Ignis

Música: Adele – Rolling In The Deep

“...Via-se um jovem sentado em uma cadeira, num quarto meio escuro, com apenas a luz que vinha do lado de fora da única janela, iluminando-o de lado, projetando a sua sombra na grande parede bege, e na sua sombra, Asas...”.

Posted on 20:42 by Felipe Sena Pereira

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Em suma ela permanecia bonita. Os cachos já não estavam tão rebeldes assim, e tanto a postura e as vestimentas deixavam claro que mudanças drásticas haviam ocorrido. O ruivo acentuava ainda mais as consequências do frio sob suas bochechas. Caminhou com a mesma em seu colo para dentro do elevador e fez menção para que Ricardo, o porteiro, apertasse o botão nove fazendo favor. Em poucos segundos a porta se abriu e lá estavam os dois pela milésima vez diante da porta do antigo apartamento de Cecília. Víctor ainda possuía a chave e agradecendo mentalmente pela posição favorável da mesma, pescou-a rapidamente de seu bolso e abriu a porta. Adentrou ao espaço e logo repousou o corpo de Cecília sob o sofá, uma das poucas coisas que ainda havia no lugar. Retirou o fone de seu ouvido e pôde ouvir de longe o que ela ainda escutava. Enquanto permanecia deitada, caminhou calmamente até a sacada da sala. Ficou ali por alguns minutos. Refletiu e riu de algumas bobagens que haviam vivenciado naquele lugar.

Não demorou muito para que Cecília acordasse e ficasse na dúvida se a presença de Víctor em seu antigo apartamento segurando a placa de “vende-se” era puro delírio ou realidade. Chacoalhou a cabeça e forçou a vista em direção a ele. E acabou concluindo que sim, era realidade. Sentiu seu coração espremer-se e uma sensação horrível tomando conta de cada centímetro de seu corpo. Talvez um arrepio. Logo se endireitou no sofá e bufando chamou por seu nome.

Posted on 10:19 by Larissa Arievilo

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Branco mais branco (continuação de Momento de Reprise)

Musica: Steve Conte – Stray

Dedicado: Kun-Kun/Irmãozão/ Filipe F.

“... A neve cai, lenta e tranquilamente. Caminhando sob a neve acumulada no chão. Estou eu. Procurando por algo, Algum lugar. Cheirando sem nada sentir, caminho para alguma direção. Escondida na brancura da neve. Uma caverna. Adentro nela e vejo. O Meu irmão...”

Posted on 14:20 by Felipe Sena Pereira

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CAPÍTULO 04 - DESTINOS PRESTES A SEREM PROVADOS

Na vida, muitas ações podem ser consideradas obras do destino, ato que geralmente é concebido como uma trajetória inevitável de acontecimentos relacionados a uma possível caminhada. Porém, nada na vida é por acaso e para uma objeção fluir é necessário o destino criado e escrito por Deus permitir.
Após uma longa viagem de três dias pelo mar, Noah finalmente decide parar numa cidade para descansar. Eles estavam aterrissando numa cidade aparentemente bonita para aquele tempo, sinal de que era um lugar pouco atacado por piratas e isso acabou se tornando uma fraqueza para aquelas pessoas, pois quando eles começam a se desleixar e evitar o perigo dos marginais dos mares não cria coragem o suficiente para derrotá-los quando aquele péssimo momento chega: “As suas vindas”.
Joshua agradecia a Noah por finalmente poder pisar em terra firme:
- Até que enfim capitão! Que cidade é esta?
- Ela se chama Buffalo, dizem que não é atacada por piratas há meses. – explicou Noah.
- Deu para perceber pela cara deste povo de feliz! Eu não vejo a hora de poder comer frutas e outras comidas boas, essas já estão velhas e gastas.
- O que você esperava? Estávamos há três dias sem olhar para uma simples ilha... – resmungou Noah.
- Por isso que eu lhe digo, precisamos de um cozinheiro quando antes possível! – pediu Joshua sempre sendo sorridente e sarcástico.
- Primeiro pense em treinar para não ser morto por um pirata, depois eu resolvo esta situação. – disse Noah também aparentando sarcasmo.

A dupla do Dr3m aproveita o dia para comprarem alimentos, vestimentas novas, entre outras variedades já que faziam metade de uma semana que não eram atacados por um pirata sequer. Para Noah isso era perigoso, pois poderia haver piratas acumulados em um só local, já que os outros estavam sem a presença destes seres; Uma garota denominada Ashley Bailey de bela aparência, com longos e dourados cabelos loiros andava pela cidade de Buffalo com um medalhão (brilhava bastante, possuía a cor também dourada e continha formatos diferentes de aranhas, alguns feitos de vidro, outros de diamante), afinal não era para menos ela ser respeitada já que era a princesa da cidade, o seu pai e a sua mãe se chamavam Damian e Stella Bailey, respectivamente, a família Bailey é a soberana no reinado de Buffalo há vários séculos, a filha única deles estaria prestes a segui o mesmo exemplo.
Porém, nem todos sabiam com quem estava lidando, um menino de rua que é odiado e desprezado por grande parte dos cidadãos da cidade de Buffalo, tinha menos de 10 anos e possuía a roupa completamente rasgada e imunda, simplesmente era desprezado, pois roubava coisas dos outros para faturá-lo, este mesmo menino após ver Ashley com o medalhão penso que poderia trocar por muitas comidas e assim não carecer de fome, então ele ataca a garota pegando aquela joia rara e correndo para bem longe, Ashley grita o menino seguindo-o, as pessoas que estavam em volta observam a gritaria e percebem que o causador é sempre envolvendo aquele menino pobre.
Ashley continua a correr atrás do garoto:
- Volte aqui com este medalhão seu pivete, pare agora, você não sabe o que este medalhão significa para mim!

O garoto nada fazia a não ser correr, até ele passar por uma ponte que ninguém mais utiliza já que estava quebrada e frágil. Além do mar abaixo da ponte ser formado de grandes rochas e uma correnteza elevada, quando Ashley chega até a metade da ponte ela apenas sente o seu corpo mais leve e o vento batendo em seu rosto, a ponte havia quebrado com ela passando, assim a jovem cai no rio em que estava cheio de pedras pontiagudas, o menino foge feliz da vida com o medalhão. As pessoas ficam em volta apenas assistindo Ashley se aproximar das pedras, mas ninguém teria a audácia de mergulhar neste rio, um frade amigo do Rei Damian percebeu tal fato e foi correndo contar para ele, o rio além de ser mortífero era muito fundo e a parte que estava observando naquele momento era da classe social do povo, não sabiam nem escrever quanto mais nadar.
O frade chega até a casa (mais bonita da cidade) de Damian, Stella e Ashley e grita ao Rei:
- Rei Damian, apareça aqui agora se não pode ser tarde demais!
- Quem ousa falar assim comigo? É você frade Sawyer? O que foi? Sei que tu és um grande amigo, mas não posso lhe atender agora... – desculpou Damian.
- Venha rápido para aquele rio onde tinha a ponte quebrada, a sua filha foi passar nela e acabou caindo, ela pode estar prestes a morrer, vamos Damian! – falou Sawyer.
- Essa não, minha pequena, corra na frente Sawyer! – disse o Rei Damian.
Enquanto isso, Ashley (que não conseguia nadar, pois a correnteza era muito forte) estava chegando perto de algumas pedras que cortariam na, Noah estava passando na hora em que este perigo se aproxima de uma eminente catástrofe.

Ele pergunta para as pessoas:
- O que está havendo pessoal?
- A princesa de nosso reino está sendo afogada e levada para aquelas pedras, veja garoto, não podemos fazer nada, mas um dos frades da Igreja Católica foi avisar ao Rei sobre isso, espero que não seja tarde demais. – respondeu uma pessoa do tumulto.
- Deixa isso comigo, essas correntezas não são nada comparada aos meus antigos treinamentos! – disse Noah.
- Não faça isso! Olhe bem o que está fazendo. – aconselhou este mesmo homem.
- Eu me chamo Noah, e serei lembrado como o jovem que salvou a princesa de Buffalo, veja... – previu tudo Noah.
Logo, o jovem afasta as pessoas e pula na água, ele estava conseguindo nadar mesmo com as ondas batendo forte e as pedras a poucos centímetros de distância.
As pessoas ficaram maravilhadas com a ação de Noah:
- Veja, ele está conseguindo, mas qual o nome deste garoto? – perguntou uma mulher.
- Ele se chama Noah! Vamos lá Noah! – incentivou o homem no qual estava conversando com o próprio Noah.

Continua...

Posted on 20:18 by Hockey and Roll Brasil

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Capítulo 3 – Atração



Adrian conduziu Saulo até o escritório da Mansão, para falar a sós com o irmão. Depois de sete anos separados, os irmãos Volmort tinham muitas frases guardadas um para o outro. Anastasia, nome pelo qual Adaga atendia no seu disfarce, enquanto preparava sua armadilha, voltou para a sala depois de telefonar para umas das cabeças que arquitetara o plano maligno.

Saulo encarava Adrian e admirava o homem imponente e poderoso que ele havia se tornado.

- Então... O que você me diz? – indagou Adrian, esboçando um sorriso.

- Sobre? – disse Saulo, sentando-se numa das poltronas.

- No final das contas, eu fiz bem?

- Se eu tivesse que definir em uma palavra, seria orgulho – respondeu Saulo de modo sério.

Adrian sorriu e tudo pareceu se tornar leve naquele ambiente. Sem pressões, sem ressentimentos, sem culpas. Saulo sorriu também.

- Eu sempre quis ser como você – confessou Adrian.

- Atrapalhado? Inconsequente?

- Por que acha que é assim?

- Não salvei o nosso pai, e abandonei você para esquecer a minha própria dor. Fui egoísta, meu irmão.

- Não foi não. Eu te entendo, e até te culpei um pouco. Não foi o certo. Sei que deveríamos ter nos mantido juntos, mas passou. Vamos seguir em frente, Saulo – disse Adrian.

- Me perdoa – pediu Saulo.

- Não há o que perdoar, está tudo certo. Eu amadureci melhor sem você aqui. Foi bom, meu irmão – replicou Adrian.

Saulo se levantou e os irmãos Volmort se abraçaram. Havia tanto que Saulo queria dizer. Sobre os poderes, os vampiros, as caçadas.

Mas não era o momento.

O celular de Adrian tocou.

- Pode ser importante – justificou-se o caçula.

Saulo assentiu.

- Adrian Volmort – atendeu.

- Adri, aqui é o Henri.

- E aí, primo!

Era Henri, primo de Saulo e Adrian. Filho do tal tio Gus, que já havia morrido há muitos anos pelas mãos dos sugadores de sangue japoneses.

Posted on 23:03 by Christian Lucas Lorenzi

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CAPÍTULO 03 - A REBELIÃO NA PRISÃO

Noah e Joshua, até o momento os primeiros e únicos integrantes da tripulação DR3AM, navegavam em direção aos seus destinos, mas para que esse destino se concretizasse seria necessário eliminar todos os obstáculos em meio ao caminho, no caso, os piratas.
Cada um possui o seu sonho, seja cruel ou patriota, mas sempre revolucionário. Era assim também na prisão central de enforcamento para piratas de Nova Iorque, onde havia dentre tantos um homem forte, aparentemente semelhante a todos os outros presidiários, vivia na área de malhação treinando junto de seu único amigo chamado David, este homem se denominava Jackson Bayard. Ele era dominado por uma grande ambição, mais sendo considerada como uma vingança pelo seu passado destruído.
As horas dos dias sempre passavam e Jackson não descansava, ele apenas pensava em algo praticamente doentio:
- Treinar, eu apenas preciso ser o pirata mais forte de todos! Porque você meu capitão... Porque me deixou para morrer naquele lugar? O que você não sabe é que estou vivo, torça para que eu não o veja nem pintado de ouro, senão a sua morte será eminente... – pensava Jackson.
David já havia parado de malhar e treinar naquele momento, apenas observava a determinação de seu companheiro de cela, até que do gabinete da prisão, uma pessoa decide falar através do autofalante para todos ouvirem, ele dizia: “Reunião agora no campo livre da prisão... Não tenho mais nada a declarar”, todos fazem como mandado e seguem em direção para a área de concentração da prisão, Jackson e David são os primeiros a chegarem.
David pergunta para seu aliado:

- Jackson, você ainda tem rancor do seu antigo capitão? Precisa parar com isso, pois você apenas vai estar se contaminando cara.

- O rancor já passou há muito tempo, agora já é pior! Lembra-se daqueles meus pesadelos? – perguntou Jackson.
- Sim, todos os dias você tem a mesma coisa. – respondeu David.
- Então, nos últimos dias ele tem piorado, e nesta noite, o meu pesadelo está acontecendo, o chefe de gabinete que está no chamando, se meu pesadelo estiver certo, é meu ex-capitão na qual não falo o nome... – disse Jackson.
- Relaxa cara, pode ser apenas meros detalhes, isso também acontece comigo... – consolou David.
O chefe de gabinete começa a falar: “Atenção piratas prisioneiros, caso vocês não saibam hoje é aquele dia que é considerado o pior da vida de um pirata não acha? Hoje é o dia do enforcamento, aqueles que já estão aqui há quatro meses, os subordinados os levarão até a sala onde dirão adeus as suas vidas hipócritas!”. Jackson (que não seria enforcado, mas já era presidiário há três meses e meio) fica pesquisando e tentando reconhecer a voz do chefe de gabinete.
Daí que ele percebe e grita para o seu amigo:
- David, é ele! O capitão que me fez estar preso aqui nesta cadeia!
- Calma Jackson, você está estranho hoje, já lhe disse que aquele sonho não pode ser real e além do mais, como o chefe de gabinete da prisão de Nova Iorque pode ser um pirata?
- Não tempo para os seus conselhos, aquele cara vai me pagar! – grita Jackson saindo da fileira em direção à escada onde estaria a torre do gabinete da prisão.
Jackson é impedido por um grupo de guardas do lugar, ele começa a esbravejar: “Aquele homem, eu conheço a voz dele, ele é um pirata, não confie naquele homem!”. Os subordinados não o ouvem, logo Jackson é trancado de volta para as celas antes da hora, depois de algumas horas David retorna para esta cela.

Ele acha melhor conversar com o seu amigo e se despedir já que daqui a alguns meses eles seriam mortos:
- Então, já se passaram quase quatro meses, o nosso fim está perto...
- Nada disso, eu vou prolongar a data do nosso fim, vou tirar-nos daqui e matar aquele chefe de gabinete! – jurou Jackson.
- Pela última vez, ele não era o capitão da sua antiga tripulação, isso não teria lógica alguma, Nicholas já deve até estar morto! – disse David já sem paciência.
- Cala a boca David, o que eu te disse sobre falar o nome daquele verme miserável! Não aguento mais isso, tá na hora deu tomar uma atitude e jogar na sua cara... Vou formar uma tripulação para matar Nicholas, isso é o que os meus pesadelos me falam, sei que eles estão certos, sei que aquele líder do gabinete era Nicholas! – respondeu Jackson.
Jackson apenas estava esperando a hora do almoço para levantar a sua bandeja cheia de comida e atacar no chão, atraindo a atenção de todos que estavam comendo. Um dos presidiários respondeu: “Porque fez isso? Perdeu o juízo?”.
Jackson se revolta:
- Quem perdeu o juízo foram vocês, qual é? Podemos sair daqui agora mesmo, nós somos muito maiores do que os guardas que cercam este lugar vão embora logo dessa prisão e voltar para os atentados piratas!
- Eles possuem armas, estão bem mais protegidos do que agente... – disse um preso que não tinha esperança nas palavras de Jackson.

- E nós temos a força e a fé. O detalhe é que vamos morrer de qualquer jeito, não seria melhor se morrêssemos pelo menos tentando? Quem está comigo me siga que eu vou passar por aquelas portas, olhar para os subordinados e tentar atravessar os gigantes muros! – disse Jackson.
Dito e feito, ele começou a andar, ninguém havia o acompanhado, nem mesmo David, mas logo ele pensou: “Relaxa irmão, eu vou para onde você for apesar de não ser seu parente você foi a minha única família nesses meses!”. Jackson abre a porta e os subordinados já se armam dizendo: “Alguém abriu a porta, é apenas um ou dois, nada de muito perigo, poucos tiros e eles já eram!”, mas logo em que Jackson e David pisaram no chão no lado de fora do refeitório todos os outros presidiários os acompanharam.
Jackson se sentia o líder daquela manifestação os ordenando:
- Correndo cambada, assim eles não vão nos segurar!
Então, todos começam a correr em direção aos subordinados e, eventualmente, em direção aos muros (os muros tinham algumas espécies de degraus, facilitando para escalá-las). Os guardas começam a atirar, mas não adiantaria já que eram cerca de centenas de presidiários. Enquanto estava acontecendo esta rebelião, o chefe de gabinete do lugar saiu da prisão, havia uma porta de saída do local onde ele estava, mas que apenas os subordinados sabiam. Logo, ele se encontra fora da prisão, encosta-se a uma árvore (o lugar era recheado por várias árvores e arbustos) e tirou um saco de trás dos matos, era uma pessoa com uma aparência de quarenta anos, estava simbolizando cansaço, apenas a sua cara estava de fora, mas o seu corpo estava todo amarrado num saco.
E disse o chefe de gabinete:
- Se eu fosse você não voltava para aquela prisão Richardson.

- Nicholas você é um canalha, me deixou amarrado aqui para comer pão com açúcar e líquidos grotescos. - disse bravo Richardson.
- Como é bom enganar as pessoas, todos pensavam que eu era o verdadeiro chefe de gabinete, sinal de que você não faz falta alguma. - riu Nicholas.
- Como conseguiu enganar eles assim? – perguntou Richardson.
- Fiz uma carta e disse que a escrita era sua, nela estava afirmando que você foi para uma viagem de negócios e que eu tomaria o seu lugar como chefe de gabinete, pois era o seu primo. Genial não acha? O ruim foi que um ex-tripulante do meu navio me descobriu através da voz, mas não sei se ele vai escapar de lá... - disse Nicholas.
- Porque motivos fazer isso? - perguntou Richardson tentando se desamarrar.
- Os senhores fidalgos estavam quase me capturando, não tinha mais para onde correr, daí estava eu e meu capanga Jackson fugindo desses caras, atirei no pé de Jackson fazendo-o cair e logo, os cavaleiros do Monarca o capturaram me dando tempo para sair do lugar, mas não seria o suficiente então o amarrei aqui para tomar o seu posto escrevendo aquela carta, agora tchau... Espero poder te ver algum dia! – disse Nicholas.
- Me solte e eu quebro a sua cara covarde! – gritou Richardson.
- Prefiro não. – falou Nicholas rindo e pegando a sua Garrucha.
Nicholas então atira no peito de Richardson matando-o, logo ele parte para o mar pegando o seu navio e indo embora.
E falou Nicholas se guiando pela bússola:
- Próximo passo, encher a cara com meus tripulantes no bar na pequena cidade de Troy, bem, foi lá que marquei com aqueles burros... – pensava Nicholas.

Ainda na parte interior da prisão, onde ocorria à rebelião, a maioria dos presos morria, outros estavam feridos, poucos foram o que conseguiu passar pelos muros (já que era muito alto e dava tempo para os subordinados atirarem sem piedade neles); Jackson percebeu que era impossível passar naquele lugar, então ele foi para a área de malhação já que lá não tinha guardas, mas estava enganado, havia apenas um.
E este único preso falou:
- Aonde pensa que vai?
Naquele momento em que o homem estava prestes a atirar em Jackson, apareceu David o enforcando e o derrubando no chão, eles pulam o muro, mas o guarda mesmo fraco atira e acerta a perna de David que cai fortemente no chão, parecendo ter quebrado o ombro.
Jackson olha para o seu amigo e vai socorrê-lo:
- David, tá podendo andar cara?
- Minha perna tá doendo, olha... – disse David que gemia de dor.
- Essa não, você levou um tiro, não se preocupe que eu te carrego. – ajudou Jackson.
Alguns subordinados saíram da prisão para caçar os piratas fugitivos, um deles se aproxima de encontrar Jackson e David, eles fogem sem deixar pistas e depois de alguns minutos quando David já estava desmaiando após perder sangue demais, mas acabam achando uma bela casa de madeira no meio da floresta de Nova Iorque, onde se encontravam dois homens conversando do lado de fora.
Jackson leva David até perto deles e grita:
- Socorro! Ajude-nos, meu amigo está ferido, por favor! Já não aguento mais andar.

- Olhe Diego, duas pessoas machucadas com roupa de presídio... Parece que querem a nossa ajuda. – respondeu um dos homens.
- Espere Adam, claramente eles são fugitivos daquela prisão próxima, esses dois aí não são de boa companhia, devem estar nos enganando! Aposto que tem mais piratas como esses do outro lado dessas árvores apenas esperando dar o bote, lembre-se sempre irmão, você confiaria em nós? – perguntou Diego.
Jackson e David não resistem e desmaia, Adam chega perto dos dois com muita cautela e após perceber que não era uma cilada leva-os para dentro da casa onde estava mais um homem, ele se chamava Jaxon e se assemelhava muito com Diego e Adam. Eles eram na verdade médicos que por sorte acabou facilitando a vida de Jackson e principalmente de seu amigo David. Jackson depois de algumas horas acorda ainda um pouco sonolento e se levanta sem saber direito onde estava já que a sua última recordação era escapando das celas.
Jackson olha para todos os lados e percebeu que estava numa sala junto de seu parceiro David (cheio de curativos), mas que ainda estava dormindo, logo Adam entrou na sala e se viu surpreso com Jackson acordado:
- Como você saiu da cadeia?
- Quem é você? O que são todos esses aparelhos médicos? - perguntou Jackson totalmente confuso.
- Eu sou médico, junto dos meus irmãos formamos um dos melhores médicos de Nova Iorque, nos mudamos para esta floresta densa porque não somos o que parecemos e aqui ninguém pode nos procurar, apesar de ser próximo da prisão... – disse Adam.
- Então, você e os seus irmãos não são simples médicos? Espere um pouco... – interrogou Jackson.

A conversa naquele momento teve de ser interrompida, pois Jaxon chegou correndo no quarto avisando para Adam: “Ei irmão, pelo menos um deles já está acordado, aqueles guardas estão aqui, devem estar procurando esses piratas, Diego está na porta vigiando com apenas uma pistola, já eles estão armados com mosquetes e espadas.”.
Jackson pergunta para Adam e Jaxon silenciosamente porque eles possuem armas:
- Vocês são apenas médicos? Ou são alguns tipos de assassinos, pessoas procuradas?
- Fique quieto, somos piratas, assim como vocês consegue entender? – explicou Adam.
- Pois é, se esses subordinados tentarem entrar na nossa casa vai perceber que somos piratas, olhe para a cozinha! – direcionou Jaxon.
Jackson fica perplexo, pois a sala era repleta de armas, chapéus piratas, espadas, enfim, tudo que estava relacionado à arte manha pirata. Os guardas chegavam cada vez mais perto e Diego também mais próximo de preparar o gatilho, era eminente que ocorreria uma guerra naquele instante já que ainda era o sol da manhã e como a casa era completamente feita por madeira eles ouviriam o som das pisadas no chão.
Os guardas chegam e batem na porta levemente, um deles fala:
- Acho que não tem ninguém, abra pela maçaneta!

Nada adiantou a porta realmente estava fechada. Diego estava atrás da porta sabendo que se eles arrombassem a porta todos ali dentro estariam em grande desvantagem, na hora mais errado David acorda e rapidamente se levanta dizendo: “O que está havendo aqui? Jackson, cadê você?”. Jaxon olha para trás e não acredita que David realmente estava acordado, então ele, Adam e Jackson voltam para o quarto e explicam tudo para o rec-em-ferido. A casa era pequena e daria para ouvir qualquer pequeno barulho.
Um dos guardas fala para o outro:
- Tem alguém ali dentro sim, só podem ser presidiários, vamos abra!
Quando o guarda que segurava a maçaneta dá um chute fortíssimo na porta e ela quebra facilmente, Diego cai para trás com a pancada e fica surpreso com a força que um deles tinha: “Esses caras devem ser barra pesada, o treino deve ser muito duro, pois não é normal alguém quebrar algo assim!”, Diego perde a sua pistola e decide sair da cozinha e correr para outro cômodo.
Os guardas tentam atirar em Diego, sem êxito:
- Matem-no, esses caras só podem ser aqueles piratas foragidos, ninguém fugiria assim! – falou o guarda que quebrou a porta.
- Olhe para esta sala, está cheia de armas, pegamos alguns piratas, vamos atrás deste cara que saiu correndo! – disse o outro guarda.
Diego após avisar aos outros pula pela janela quebrando-a na hora, ele fica caído no chão para os guardas não saberem onde ele pode estar. Enquanto isso, Jackson, David, Adam e Jaxon pulam pela outra janela, mas eles conseguem pegar Jaxon e jogá-lo de volta para o quarto onde começam a agredi-lo. Jackson toma as dores de quem o salvou: “Eu preciso ajudar ele, fiquem aqui!”, Jackson dá a volta e entra pela porta quebrada da cozinha pegando uma arma com algumas munições.

Os guardas não paravam de agredir Jaxon:
- Vamos chutar esse cara até ele desmaiar! – disse um dos guardas.
- Vamos matá-lo logo. – falou o outro guarda pegando o seu mosquete.
- Não faça isso, lembre-se que precisamos devolvê-los nem que seja desmaiado para o Rei de Nova Iorque.
Quando o guarda que estava armada abriria a boca para falar algo, acaba levando um tiro no lado do coração, era Jackson que fala: “Isso mesmo, não atire nele, faça como seu amiguinho mandou.”.
O outro guarda puxa o seu mosquete:
- Essa não!
Jackson que possuía uma arma mais rápida e leve de atirar do que a mosquete do guarda também o atira, depois de alguns segundo eles morrem e Adam juntamente de Diego limpam os ferimentos de seu irmão. A tarde estava chegando e todos enterraram os guardas.
Diego avisou:
- Então estamos igualados, nós os salvamos e vocês nos salvaram, mas acho que foi bem mais tenso e difícil você ter nos salvo Jackson! Como recompensa pode pegar o nosso navio, fica bem longe, no lado direito desta floresta, depois de alguns minutos vocês dois vão achá-lo.
- Obrigado, mas eu queria algo maior do que um simples navio de vocês! – disse Jackson.
- Essa não, Jackson, deixe a sua vingança pra lá, vai por mim. – aconselhou David que já tinha em mente o que Jackson queria falar.

- Não posso David, depois do que Nicholas fez comigo, me deixar para morrer, não posso aguentar isso e tenho a certeza de que ele era o chefe de gabinete da prisão, não sei como vai ver ele capturou e assassinou o verdadeiro chefe, aquele pirata ridículo é perigoso, preciso reencontrá-lo. – falou Jackson.
- Mas o que você quer a mais do que o navio? – perguntou Jaxon.
- Eu quero que vocês se juntem a nós, vocês três são muito bons médicos e eu e David precisaremos deste poder para a minha vingança! – disse Jackson.
- Desculpe homem, mas isso não vai rolar, não vamos sair daqui e morrer nesses mares da vida. – recusou a oferta Adam.
- Espera de quem você quer se vingar? – perguntou Diego.
- Conhecem Nicholas? – riu Jackson.
- Então, mais um na fileira de pessoas que querem matar Nicholas não é? Aquele ser fez algo conosco e precisa pagar por isso. – disse Diego.
- O que ele fez com vocês? – quis saber David.
- Depois nós falaremos, mas então temos algo mais em comum do que se parece, todos querem por um fim em Nicholas. – igualou as ambições Jaxon.
- Nós aceitaremos esta oferta e seremos da sua tripulação. – falou Diego.
- Ok, estejam prestes a lutar contra Nicholas, partiremos agora para esses mares em busca de guerrear contra este pirata, todos os abordos do R3v3ng3. – ordenou Jackson rindo agora sendo capitão desta nova tripulação chamada R3v3ng3.
- Espere aí, tenho algo que fará você se tornar um capitão de verdade Jackson... – foi procurar este algo na casa Diego.

O pirata médico Diego trás então um chapéu para assim, oficializar o reinado de Jackson como capitão do R3v3ng3.
- Pirata Nicholas, se eu fosse você acharia bom estar preparado para aguentar o que lhe espera! – determinou Jackson.

Posted on 16:53 by Hockey and Roll Brasil

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Há em mim uma coisa que eu nunca soube dizer. A verdade é que tudo começou, passou e acabou num intervalo de tempo insuficiente até mesmo para que eu pudesse respirar, que dirá dizer que te amava. Que dirá dizer que te amo. Que dirá entender o que sentia e que por sentir morria. Morria de dentro pra fora, de agonia, de lágrimas que já não eram mais solitárias. Que agora caiam pela beleza e sintonia de dançar em minha face nos embalos de sábado à noite.



“Paz e amor é o que eu quero pra nós e que nada nesse mundo cale a nossa voz. Céu e mar e alguém para amar e o arrepio toda vez que a gente se encontrar, nunca vai pas...”. 


Chorou vinte e sete minutos ininterruptamente caminhando pela rua.  A solidão profunda, devastadora e inexplicável empalidecia ainda mais sua face, de certa forma o frio contribuía bastante também. A ponta do nariz avermelhava-se a cada brisa gélida e nostálgica roçando em suas bochechas amuadas.  O par de fones de ouvidos recostou subitamente sob seus ombros e a música que a pouco soava em sua orelha interrompia-se bruscamente.  Inspirou o ar frio com força, como se quisesse sufocar as narinas. Engoliu a seco a vontade de permanecer chorando e caminhando por mais alguns segundos deparou-se com seu restaurante favorito bastante movimentado. Ao mesmo tempo, deu-se conta que se encontrava na rua de seu antigo apartamento e virando-se de costas para a entrada do restaurante, analisou rapidamente cada andar do prédio até perceber que a placa de “vende-se” ainda encontrava-se dependurada. Pensou que talvez fosse melhor remover logo a placa antes que alguém resolvesse alugá-lo ou até mesmo comprar, e logo não teria mais volta. Caminhou decidida até o outro lado da rua, cumprimentou o porteiro e ele a deixou entrar no prédio. O doce cheiro de pinho ainda era o mesmo e parecia que os moradores também.  A porta do elevador se abriu e para seu espanto deu de cara com a última pessoa que gostaria de ver naquele dia. Ele não chegou a ser seu namorado e a fez sofrer assim mesmo. As pálpebras logo pesaram e terminou por cambalear ainda na porta do elevador.  A vista embaçada não permitia enxergar as coisas com precisão, embora tivesse certeza de que ele havia ousado segurar seu corpo antes que pudesse desmaiar. Como sabia? Bom, digamos que Víctor sempre fora previsível demais.



Essa é minha primeira webserie que deu certo, é curtinha assim mesmo. Espero que gostem *-* bj.bj

Posted on 18:19 by Larissa Arievilo

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Momento de Reprise

Dedicado: Katze

Música - Nicole Scherzinger – Just Say Yes


"… O vento passa delicadamente por min, fazendo-me carícias enquanto seguro a minha rosa... Obrigado vento..."

Posted on 16:24 by Felipe Sena Pereira

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Capítulo 2 – Sanguinária e cruel







Não houve nada que Zenof ou Saulo puderam fazer. Ben já não respirava. Com todo o seu sangue sugado pela vampira conhecida como Adaga, a missão foi abortada por Zenof, que estava inconsolável. Saulo se jogou no chão do apartamento e segurou seu pai nos braços, enquanto as lágrimas caíam sobre ele. Ele era um caçador, deveria ser forte, mas acabara de perder o seu mestre, o seu guia, o seu querido e corajoso pai.


- Eu vou atrás dela – anunciou Zenof. 


Eles ainda se encontravam no ambiente da tal festa eletrônica e ninguém nem ao menos dava atenção aos caçadores. Melhor assim.


- Não, Zenof. Meu pai acabou de morrer.


- Por isso mesmo!


- Vamos deixar para pegá-la em outra ocasião. Agora só restam eu e meu irmão, preciso cuidar dele.


- Mas sou eu que vou atrás de vampira! – rebateu Zenof.


- Não vá, Zenof! Você também é importante, precisará nos ajudar agora que meu pai se foi – Saulo se abaixou sobre o corpo do pai e voltou a chorar.


- Vamos levá-lo então – disse Zenof solenemente.


O caçador mestiço debruçou-se sobre o velho caçador e o carregou em seus braços. Ele e Saulo saltaram da janela do apartamento usando as botas de propulsão, e em minutos caminhavam pelas ruas de Moscou, indo em direção ao terreno onde Zenof havia pousado o helicóptero dos caçadores.


Zenof colocou Ben atrás, junto com Saulo, que o manteve em seus braços, e ele guiou o helicóptero até um mini-aeroporto particular dos Volmort, de onde pegaram um avião até a Mansão Volmort, situada entre dois países europeus.


O avião pousou no gigantesco terreno dos Volmort, e o corpo de Ben foi deixado dentro do veículo, enquanto Zenof fazia ligações e preparava tudo para o enterro no dia seguinte. O coração de Saulo se dilacerava.


Adrian percebeu toda a movimentação e levantou de sua cama. Viu o avião parado no jardim colossal e resolveu ir ver o que estava acontecendo. Ele tinha cabelos loiros, levemente compridos e olhos amendoados. Com 16 anos ainda, o adolescente confuso sentia um pressentimento ruim em seu peito.


- O que aconteceu? – gritou Adrian para seu irmão, que aflito rodava em círculos sobre a grama.


Saulo encarou o irmão e seu olhar se perdeu, sem saber o que dizer.


- Saulo?!


- Adrian, precisamos conv...


- Me diga logo, Saulo!


- Bom, o papai – disse Saulo vagarosamente.


- O que tem ele?


- Ele foi atacado.


- Atacado?! – os olhos amendoados de Adrian ficaram arregalados.


- Sim.


- Como?


- Estávamos caçando na floresta, um leopardo o atacou – mentiu Saulo, pois Adrian não poderia saber a verdade.


- Por que você não o defendeu? Onde está ele?


- Estávamos separados. Cada um caçava numa extremidade.


- Onde está o papai? – indagou Adrian.


- Ele morreu, Adrian. Não resistiu.


Os olhos de Adrian se umedeceram e o chão pareceu fugir debaixo dos seus pés. Como uma sombra que se apossasse de seu corpo. Para Saulo, a mentira tinha funcionado bem. Adrian não poderia saber da existência dos vampiros. Era cedo para que seu poder se manifestasse.


Os dois irmãos se abraçaram.


No dia seguinte foi o enterro de Benjamin Volmort, pai do inteligente Saulo Volmort e do explosivo Adrian Volmort. Empresário bem-sucedido e rico do ramo das decorações e caçador de vampiros há mais de 30 anos. Entre os presentes no velório do caçador, estavam inúmeros membros da Família Volmort, caçadores mestiços de várias partes do mundo e centenas de funcionários de suas empresas, além de seus amigos íntimos. A cerimônia foi lotada e várias homenagens foram feitas. Os filhos resolveram não falar. Foi muito parecido com o enterro da mãe deles, há mais de 10 anos. Eles nunca souberam a causa da morte da mãe.


O enterro terminou e Adrian e Saulo voltaram para a Mansão, sendo levados por Zenof, que dirigia a BMW preta dos Volmort, entre as dezenas de carros de luxo que ficavam na garagem da família.


Zenof estacionou o carro e os três desceram.


- Entre Zenof – disse Saulo.


Adrian subiu para o seu quarto e os dois caçadores foram ao escritório enorme da Mansão, para conversarem.


- O que pretende fazer, Saulo?


- Eu não sei, Zenof. Não quero mais caçar.


- Mas e quanto à vampira?


- No momento não consigo pensar em vingança.


- Você vai abandonar a tradição de sua família? – indagou Zenof.


- Por um momento sim. Preciso que cuide de tudo.


- Cuidar de tudo? Você está pensando em se mandar?


- Eu quero viajar, Zenof. Treinar, meditar, conhecer o mundo. Adrian precisa de alguém que o guie. Ele é muito inteligente, e deverá comandar a empresa. Eu não sirvo para os negócios, amigo. Eu pretendo voltar a caçar em breve.


- Tudo bem, Saulo. Se é assim que você deseja – respondeu Zenof. – Eu trabalho na empresa há mais de 20 anos, mas no momento estou aqui como amigo. Eu posso ajudar seu irmão, sim.


- Obrigado, Zenof. Eu partirei semana que vem. Não sei quanto tempo ficarei fora, mas eu voltarei. 


Os dois se abraçaram e Saulo seguiu seu rumo, deixando os negócios da família nas mãos de Adrian e Zenof.






***






Sete anos se passaram.


Os sete anos correram rápido e a maioria das coisas correu como esperado.


Depois da partida de Saulo, Adrian foi treinado e preparado por Zenof para cuidar dos negócios da Família Volmort.


Ele cresceu e se tornou um homem poderoso, ambicioso e muito desejado pelas mulheres, por sua beleza e charme. Ainda usava os cabelos loiros grandes e rebeldes, num tom dourado e selvagem.


Saulo viajou por países europeus, asiáticos, africanos e americanos. Em sua jornada, aprendeu diversas línguas, formas de luta, de auto-defesa e de concentração. Estava cada dia mais forte. A viagem tinha sido mais demorada do que ele esperava e a cada novo país visitado, um novo cartão-postal chegava a Mansão dos Volmort, onde Adrian vivia, cercado de bajuladores e empregados.


Zenof basicamente tinha criado um monstro. Cada dia com mais desejos e fome por poder, o Império dos Volmort crescia com voracidade e sem limites, devido ao empreendedorismo assustador de Adrian, que era considerado uma celebridade.


Num dia de outono, um último cartão-postal chegou à Mansão. 


Saulo iria retornar para seu lar.


- Olha só Zenof! – bradou Adrian indo de encontro a Zenof, na sala de estar da Mansão. Ele vestia um terno elegante e se preparava pra ir à empresa.


- Diga, Adrian – disse Zenof. Alguns fios de cabelo grisalhos se misturavam a cabeleira negra do caçador mestiço.


- Chegou um postal do Saulo, ele disse que está voltando.


- Quando?


- Provavelmente amanhã. No mesmo dia que minha noiva virá pra cá.


Adrian era mulherengo, mas há alguns meses havia conhecido uma linda mulher. Abandonou a vida de galanteador e se dedicou a moça mais linda que ele já tinha visto. E estava totalmente apaixonado por ela.


- Interessante – comentou Zenof.


- O que foi?


- Coincidência.


- Vamos Zenof, vamos para a empresa.


Adrian teve um dia atarefado e estressante. Os negócios cresciam, sua fortuna se acumulava cada vez mais. A noite chegou e Adrian recebeu uma ligação de sua noiva. Ela chegaria no dia seguinte.


Anastasia desligou o telefone e foi dormir. No dia seguinte, um helicóptero enviado por Adrian, seu noivo, iria pegá-la no centro de sua cidade. Ela não dormiu.






***






Adrian acordou cedo e se preparou. Colocou um terno cinza e esperou sua noiva na frente da colossal Mansão Volmort. O casarão tinha três andares e era realmente gigantesco e imponente.


O carro azul-marinho chegou alguns instantes depois, e o motorista ajudou a moça de olhos castanhos a descer do veículo. Adrian foi de encontro a ela e beijou-a ardentemente na boca. Ela segurou em seus cabelos dourados com força e soltou um suspiro.


- Anastasia – disse ele nos ouvidos dela.


- Adrian, meu amor – respondeu ela.


- Como você está?


- Muito bem, melhor agora.


- Vamos entrar, meu bem.


O motorista carregou as malas de Anastasia e deixou-as no grande salão de entrada da Mansão. Adrian lhe deu uma gorjeta e ele saiu feliz.


- O meu irmão chega hoje, querida.


- O Saulo?


- Isso. Ele está viajando há tanto tempo, faz quase sete anos – disse Adrian.


- Quanto tempo – respondeu Anastasia surpresa.


- Eu o culpei um pouco pela morte do nosso pai, mas espero que isso passe. Afinal, já se passou muito tempo.


- É verdade.


Anastasia umedeceu os lábios e seu perfume veio até as narinas de Adrian. Um enorme desejo se apoderou dele e eles começaram a se beijar, ofegantes.


Um carro buzinou em frente à Mansão.


- É o Saulo – anunciou Adrian se levantando e correndo para a porta da frente.


Saulo saiu do táxi. Vestia um terno preto sem gravata. Estava com os cabelos castanhos desgrenhados e a barba por fazer. Estava sem óculos e havia mudado muito, estava muito mais forte e robusto. Mas Adrian também havia ganhado muitos músculos, maiores que os de Saulo.


- Caramba! – exclamou Saulo. – Você está um homem!


- O tempo passa irmãozinho – riu Adrian.


Os dois se abraçaram e perceberam o quanto estavam mudados.


- Eu não imaginaria. E os negócios? – indagou Saulo.


- Triplicar seria uma palavra pequena perto da grandiosidade do nosso Império. E as viagens?


- Definir como maravilhosas seria pouco.


Os dois riram.


- Vamos entrar, quero que conheça minha noiva – falou Adrian normalmente, como se tivesse sem ver o irmão há apenas algumas horas.


Os dois adentraram na Mansão e Saulo contemplou a bela imagem que era Anastasia Vilanes.


- Este é meu irmão Saulo. Saulo, esta é Anastasia, minha noiva – apresentou Adrian.


Saulo apertou a mão doce e macia de Anastasia, reparando em sua pele alva e seus cabelos pretos e lisos. Ela se vestia de forma elegante e sensual. E estranhamente, ele sentiu que a conhecia de algum lugar.


- Eu preciso falar com você, Saulo. Vamos até o escritório. Você não se importa, não é querida? – disse Adrian.


- Não, tudo bem – Anastasia sorriu.


Os dois se dirigiram para o escritório e Anastasia permaneceu sozinha na sala. A mulher correu para o banheiro e pegou o celular.


Depois de tirar as lentes e colocá-las sobre a pia, admirando-se com a própria imagem e revelando os olhos vermelhos, Anastasia discou alguns números e esperou.


- Alô?


- Sollomon, é a Adaga. Preciso falar com o Nakamura.


- Mestre Nakamura você quis dizer – respondeu Sollomon.


- Que seja – replicou Anastasia.


- Alô?


- Mestre Nakamura, o irmão dele acabou de chegar. Ele pode me reconhecer, esqueceu que eu matei o pai deles há alguns anos? Ben, o caçador.


- Continue sua missão, Adaga – respondeu o vampiro japonês. – Nós já gastamos meses nisso fazendo você conquistar o empresário, filho do Volmort. Não desperdice essa chance.


- Eu que o conquistei, eu gastei meses, não vocês.


- Não importa, continue a missão, você precisa se casar com esse milionário, precisamos desse dinheiro – replicou Nakamura.


- E essas lentes incomodam.


- Você já está usando-as há tempo suficiente. Não me incomode se não for algo importante. Adeus Adaga.


Nakamura desligou o telefone.


Era ela. A vampira sanguinária que matara Ben na noite da caçada. Era ela a noiva de Adrian, e Saulo não havia a reconhecido. E ela planejava algo terrível contra a Família de Caçadores. Seria o início do fim dos Volmort?




Continua...



Posted on 19:51 by Christian Lucas Lorenzi

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