.
Na manhã do dia seguinte, Alexis levantou para ir trabalhar. Eu acordei junto com ela, mas eu estava com muito sono ainda, e fiquei apenas observando ela se vestir enquanto ia perdendo a melhor visão da minha vida. Aquela cintura que me levava a loucura de caminhar o meu olhar para baixo e para cima. O pior de tudo é que isso era notável.
- Para de me olhar assim, que feio. – disse Alexis em um tom de brincadeira enquanto abotoava sua blusa social de mangas três quartos, bem devagar.
Ela me seduzia com aquele olhar provocante e com seus lábios macios e gostosos de se beijar. Eu não aguentei a vista sedutora que ela me concedia e então me levantei depressa e a agarrei antes que pudesse escapar dos meus beijos.
- Para amor, assim vai sair o meu batom. – disse ela me empurrando sem conseguir muita coisa.
E eu continuei a beijar aquela linda boca. Dona do sorriso mais lindo da terra.
- Então sorria. – falei.

1

- Não. – disse Alexis sem conseguir conter o lindo sorriso que agora, morava em seus lábios.
- Eu te amo. – sussurrei.
- Eu também te amo.
- Pra sempre? – perguntei acariciando seu rosto.
- Pra sempre.
Alexis foi para o trabalho e eu voltei pra cama e ao abrir o meu notebook para checar os e-mails, vi um e-mail deixado pelo grupo secreto do governo.
Nicholas Forbes, gostaria que visse um caso que pegamos do governo para solucionar. Se quiser participar, entre em contato conosco.
Oscar Fragoso, chefe nacional de segurança. Acusado de mandato de assassinatos, desvio de dinheiro e de manter pessoas em cárcere privado.
Objetivo: Elimina-lo.
Era o bastante para me comprar novamente. Definitivamente eu tinha medo de que o Oscar voltasse a me atormentar, mas eu nunca havia pensado que eu é quem iria voltar para atormenta-lo.
Disse sim no e-mail e eles me mandaram a localização deles. Me vesti tranquilamente e com um sorriso no rosto. A ideia de ter um pessoal especializado atrás do Oscar era gratificante demais para dizer não.
- É hora de caçar. – falei pegando as chaves do meu carro.
Em pouco mais de uma hora eu cheguei no local. Não ficava muito longe de Truly, parecia ser mais no interior ainda do país. Mercur é o nome da cidade. Velha e feia, com casas uma em cima da outra, o lugar parecia mais ainda uma periferia. Ao chegar no local que eles provavelmente estariam, eu avistei uns meninos que pararam para ver quem estava chegando. Um garoto tinha uma arma de brinquedo, e aquilo me deixou perplexo.
- Me dá um dinheiro ai tio! – pediu o menino com a arma de brinquedo na mão.
Eu olhei para ele e olhei para um fliperama que tinha em um boteco próximo dali. Fui até o boteco e comprei dez fichas de fliperama para ele.
- Dinheiro eu não posso te dar. Dinheiro nós precisamos trabalhar para conquistar e esse brinquedo aqui não é legal. Na próxima vez que eu vim aqui, eu lhe trago uma bola de futebol, mas só se me prometer que não vai mais brincar com isso aqui.
- Ok tio! – disse o menino com um sorriso estampado no rosto e querendo logo que o jogo do fliperama começasse para ele jogar. – Eu prometo!
Sai do boteco e entrei em um beco cheio de casas e sujeira espalhada. Virei em um outro beco onde não tinha nada, só uma escada para o segundo andar de um galpão velho. Subi as escadas e ao chegar na porta, pude perceber que ela era tão grossa quanto o retrovisor do

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meu carro. Em um piscar de olhos ela se abriu para o lado, e um cara, negro e bem forte, um tanto assustador sorriu e disse:
- Haha, você veio!
Ele me cumprimentou com um aperto de mão forte e me convidou para entrar. Eu entrei e ao entrar, vi mais duas pessoas sentado em um sofá vendo jogo da liga dos campeões.
- Anda, senta ai, já está acabando o primeiro tempo do jogo. – comentou o mesmo cara que me recebeu.
Sem entender muita coisa eu me sentei e assisti ao termino do primeiro tempo do jogo e quando acabou, a porta voltou a se abrir e entrou um outro cara, alto, forte, branco e careca.
- Seja bem-vindo Nick. – disse ele me cumprimentando com um forte aperto de mão.
- Opa. – falei.
- Bom, desculpa esse momento de lazer dos rapazes, mas eles não conseguem perder um jogo do Barcelona. – comentou e sorriu.
- Ah, sem problemas. – falei.
- Bem, então você aceitou a fazer parte do nosso grupo, e isso é extremamente bom. Aqueles que estão sentados no sofá são Lucas e Robbie. – Lucas parecia um garoto de dezoito anos de idade, mal tinha pelos na cara, mas o cara assustador que me recebeu fazia jus ao seu nome. Robbie.
- Aquele que está no computador é o nosso querido amigo, Pedro Ricardo. – disse apontando para o tal Pedro.
- E ai Nick! Eu é quem te chamei assim primeiro, já fique sabendo. – disse Pedro sorrindo.
- Temos ainda as nossas lindas meninas, só que não estão aqui. Jasmine e Mia. E eu, me chamo Rony. Muito prazer.
Rony era de porte normal, mas tinha de diferente os cabelos grisalhos. Ele se mostrava bem esperto e talvez por isso, ele seja o líder do grupo de espiões.
- Vamos sente-se. – apontou para a cadeira que estava ao meu lado.
Eu me sentei e ele se sentou na cadeira a frente. Rony me explicou detalhadamente o que eles eram, e como trabalhavam e para quem trabalhavam. Rony detalhou sobre o que o governo tinha haver com eles e como obtinham suas informações.
- O governo não se mete no que fazemos, apenas nos dão a tarefa. Somos um grupo extremamente secreto. Apenas dois sabe quem somos. O presidente e um coronel do exército. Fora eles, ninguém mais sabe de nada.
O local era bem estranho para uma moradia de espiões altamente secretos. Nada nos dizia espiões ali, o que não era ruim, mas nada nos fazia ser espiões, o que me confundia.
- Confesso que estou um tanto enferrujado. – comentei.
- Isso não será problemas, - disse Rony. – confie em mim.


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- Confiança é algo que não se pede. – falei olhando seriamente para o Rony. – É algo que se conquista.
Não foi uma palavra agressiva ou desafiadora, mas mostrei ao líder do grupo, que eu não confiava neles. Apesar de eu estar enferrujado e ter me envolvido sentimentalmente com uma garota, a minha fase de confiança, ainda estava intacta.
Nunca confiar em estranhos, pensei. É o que dizia a minha mãe.
Realmente, eu não deveria confiar em estranhos e isso eu não aprendi quando entrei pra espionagem.
Depois que mostrei a minha opinião sobre o grupo, me levantei e sai dali. Ao chegar no meu carro, olhei para o bar onde havia o fliperama e o garoto ainda estava lá.
- Já perdeu quantas? – perguntei.
- Duas tio! – respondeu o menino.
Voltei para o meu carro e fiquei olhando pela janela o menino jogar. Ele estava animado com aquela brincadeira e eu fiquei contente em ver isso. Liguei o rádio do carro e voltei para minha casa ao som de Casting Crows.


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Posted on 20:52 by Lucas Gomes A. Siqueira

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RENEGADOS
Capítulo 10
A invasão dos berrantes
de Lucas Gomes

Os berrantes entraram no prédio, mas ainda encontravam uma dificuldade para subir. Por sorte estava de dia, e pro nosso azar, isso não clareava muito as coisas dentro do prédio, o que fazia com que os berrantes não fossem tão lerdos assim.

- Para onde nós iremos? – perguntou uma mulher saindo do seu quarto.

Cadê o Adam, droga, pensei

- Estamos encurralados, - disse Adam finalmente aparecendo e infelizmente trazendo uma ótima notícia. – só temos como opção o terraço.

- Como assim o terraço? – perguntou um senhor.

- A parte de trás do prédio, é quase colada no outro prédio que está atrás daqui. Ele estava sendo construído, mas a parte próxima ao prédio já está pronta, então dá para irmos por lá e sair por trás. A cerca protege aquela área, para eles nos alcançarem, terão de ser espertos o bastante para dar a volta e fortes o bastante para derrubar aquela cerca a tempo.

- Parece que não temos alternativa. – comentei.

Pegamos o que deu para pegar em menos de cinco minutos. Todas as pessoas que estavam ali foram correndo para o terraço. Ao certo, o número de pessoas ali, eram quarenta e oito, mas como James foi embora há pouco tempo, creio que eram no total, quarenta e sete, ou seja, muita gente.

- Pessoal, vamos ir juntos para o terraço. Pode ser? – perguntei.

- Por mim tudo bem. – disse Ellen.

Todos concordaram, então esperamos um pouco a maioria passar pela escada e então a subimos. Ellen, Lucca, Deanna, Jacob, Lavigne e eu. Esse era o grupo formado para sair e encontrar os outros. Subimos a escada correndo, Lucca apesar do ferimento ainda estar cicatrizando, não me parecia afetado a indisposição. Muito pelo contrário, Lucca estava muito bem com a sua recuperação.

Ao chegar ao terraço, fomos direto para a parte de trás dele. Passamos por uma porta em uma grade, que eu nunca tinha visto ali. Foi então que eu vi pela primeira vez o prédio que estava sendo construído na parte de trás e era como o Adam havia dito. A parte do prédio que ficava próxima ao nosso prédio estava pronta, só o outro lado que ainda estava em construção, mas com a situação de berrantes a solta, a construção deve ter parado há um ano ou um pouco menos.

Fomos para a beirada do prédio e vimos à ponte improvisada que Adam havia feito. Era de ferro e continha umas barras que ajudava a evitar que uma pessoa caísse. Dava apenas para passar um de cada vez. Preferimos deixar os mais velhos passarem primeiro e a decisão, por sorte foi bem aceita, mas como sempre ele tinha que aparecer para atrapalhar em alguma coisa.

- Thomas, não! – berrou Adam.

Thomas passou pela ponte juntamente com um senhor de mais ou menos setenta e cinco anos. A ponte improvisada não suportava muito peso, afinal de contas, ela era um improviso e um improviso feito às pressas.

Por sorte a ponte não quebrou, mas um parafuso soltou o que fez com que as pessoas tivessem medo de passar por ela.

- Passa você primeiro Lucca. – sugeri.

- Ok. – disse Lucca indo passar pela ponte improvisada.

Lucca caminhou cautelosamente, mas conseguiu chegar ao outro lado. O mesmo fez Lavigne e Ellen e a Deanna. Do nosso grupo apenas eu e Jacob ficamos. Adam estava ordenando que um por um passasse de pressa e o pessoal aceitou isso.

- Com calma, - disse Adam há uma jovem que estava tão tremula, que a própria ponte tremia por conta disso. – vai andando.

- Estou com medo. – falou a menina.

- Calma, vai dar tudo... – disse Adam sendo impedido de continuar falando, pois teve que se esticar todo para tentar alcançar a menina que estava caindo junto com a ponte.

- SOCORRO! SOCORRO! – berrava a menina em um enorme desespero.

Entre os dois prédios havia um espaço onde era fechado com cercas em cada ponta, e dentro destas cercas, havia um bom número de berrantes, que agora, estavam olhando diretamente para a menina que berrava com muito medo de cair e virar comida de berrantes.

- TE PEGUEI! – berrou Adam entrando em desespero por conta da situação.

- Eu te ajudo. – falei esticando a minha mão para que a menina pegasse.


Pegamos a menina e a trouxemos de volta para o terraço, onde estaria a salva apenas por alguns minutos. Ela chorava muito e algumas pessoas choravam junto com ela. Alguns a abraçava e alguns apenas alisava seu cabelo e saiam de perto. Muitos começaram a perguntar como iríamos passar para o outro lado agora que estávamos sem a ponte. Adam olhou para mim, olhou para os outros e abaixou a cabeça. Ele não sabia como salvaria aquelas pessoas e pela primeira vez eu vi Adam chorar. Agora eu estava começando a entender o porquê ele era tão durão e parecia ser tão sem sentimentos. Ele tinha vidas em suas mãos todos os dias. Ele prometeu e fez de tudo para proteger os que eram seu. Adam não saia para as missões, porque ele não confiava em ninguém para tomar conta de seus hóspedes. Adam tinha um peso enorme sobre as costas e ninguém nunca deu ideia para isso. Ninguém nunca o agradeceu por isso.

- Temos que dar um jeito nisso. – falei estendendo a mão para o Adam.

Ele estava de cabeça baixa, chorando friamente até que percebeu minha mão próxima a ele. Adam olhou para cima e me olhou nos olhos. Abaixou novamente a cabeça, mas lentamente ele levantou sua mão e pegou a minha.

- Estou contigo Adam. – falei o ajudando a levantar. – Todos nós estamos contigo.

Realmente todos estavam com ele ali. Todos. Até os que choravam em desespero perceberam que nada era tão medonho quanto o que Adam estava passando. Todos olharam para o Adam e silencio mostrando que eles estavam ali também para proteger ele. Que eles eram uma família e que o Adam havia construído ela.
Adam se levantou e de pé finalmente ficou. Ele soltou a minha mão e deu duas tapinhas no meu ombro se mostrando agradecido. Adam sorriu para sua família e disse:

- Só temos como tentar pular. – disse Adam. – Infelizmente a ponte caiu e não temos mais nada que nos ligue ao outro lado. Preciso que vocês tenham coragem para tentar pular, porque os berrantes estão nos alcançando.



Todos ficaram de cabeça baixa, algumas mulheres até choraram baixinho com medo. Era certo ter medo naquela situação e a coragem nunca tinha feito parte de muitos que ali estavam.

- Eu infelizmente, não posso fazer muita coisa por vocês. – comentou Adam voltando a chorar. – A única coisa que eu posso fazer, é enfrentar os berrantes para atrasa-los e dar mais tempo a vocês para pularem para o outro lado.

Adam estava propondo sua morte para salvar os outros. Esse gesto um tanto maluco, era a única esperança e o último ato que ele poderia dar e fazer pelos outros.

- Eu te ajudo, não precisa se matar para isso. – falei.

- Pois bem. – disse Adam sorrindo. Provavelmente deveria estar pensando o mesmo que eu.


Vamos matar uns berrantes, pensei.

Posted on 20:20 by Yuri Costa

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Falta pouco menos que dois meses para a estreia de "Malévola", e agora, um novo trailer foi divulgado! Já é costumeiro que trailers japoneses tragam cenas novas, e, desta vez, não foi diferente. Além dos já conhecidos momentos entre Aurora e Malévola e a transformação da feiticeira num poderoso dragão negro, vemos um pouco mais sobre o conjuramento da maldição e flashbacks sobre o passado de Malévola, incluindo mais uma cena com suas belas asas.

Veja o trailer abaixo:



Com Angelina Jolie no papel da personagem-título e a talentosíssima Elle Fanning como Aurora, "Malévola" estréia em 28 de maio.

Posted on 21:46 by Yuri Costa

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Parecidos, não iguais
de FelipeWolf

Naquela dia eu estava andando pela cidade, estava voltando de uma passei pelo transporte em massa sobre trilhos. Eu gosto deles, são muito interessantes ao meu ponto de visão.

Eu estava vestido de uma maneira muito popular naquele dia. Camiseta regata e solta, branca com uma listra apenas de cima a baixo e preta. Uma calça estilo de sarja e preta, com um tênis (sim, um tênis, coisa que eu, neste mundo, não uso) branco. Com meu cabelo cortado e os meus óculos de sempre (tortos na minha cara) olhando tudo a volta.

Nesse dia em especial, eu havia ido ver um amigo ou colega (as pessoas mudam o jeito de se tratar e eu apesar de entender, não gosto disso), e estava voltando para o meu local de descanso.

Resolvi então que deveria fazer um caminho confiável, já que neste dia, o transporte sobre trilhos estava, quase todo, em manutenção. Isso não me afligiu mas eu queria evitar multidões de pessoas que estivessem elas, muito nervosas ou em grande quantidade, não me deixava muito à vontade.

- Coisa chata... – reclamei comigo mesmo enquanto caminhava pela estação. Eu precisava ir ao banheiro e ver algum funcionário do local para ter informações atualizadas sobre a situação do transporte, para que eu pudesse decidir sobre qual o caminho fazer.

Logo que virei a passarela e entrei na estação, apressei o passo para o banheiro e para a minha sorte, havia um funcionário próximo do banheiro.

Fui tirando o meu fone branco e pequeno do ouvido para falar com o funcionário e quando cheguei mais perto dele, próximo o suficiente eu percebi nele, o que ele tinha.

- Licença... – falei de modo reprimido com o funcionário, me senti como se estivesse falando com a pessoa que mais amo.

- Pois não? – respondeu singelamente o funcionário. Apesar dele estar fardado com o uniforme da segurança, consegui olhar ele bem. Moreno, de cabelos curtos e estavam com gel, pois estava arrepiado e firme apesar de não estar grande, seu corpo parecia bem trabalhado (ele devia fazer algum exercício físico mas não academia).

- Gostaria de saber se o transporte voltou ao normal – perguntei a ele, tentando não parecer tímido com a sua presença que muito me deixava feliz.

Sorte minha neste mundo não ter rabo ou orelhas, pois estaria muito eufórico e tímido ao mesmo tempo.

- Ah sim senhor. – Me respondeu ele com um leve sorriso e relaxando a postura de segurança.

- Mas sem falhas ou paradas excessivas? Está circulando pelas duas vias? – perguntei, agora olhei os olhos dele, eu vi exatamente os olhos que vejo na pessoa que amo.

Eram semelhantes de alma.

- Sim senhor, está tudo normal – me respondeu ele, logo emendando – o transportes estão com intervalo normal para o dia e circulando pelas duas vias senhor. – Terminou de dizer ele tranquilo e com aquele leve sorriso com aparelhos.

- Está bem então. – Respondi agora animadamente – Obrigado! – terminei de dizer meio eufórico e alegre. Sou péssimo pra disfarçar quando gosto de alguém, e corri virando para o lado e entrando no banheiro apressado para tentar disfarçar qualquer coisa.

***

Sai do banheiro e evitei olhar o segurança (não sei se foi o certo mas achei melhor fazer), segui pelo caminho de volta. Desci as escadas que tinha e eu estava na plataforma simples do transporte.

Vi logo que estava cheio então, não passou o transporte faz algum tempo.

Peguei o meu fone, coloquei nas orelhas. Encaixei de volta o pino no meu aparelho de celular e coloquei para tocar a música de forma aleatória.

E esperei o transporte chegar, pensando no segurança.

Minha vontade era de voltar lá e dar uma analisada completa naquela pessoa.

Eu sempre pensei que nunca veria ninguém semelhante a quem amo, mas vi.

Realmente vi.

- Realmente vi... – falei enquanto batia o meu pé no chão de cimento com o rock nos ouvidos.

Levantei o rosto, pois estava justamente olhando o chão e passei a contemplar o rio (sujo) que passava ao lado da estação.

“Sempre me disseram que neste mundo há muito mais do que podemos ver....” sim, eu sempre percebi como era verdadeira essa frase.

“Sempre me disseram que neste mundo, tudo é possível...” E eu sempre me esqueço que isso é verdade.

Peguei o meu celular enquanto colocava a música para repetir, e olhava a foto de quem amo. Pra mim, ele é lindo.

“Sim, Ele é lindo” é o que sempre vejo dos dois jeito que posso vê-lo.

- Te amo “mô” ... – falei pra mim e pra ele na foto baixinho para que ninguém me ouvisse enquanto terminava de ouvir o mesmo rock com o vento forte passando por mim.

Era o transporte chegando rápido e parando na estação para todos que iriam entrar e sair.

Ele parou e entrei.

***

“Ah... Aquele ar condicionado me fazia bem e mal ao mesmo tempo... Mas fazer o que” é sempre o meu pensamento ao entrar dentro dele.

Mas novamente me peguei pensando naquele segurança. Os olhos dele.

Pensava eu enquanto olhava o sol bater no rio.

Eram tão escuros, como do meu amor. Mas por um momento, vi aqueles olhos negros, quase sem luz.
Um arrepio rápido me subiu a espinha. Algo dentro do trem estava me “influenciando” a pensar nesse assunto, que costumo deixar bem guardado ou de lado (para não ficar paranoico tão cedo).

Algo dentro do transporte.

“Algo”.

Algo que para mim, nesse momento foi traduzido como “pessoa”.

Meus olhos por trás dos óculos se mexiam em volta olhando as pessoas em pé. E algumas sentadas.

“Alguém aqui” Era o meu pensamento fixo na mente. Das pessoas em pé, nenhuma possuía o que eu estava sentindo. Comecei a olhar as sentadas. Vi alguém, um homem, aparentemente jovem, devia ter uns 27 anos de idade, moreno e de regata preta. Me chamava a atenção por ser do estilo de pessoa que me chama a atenção, homem e moreno. Estava rindo de um bebê no colo do pai a sua frente e gostei do sorriso dele.

- Ai... – resmunguei baixinho ao sentir uma pontada de dor de cabeça e voltei a olhar quem estava sentado.
Bem na minha frente. Sentado de lado sem poder me ver e de costas para mim.

“Eram dois” Eu havia achado.

Dois jovens vestidos de preto.

Um, o mais próximo, era mais branco, com uma bandana preta amarrada no pulso direito que apoiava a cabeça. Boné azul e óculos também.

Esses óculos... Sempre disfarçam” Eu pensava enquanto olhava, quase que de forma grosseira.

O outro estava sentado ao lado dele. Aparentemente um ano mais jovem (se o mais branco aparentava ter 17, esse devia fazer 17 em breve).  Vestido de preto, tinha uma, não, várias tatuagens pelo braço esquerdo e moreno que estava meio escondido pela posição que estava sentado. Um pequeno alargador preto, bem pequeno, semelhante a um brinco (mas ainda era um alargador).

Depois de algum instante parado, ausente da própria música pensando sobre os dois de uma maneira louca.

Pessoas, energia, influencia, futuro, poder, desejo, ser, fazer, preciso, quero”.

Começo a suar um pouco e o garoto que estava mais próximo de mim se vira um pouco em minha direção e me olha.

Agora eu estava olhando para frente, com ênfase no outro garoto.

A energia desse garoto da bandana... ele está sentindo a minha energia” Sim a minha energia estava focada nos dois ao pontos dele se incomodarem comigo estando perto.

Quando a música do meu aparelho de celular mudou, tocou uma que conheço muito bem notei um detalhe que não havia visto antes no garoto com alargador. A camiseta dele. Regata e preta, tinha o nome de uma banda que eu conhecia muito bem. O nome da banda que estava tocando agora no meu aparelho.

- Heh... – fiz comigo abrindo um sorriso, estranho.

***

O meu sorriso cheio de dentes pontudos, mandíbula de lobo sorrindo, assustador a uma pessoa. Eu me via naquela situação. Naquele lugar. A minha forma de lobo que estava sentindo a energia deles dois. Ao ver aquele nome se sentiu plenamente acordada.

A energia suja porem comum dos ambientes da cidade.

Misturados de sentimentos e desejos.

Eu não os sentia mais.

Tinha olhos de lobos e garras apenas para os dois humanos.

Minhas garras que se mexiam em direção aos dois. Lançando “algo” sobre eles.

- Aquilo que sinto deles.... – Eu falava naquele mundo que o meu corpo não estava em forme de gente. – Eu sinto que eu devo fazer algo por quem é semelhante a mim também.

De dentro de minha pata, luz se fez em forma de pequenas estrelas brilhantes iluminaram o ambiente sujo de energia pobre que pairava no ar.

- Ah vocês eu dou o que tenho, a possibilidade de ser feliz… – falei vendo as pequenas luzes se misturarem a seus respectivos objetos de uso preciosos – Desculpem poder fazer apenas isso.

***

“Atenção senhores passageiros, próxima estação a frente.”

Me virei para o outro lado, para ir pra saída sem olhar mais para eles, mas com um sorriso nítido no meu rosto normal agora.

- Heh... – Aquele sorriso em meu rosto e aquela música obscura nos meus ouvidos. Tudo me fazia sorrir.

Tudo estava tão agradável para mim.

- Heh... – eu estava me sentindo um pouco “dopado” por causa do que houve.

O sinal sonoro da porta automática soou e ela abriu. Sai rapidamente e segui meu caminho pelo resto do caminho.

“Heh... Coisas interessante hoje...” Era o meu pensamento com aquele sorriso de dentes pontudos a mostra.

Posted on 19:00 by Yuri Costa

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Delírios
de Cinthia David


- Venda

Minha energia está acabando. Sinto-a se reduzindo a cada instante e meu tempo está curto. Do alto do prédio, encaro a calçada em busca de alguém que possa me auxiliar. Várias pessoas passam lá embaixo, algumas bem apressadas- o que torna minha leitura delas mais complicada- outras andam em ritmo normal. Ultimamente tem sido difícil encontrar o que procuro, parece que todos carregam os mesmos pesos do mundo e mesmo as que não aparentam carregar, apenas fingem. Passo meus olhos por cada cabeça, os pensamentos não são claros. Continuo varrendo em volta, sinto uma vibração diferente, ela oscila mais que as outras, parece ser leve e pesada ao mesmo tempo, é instável. Salto do alto do prédio até o mastro da bandeira que fica mais ou menos no meio do edifício eu encontrara o alvo.
D.

A cafeteira insistia em puxar a água que já não existia mais no compartimento; o barulho do ar sendo puxado remetia a um vazio profundo. André serviu-se de uma xícara de cadê sem açúcar.

— Mas que droga!— Praguejou ao sentir o líquido ferver em sua pele.

A queimadura do café ardera por toda a aquela tarde. Após limpar a sujeira que fez ao derramar parte do café na pia, ele se arrumou para ir à faculdade.

— André.

Escutou alguém chamá-lo, o rapaz olhou para os lados e para trás pensando ser o colega da republica, mas não havia mais ninguém além dele no pequeno apartamento.

O estudante abriu a porta para sair quando ouviu o telefone tocar. Mesmo irritado com a hora inapropriada, ele atendeu.

— Alô?

Ninguém respondeu. Ainda mais irritado do que já estava, pegou a caixa de remédio com violência e abriu a porta.

— André!

Escutou alguém chamá-lo claramente em um tom de voz indecifrável. Fechou a porta irritado sem olhar para trás. O caminho foi tortuoso; a quantidade de pessoas que esbarravam em André o deixava bravo. Ele era o tipo de rapaz que se cansava fácil das coisas, das pessoas, da rotina.

Enquanto esperava o ônibus, ele pegou o celular para acessar redes sociais como forma de passar o tempo. Era algo que ele fazia normalmente, embora naquele dia em especial houvesse sido uma péssima ideia. Todas aquelas postagens de pessoas fingindo felicidade, ou postando aquelas correntes de escrever frases estranhas o deixavam profundamente exausto. André só conseguia pensar em como as pessoas eram fúteis e em como o mundo ficava cada vez mais insuportável.  Ele suspirou fundo aproximadamente quatro vezes. A primeira foi pela garota que chegou ao ponto desejando um ótimo dia a todos – o que na visão dele era pura falsidade - depois foi o outdoor que estava à frente dele, que mostrava um homem exageradamente saudável anunciando a mais nova academia do bairro. No terceiro suspiro ele levou as mãos à cabeça, pressionando o crânio ao ouvir a buzina de um carro. No quarto suspiro André retirou um frasco de remédio do bolso e tomou á seco um comprido. A perturbação era visível. Ele estava extremamente estressado com o mundo em geral, nervoso com o simples fato de ter que comprar uma água. Em um surto rápido, ele rasgou sua nota de dez reais e a jogou no chão, ele odiava aquele sistema, odiava ter que gastar, odiava ter que ficar preso a aquele pedaço de papel idiota.

Uma figura exótica apareceu do outro lado da rua. Ninguém conseguia vê-lo, mas ele era onipresente. Algumas pessoas conseguiam sentir, outras ouvi-lo, mas nunca vê-lo.  O homem usava um sobretudo preto, tinha as mãos dentro do bolso, protegidas de um frio que não existia. Assemelhava-se a um fantasma, pois era possível ver os prédio através daquela figura estranha. Os olhos possuíam cor rubi e os cabelos até o ombro, pareciam ser esverdeados, talvez fosse um misto de verde escuro e preto. Ele sumiu assim que André sentou no ônibus.

O próximo surto veio em reação ao som alto do celular de um dos passageiros que ouvia um estilo de música onde as letras não o agradavam, pois não tinham conteúdo algum, e a batida lhe parecia repetitiva. Ele sentiu as mãos tremerem e os músculos da perna enfraquecerem. Ameaçou se levantar do banco e desligar o celular dos dois garotos. A raiva só crescia dentro dele quando resolveu sentar-se novamente, retirar uma venda preta do bolso e amarrá-la nos olhos. André usava aquela venda todas as vezes que sentia necessidade de se afastar do mundo. Era como ter sua própria redoma, sua própria cidade, onde só ele existia e mais ninguém. A venda foi retirada alguns minutos depois, uma parada antes do local onde ele precisaria descer.

A faculdade ainda estava longe, precisaria pegar o metrô e andar por mais cem metros. Ele não gostava do que estudava tampouco do local. André sempre achou que não era maduro o suficiente pra escolher uma profissão; pensava no que faria da vida todos os dias, lembrava-se do esforço que ele faz para chegar à faculdade e para aprender a matéria de forma a utilizá-la na vida futuramente.

Enquanto pensava o quão infeliz era o estado dele naquele dia, André se dirigiu até a plataforma para pegar o metrô, no meio do caminho foi obrigado a respirar fundo e desviar de algumas pessoas que não estavam com tanta pressa quanto ele.

Chegou à plataforma e se posicionou atrás de duas pessoas que já formavam fila. O túnel estava silencioso, o que indicava que o trem estava longe e o único barulho que se ouvia no local eram os passos apressados das pessoas.  De início, André não se incomodou com o som daqueles passos, mas depois de cinco minutos começou a ficar perturbador. O “Tac Toc” dos sapatos estavam cada vez mais altos. As duas pessoas que estava á frente deles se dirigiram a outra plataforma, André deu um passo a frente, feliz por não ter que empurrar ninguém, e duas mulheres pararam atrás dele. Estavam conversando sobre moda e rapazes. André estava prestes a ter o terceiro surto do dia e adiantou-se em por a venda antes que alguém o tirasse o sério. A fila atrás deles aumentou e logo começou o empurra-empurra. André continuava  com a venda, respirando fundo, com as mãos no bolso, segurando o impacto dos corpos o empurrando para frente.

Tudo parecia estar ok, e os empurrões pareciam ter cessado. Até André escorregar.

Ele sentiu o fim da plataforma enquanto ouvia o barulho do trem se aproximando. Sentiu o aperto no peito, e o ar parecia ter parado de abastecer os pulmões deles, o frio na barriga, que durou segundos, parecia perdurar pela eternidade. Assustado com o barulho alto do trem, retirou a venda com as mãos trêmulas e apenas teve tempo de ver tudo escurecer na frente dele. Ele abriu e fechou os olhos algumas vezes, enquanto via os vagões passarem; ele não moveu um dedo enquanto o trem todo não havia passado. O trem não parou naquela estação e as pessoas gritavam assustadas.

A figura exótica apareceu rapidamente na plataforma do outro lado e desapareceu tão rapidamente quanto da primeira vez. André se espremeu no vão entre os trilhos, enquanto o trem passava e só conseguiu respirar ao ver as pessoas curiosas olhando para ele com expressões apavoradas. 

Posted on 17:40 by Yuri Costa

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Faz pouco tempo que as gravações de "Os Vingadores: A Era de Ultron" começaram, e ontem mesmo já foram divulgadas as primeiras imagens de Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen já no visual de seus personagens, assim como o vilão Ultron.

Aaron Taylor Johnson, que já interpretou John Lennon, Charlie Chaplin e o herói Kick-Ass, é Mercúrio, que possui o poder da super velocidade. Já Elizabeth Olsen encarna a Feiticeira Escarlate, irmã gêmea de Mercúrio com poderes mágicos. Aaron Taylor Johnson e Elizabeth Olsen já haviam trabalhado juntos previamente no remake de "Godzilla", que estréia em maio deste ano.

Nas imagens, podemos ver, além dos irmãos gêmeos, o Gavião Arqueiro, interpretado por Jeremy Renner, que recentemente foi visto em "Trapaça" e "João e Maria: Caçadores de Bruxas", e o vilão Ultron, um robô feito de Adamantium, o mesmo material que compõe as garras de Wolverine. As fotos mostram uma grande cena de ação com direito a muita destruição. Confira abaixo:

















"Os Vingadores: A Era de Ultron" estréia em maio de 2015.

Fonte: PapelPop e Legião dos Heróis

Posted on 14:55 by Yuri Costa

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Com a carreira em alta e "A Culpa É Das Estrelas" estreando em junho, o escritor John Green confirmou: "Cidades de Papel", lançado em 2008 nos Estados Unidos, também vai virar filme.

O estúdio FOX, que também produziu o filme de "A Culpa é Das Estrelas", comprou os direitos da adaptação, e parece que vai manter a equipe de "Estrelas" para "Cidades de Papel". E já temos até mesmo um possível nome no elenco: Nat Wolff, que interpretou Isaac em "A Culpa é Das Estrelas".

Em "Cidades de Papel", Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Ainda não há previsão para estreia do filme.

Fonte: PapelPop

Posted on 14:30 by Yuri Costa

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