“3 Cenas”

Cena “2”


Posted on 14:09 by Felipe Sena Pereira

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Sedução
Capítulo 12
1
Foi como imaginar mil pontos interrogativos surgindo em minha frente.
“Ciúmes?”

Posted on 18:39 by Hélio Lu'z

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“3 Cenas”

Cena “1”

Posted on 16:50 by Felipe Sena Pereira

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Sedução
Capítulo 11
Great Falls High School – Great Falls, Montana 2010

1

A tempestuosa nevasca parecia não querer deixar Great Falls.
Depois da noite passada, parecia que o mundo conspirava para que tudo aquilo de que eu não gosto começasse a acontecer.
Na saída do cinema, fui salva por um fio de ter que presenciar uma outra briga violenta entre Sawl e Mikael, tudo graças a Vic.

- Então é você – disse Sawl.
- E você já saiu da cadeia? – retrucou Mikael.
- Sim. Posso até voltar – analisou – mas primeiro vou quebrar sua cara.
Sawlver saiu em direção a Mikael e esse fez o mesmo.
- Isso de novo não – suspirei.

Posted on 18:33 by Hélio Lu'z

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“Sonhando”

Posted on 12:12 by Felipe Sena Pereira

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Sedução
Capítulo 10
Catedral de St. Ann - Great Falls, Montana 1907
1
Terror.
Era a minha marca, que estava ali, registrada para sempre, agora sobre a pálida face de um anjo que um dia chamei de “meu amor”.
Maryanne estava morta. E eu? Não há como dizer o que eu era ou como me sentia.
As vezes é necessário tomar o passado, para entender o presente e prever o futuro.
O ambiente permanecia tranquilo, a porta de entrada da catedral estava entreaberta deixando que o vento úmido e frio do tardar da noite entrasse sem ser convidado.
O corpo de Maryanne já parecia estar tão gélido quanto aquele vento que soprava lá fora, ele jazia em meus braços, sem vida, sem cor, sem calor, o perfume havia ido embora, a ternura em seus lábios sumira, ela parecia apagar-se como uma estrela no céu ao raiar do dia, porém, o seu nascer do sol nunca mais chegaria.
Escuto subitamente passos percorrendo a entrada, levanto de forma habilidosa e rápida, ponho Maryanne como um boneco sobre meus ombros e dou um pulo dantesco em direção ao primeiro piso da Catedral. Escondo-me por entre as sombras e espero.
As vozes próximas cochicham de forma desordenada, procuro sentir o aroma do ferroso e doce líquido vermelho. Mas, não o encontro. O que seria aquilo?
Uma mão tão pálida quanto a de Maryanne aparece na porta, ela alisa a madeira, subindo, perecia até mesmo analisar o material, até que ganha firmeza em seu toque e devagar, empurra-a para frente, abrindo-a.
A porta cede praticamente sem nenhum esforço, enquanto a pesada placa de madeira parece flutuar chegando cada vez mais próxima a parede que lhe sustenta, pessoas de capa e capuz passam por ela.
Estavam envoltas em um certo tipo de manto, de tecido branco refinado e cheiroso. Um broche de ouro puro mantinha a capa presa na altura do ombro.
“Mas não pode ser” – resmunguei para mim mesmo.
Com certeza eu reconheceria o emblema do broche em qualquer lugar. Uma espada bastarda, de uma mão-e-meia, sediada por um par de asas.
“Anjos! Malditos sejam! São anjos” – minha ira logo subia a superfície de minha face, conforme meu nojo aumentava as veias de sangue em minha pele pareciam querer explodir.
- Sei que tu estais aqui, demônio – arquejou o que havia entrado primeiro, eram três deles – saía de onde estiver, e entregue-se agora.
Era uma voz feminina, calma e suave, porém autoritária. Os outros dois, pela aparente forma do corpo, grandes e largos nos ombros, eram homens.
- Temos acompanhado-o durante os últimos meses, tu és o causador de várias mortes, e merece ser punido por isso.
Comecei a escorregar devagar para traz, tentando me impor cada vez mais a parte escura do ambiente. Eu estava do lado do altar, que erguia-se imponente e majestoso.  Abaixo de mim, no térreo, estava a pirâmide de velas a qual Maryanne fazia suas orações instantes antes de eu retirar-lhe a vida.
A veemência de minha ira começava a fazer com que meu corpo cedesse novamente a transformação demoníaca. Passo a passo meu corpo transformasse em um arma de destruição e de horror.
Eu sabia o que devia fazer.
Meus dentes transformados todos em caninos pingavam sangue e exibiam um aspecto mórbido. Minha língua pendia pra fora como a de um sapo preste a atingir a presa.
Deitei Maryanne ao chão, e sobre ela, regurgitei um líquido venenoso capaz de queimar ossos e peles como um ácido e que era altamente inflamável.  
“Eu tenho que sair daqui, eles estão em maior número, posso sobreviver ao ataque, mas se for capturado, não resistirei a ira dos Arcanjos” – refleti.
- Este será nosso último aviso. Rendasse agora, ou atacaremos sem nenhuma piedade.
Eu continuava a engatinhar para traz escondendo-me nas trevas. Mas aquele jogo não poderia continuar assim por muito tempo. E obviamente não continuou, por deslize meu, ou pura falta de sorte,  o piso de madeira cede com o meu peso e o do corpo de Maryanne.
Caímos com um estrondo ao chão, lascas de madeira cedendo sobre minha cabeça, próximo de mim estava a pirâmide de velas.
Ação por instinto. Como sempre. Ceder ao instinto, talvez fosse minha real maldição.
“Os capuzes brancos” viraram em minha direção. Pego o corpo de Maryanne com força e jogou-o em direção a pirâmide de velas.
Quase como se o fogo estivesse ali, ansiando por aquele momento, de súbita ação ele a devora em chamas azul-celeste. 
“Um bom anjo não teve ser enterrado, ele deve voltar para as graças do céu”.
Os dois anjos que estavam mais atrás não esperam nenhum sinal para agir, simplesmente atiram-se em minha direção em uma velocidade inimaginável, como antes, para um ser qualquer, ele jamais veria o que havia acontecido, mas para mim, eles se moveram tão lentamente e de forma tão compreensível, que por um momento até pareceu ser fácil. 
Avancei como uma sombra negra em direção ao altar, desviando-se assim deles. Permaneci ali olhando-os, meu corpo exibia a forma mais completa de minha transformação, meu rosto rachavas-se como o solo seco de um lago, em veias pulsantes, meu coração batendo aceleradamente, e em minhas mãos, nas pontas dos dedos, as unhas sediam lugar a garras tão afiadas quanto as dos piores predadores vorazes.
- Eu sou a VIDA para aqueles que aceitam a MORTE. Mas sou a PERDIÇÃO para aqueles que facilmente podem ser SEDUZIDOS.
- Monstro – acusou-me a líder dos anjos – você está preso sobre o mandato do Arcanjo Miguel, príncipe dos anjos, que expulsou os traidores e líder da guarda celeste. Tu se apoderaste de um corpo humano para praticar o mal e causar a desordem. Estás sentenciado sob a pena de morte.
Despejei uma gargalhada monstruosa e esdrúxula, as paredes da Catedral pareceram tremer ao senti-la.
Ela levemente ergueu a cabeça, mas ainda não era possível ver seu rosto. Mas foi o suficiente para ver o brilho de azul intenso que perdurava de seus olhos.
- Você se acha muito forte. Não? – questionou-me ela.
Em sua resposta, deixei que minha língua saísse de minha boca e acariciasse toda a minha face.
Ela levantou a mão levemente erguendo-a até o broche. Desabotoou.
O manto caiu, mostrando que por debaixo, havia uma bela e refinada armadura de ouro negro e pedras de “Astim”, uma joia de brilho dourado, tão resistente quanto o diamante, somente encontrada nos reinos “superiores”.   
Em sua face, uma fina mascara de gesso para esconder sua identidade, seus cabelos eram de um loiro tão intenso, que pareciam ser fios de ouro, tecidos manualmente.
Sob suas costas pendia uma espada de gume altamente aguçado. Ela deu um impulso para a frente, e antes de que eu pudesse sequer processar o que deveria realmente ter feito, ela já estava ao meu lado.
“Muito rápida” – pensei, abismado.
Ela me deu um soco enorme em meu rosto, jogando-me para o chão, bem embaixo do altar.
O chão chegou a tremer e uma pequena cratera se estabeleceu ali.
- Forte, devo admitir - resmunguei – e rápida, você é da elite, não é como aqueles palermas ali.
Ela permanecia fixa a parede, como uma aranha tecendo sua teia, louca para que eu caísse nela. 
- Por Deus, o que está acontecendo aqui? – questionou uma velha freira vestida em sua camisola, ela devia cuidar daquele templo, e só agora notara nossa presença?
Avancei em sua direção tirando-a do térreo e levando-a para o primeiro piso no lado oposto ao qual estava antes.
- OH! Senhor... – gemia – o que está acontecendo? Solte-me, quem são vocês?
- É melhor que permaneça quieta, velha – disse.
- Deixe-a em paz – ordenou-me ela.
- É muito simples, vocês permitem que eu deixe o local e solto a freira. Caso contrario, adorei sugar seu sangue até a última gota e o último fio que a ligue a vida.
Minha língua percorreu o rosto da velhota, ela tremia freneticamente, e sussurrava orações implorando por misericórdia.
- Suas orações não lhe trarão a piedade freira. Eles sim – disse, apontando para os anjos a frente – devia implorar para eles, ou, o demônio aqui a levara direto para o inferno.
- Deus misericordioso, os demônios invadem tua casa, OH Pai! Teria chegado o dia do fim dos tempos?
- Talvez – respondi – dos tempos eu não posso afirmar, mas o seu parece estar bem próximo.
Minhas unhas começaram a rasgar vagarosamente a garganta da freira, fazendo arranhões profundos o suficiente para sair sangue.
Meus olhos negros dilatados por completo encaravam os da anja, fitando-os.
- Deixe-a ir. Nós permitiremos que você vá.
- Mas... – ia protestar um dos anjos.
- Deixarei ele ir – interrompeu a anja – em outra oportunidade, nem que isso leve séculos seguintes de busca, mas tu, ainda pagarás por todos os teus crimes.
Uma risada abafada saiu entre meus dentes.
Em um rápido movimento já estava a soleira da porta de entrada, fui caminhando com a freira até o lado de fora, os olhos dos anjos fixos, acompanhando meu movimento em partida.
Quando já estava na calçada onde anteriormente tinha encontrado Maryanne, larguei-a ali e simplesmente desaparece como o vento. Correndo em alta velocidade.

2

O monstro fora embora. Só restava agora os sentimentos humanos para me afligir.
Sob um alto prédio, sentindo o vento frio e cortante da meia-noite, minhas lágrimas congelavam em minha face.
“Maryanne. Porque eu fiz aquilo? Porque?”
Ceder ao instinto.
Naquele instante eu queria poder ter instinto de ceder ao suicídio. Qual seria o sentido de estar ali agora? De que me valia a eternidade, se não teria a meu lado, aquela que eu amava?
Memórias que ficariam mortas em meu coração de gelo. Palavras que para sempre seriam amargar em minha boca. Desejos que eu jamais poderei realizar.


ESTÁ WEBSÉRIE POSSUI UMA TRILHA SONORA: CONFIRA !!! 





Posted on 18:41 by Hélio Lu'z

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A Bola Perdida

Posted on 21:06 by Felipe Sena Pereira

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Uma Noite de Lucidez em Meio a Um Sonho de Verão

Naquela noite estávamos em um Pub. Para um momento especial apenas.

Posted on 16:05 by Felipe Sena Pereira

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