CAPÍTULO 17
Quando abro meus olhos, me sinto bem melhor. Vejo se tem alguém comigo ali e não tem apenas a Isa que continua imóvel ao meu lado. Ainda parece como da última vez que nos vimos um anjinho dormindo. Tento mexer minha mão direita e consigo. Estico meu braço o mais próximo que consigo dela e ofereço minha mão mesmo que ela nem esteja acordada. Seria como chama-la para dançar. Chama-la para sair, ou ajuda-la a descer de um lugar alto. Estendo minha mão para ela, só pra que Deus saiba que eu ainda quero cuidar dela.
- Ei Tonny! – Diz Carlos entrando pela porta do quarto onde estou.
- Carlos... – Digo devagar, mas consigo falar.
- Nossa, vejo que esta bem melhor. – Fala sorrindo pra mim. – É, sei que deve estar tendo dificuldade de falar então vou explicar algumas coisas. Primeiro aqui não é um hospital, aqui é a nova sede dos heróis. É isso aqui é bem grande, e não roubamos de ninguém para pagar por tudo isso. Apenas desenvolvi uma peça de avião e ganhei milhões com ela. – Diz ele rindo. – Nem sei como a construí e nem sei o porquê de ter me rendido tantos lucros, mas é isso. Agora temos uma nova casa.
- Entendi. – Digo fazendo que sim com a cabeça.
- Cara, preciso que você se recupere logo, precisamos conversar. Seu pai ligou para o Wilson e ele não soube dizer onde você estava.
- Fala que estou, - Enquanto falo, começo a chorar. Não consigo suportar. É uma dor muito grande no peito, e maior ainda na alma, por dizer ao meu pai que estou morto, sendo que estou vivo. – morto. Não quero que ele corra perigo por minha causa.
- Tem certeza? – Pergunta Carlos achando estranho.
- Por favor! – Digo. – Fala isso e o esquece. Ele vai conseguir superar isso. Ele é bem forte.
- Tonny... – Diz Carlos olhando bem nos meus olhos, mas parece que depois de analisar o que falei, viu que era uma boa coisa a se fazer. – Que seja.
- Obrigado.
No dia seguinte, Carlos veio me xingando por ter pedido para ele dar a péssima e falsa notícia a minha família. Doe meu coração, eu até pensei em pegar o telefone e ligar para o meu pai dizendo que havia sido um engano, mas eu não podia. Deveria ser assim, desse jeito. Mais tarde eu percebi que estava me recuperando bem, menos em uma parte do corpo. Minhas pernas, eu não as sentia.
- O que houve com minhas pernas? – Pergunto ao Charles calmamente e já imaginando o que deveria ter ocorrido.
- Tonny, - Começa, mas ainda sim percebo que ele não quer me dizer nada. – os médicos não tem certeza, mas... – Ele parece engolir as palavras, mas logo termina a frase. – Você pode não voltar a andar.
Era provável. Ser um modificado da terra, não te faz imortal e nem imune às coisas naturais da vida. Era óbvio desde a minha primeira queda que resultou em uma forte dor na coluna, e quando eu caí... Apesar de não saber como e onde eu fui cair.
- Como isso aconteceu? Você sabe? – Pergunto ao Charles que está comovido com a situação.
- Cara, - Diz ainda sem querer falar muita coisa. – quando você caiu, naquela velocidade... Sinceramente, você ficar paraplégico é o menor dos seus problemas.
Para quem não queria dizer nada, ele falou bem à vontade em dizer isto tudo.
- Fica tranquilo Charles. Pode me dizer com tranquilidade.
- Bem, vamos lá. Você começou a cair em uma velocidade incrível, e tivemos que intervir na sua queda. A Lorena criou um campo de energia e lançou em você te mandando para o oceano. Só que, sei lá... Acho que ela estava muito nervosa e quando te mandou para o mar, foi como se você tivesse se chocado com o chão, porque foi uma pancada muito forte que você deu no campo de energia.
- E quando eu caí no mar, nada mais aconteceu?
- Aconteceu. – Diz e então eu olho para ele dizendo para continuar, e ele continua. – Não conseguimos te encontrar, pois não vimos onde você tinha caído. Então do nada surgiu um cara saindo de dentro do mar com você no ombro.
- No ombro? – Pergunto.
- Indelicado ele não é? – Diz em tom de piada. – Sim cara, ele te colocou no ombro e veio andando para fora do mar, te deixou na areia e disse que você estava bem, só que tinha percebido sua lesão na coluna. O Carlos conversou um pouco com ele, acho que queria chamar ele para se juntar a nós, só que ele não quis.
- E como ele era? Quais seus poderes?
- Ele era baixo, forte, moreno e com uma pinta estilo Eri Johnson na cara. Eu ri demais quando vi aquilo.
- Eu no chão quase morto e você estava rindo de uma pinta parecida com a do Eri Johnson? – Falo sério, porém estou brincando com ele.
- Poxa...
- Eu também ia rir. – E dei uma fraca risada. – Qual o nome do individuo?
- O nome dele é Douglas. Lerdo pra caramba cara, só você vendo mesmo. E creio que ele controla a água. Sabe? Tipo filho de Poisedon?
- Seria um ótimo integrante para o grupo.
- Então você vai continuar com agente, mesmo depois de tudo? – Perguntou Charles.
- Eu, - Olho para a Isa que ainda não acordou. – vou. Tenho pessoas para proteger e já estou morto para a minha família.
- Ei Tonny! – Diz Carlos da porta. – Quer sair daqui que horas? – Pergunta sorrindo.
- Pode ser ontem? – Digo e sorrio de volta.
O clima ainda é pesado. Toda vez que vejo a Lorena, me lembro dela vendo seu pai morrendo, e ai, eu lembro que é o professor Marcelo, um grande amigo nosso que nos ensinou muita coisa. Era como um pai pra gente, e esse lugar não pode ser substituído nunca.
Passam dois meses e estou em uma cadeira de rodas. Descobri uma coisa que esta acontecendo no mundo a fora, e sei agora onde é que estou.
Agora os heróis ficam enfurnados em uma pequena ilha longe de tudo e de todos. Carlos é uma pessoa muito inteligente, e fez o melhor que pode para nos tirar da mira de qualquer vilão que esteja nos caçando. Estamos nos recuperando ainda. Perdemos um integrante muito querido e nunca iremos tira-lo de nossas mentes e coração. Tivemos outra perda também, mas foi a duas semanas atrás. Isabela se foi. Acordou e não reconheceu ninguém que estava aqui. Sua pancada na cabeça apagou uma boa parte da sua mente. Agora ela esta com os pais em sua casa, e nem sabe que é uma modificada como agente. Como estou? Bem, afinal, não terei de vê-la morrer algum dia. Minha família recebe um dinheiro todo o mês, como algo para ajudar com a minha perda. Coisa do Carlos pediu para que desse uma boa vida para eles, talvez assim, amenizasse a dor de minha perda. Minha ideia agora é tira-lo do país de alguma forma. Eu quero que eles vão morar no Estados Unidos, pois tem algo forte e grande vindo ai.
Na última batalha, um míssil iria destruir uma boa parte do Brasil. Não, ele não ia destruir nenhum centímetro do Brasil. Carlos descobriu que o que havia naquele míssil era um vírus. Esse vírus mexia com todo o cérebro humano, e então, criando algum tipo de pânico nas pessoas. Bom, o gás não chegou a terra, o que revoltou os caçadores de heróis. Agora estamos sendo caçados e os vilões estão tomando conta do Rio de Janeiro. Não pode ter um herói sequer na rua, e se algum cidadão vir um e não avisar é sentenciado a pena de morte. Sem tirar no toque de recolher que criaram. 8 horas da manhã as pessoas podem sair de casa, e 8 horas da noite, ninguém na rua, se não é morto.
Estamos sem fazer nada ainda. Carlos, Charles, Lorena, Luca e eu estamos trancafiados nessa ilha, sem poder sair daqui, pois estamos escondidos, e quem quer que seja que esteja lá fora, está nos caçando. Mais eu não quero isso. Ficar trancafiado em uma ilha? Nem pensar. Abri mão da minha vida para ajudar as pessoas, e teremos mesmo com muita dificuldade de ajudar o próximo. Deus me deixou sair daquele lugar onde eu era uma cobaia, e se ele me deixou sair de lá, é porque eu tenho coisas a fazer pra ele aqui na terra.
Passam mais dois meses e então, penso comigo mesmo. Ser um herói não é como vemos na TV. Não é só a parte legal que todos gritam e berram, “É isso ai” “Esse é meu herói!”. Ser herói é sofrer a dor das pessoas, é arriscar a vida para defendê-las, só que o pior de tudo, é que pra ser herói, não pode se amostrar para o mundo. Não pode dizer quem você é por trás da mascara. Heróis têm pais, tem família e os seus inimigos buscam essa fraqueza, que por sinal, é universal, atinge a todos, pessoas normais ou modificadas. Nossa real fraqueza é a família, é o amor que temos pelo outro. O Mascarado me tirou a pessoa que talvez, fosse se tornar a mais importante para mim. Pois é, a Isa... Com o impacto que ela sofreu na cabeça, ela perdeu toda a memória e agora, não se lembra de mim e nem que tem poderes. Agora depois desses três meses, que se passaram, muitas coisas mudaram. Eu aprendi a ter esperança nas pessoas, pois todas, no fundo no fundo, são realmente boas. Os médicos que me acompanham pra tentar recuperar minha coluna sabem que sou, mas mesmo assim, continuam mantendo em sigilo, e me tratam como uma pessoa normal, o que faz me sentir normal de novo. Apesar de muita coisa ruim ter acontecido, eu tento achar o lado bom. Salvamos milhões, bilhões de vidas! Valeu a pena cada sacrifício, cada suor, cada surra, cada sangue que saiu de nós, valeu a pena, porque agora, nos chamam de heróis! Uma vez me perguntaram se eu acredito em final feliz, eu respondi que acredito que meu final será feliz.
- Tonny, eu vim aqui lhe trazer uma ótima notícia. Você voltara a andar!
                                   FIM

Posted on 19:54 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Sedução
Capítulo 09
1
- Surpresa? – mas que tipo de pergunta era aquela?
- Como... – as palavras fugiam de mim, eu não conseguia acreditar no que estava vendo.

Posted on 17:54 by Hélio Lu'z

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Descanso

Esta ai, algo que eu não esperava... Uma folga”.

Posted on 11:55 by Felipe Sena Pereira

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                       CAPÍTULO 16

- O que faremos? – Pergunta a Lorena.
- Eu vou parar aquela coisa. – Digo.
Vou até a Isa, me ajoelho e dou um beijo em seus lábios. “Adeus, meu amor!”, sussurro e levanto e me viro na direção do míssil. Corro, pressionando meus pés para dar mais impulso, e quando chego a uma velocidade boa, eu salto, e vou bem alto, mas não tanto.
- Não temos tanto tempo Tonny. – Diz Carlos.
- Ah é? E o que você quer que eu faça? Hein? – Pergunto gritando. Talvez essa pressão toda, esteja me tirando do controle. Pego uma pedra e lanço no Mascarado e é então que percebo que estou perdendo o controle de mim de novo. – Diz logo, - Falo com dificuldade, pois minha voz, não quer sair. – o que devo fazer?
- Tonny você tem que voar. – Diz Carlos. Parece irônico, mas se o único jeito é esse e ele souber como, eu faço.
- Como?
- Pulando. Você só precisa colocar todo o seu impulso nos pés que seu salto vai fazer você praticamente, voar!
Certo, vou caminhando para longe deles, e então, me preparo. Carlos me da sua luva com um pequeno míssil e diz que quando for à hora, é para eu lançar ela no outro míssil. Abro bem minhas pernas e faço força para baixo, pressiono o chão e sinto que da pra pular, mas quero um pouco mais, então, dobro meus joelhos me abaixando um pouco mais. À medida que vou me abaixando, vejo o chão rachando ao meu redor, pequenas pedrinhas se movendo pra lá e pra cá, sinto o suor descendo pelo meu rosto e sem mais nem menos, eu começo a me sentir tão leve que pulo. Cinco, dez, vinte, quarenta, cem metros eu já devo ter percorrido no céu.
- Incrível! – Digo enquanto vou à direção do míssil.
É incrível voar. Se nunca voou, tente. Pegue um avião é claro, porque voar dificilmente alguém vai conseguir. Mas vai fazer uma visitinha ao céu, ele é incrível! Tinha uma nuvem bem acima de mim, um pouco escura, mas depois que a atravessei, eu pude ver o azul do céu. Mas é daquele azul que todos admiram que quero dizer. Estrelas no espaço. Afinal, me senti como se estive nele, apesar de ainda estar muito longe. É maravilhoso tudo isso. O homem nunca poderia criar algo tão perfeito.
Olho para baixo e vejo o quão tudo é pequeno. A palma da minha mão pode ser maior do que tudo que eu veja lá embaixo. Olho para a minha frente e reencontro o míssil. Ele esta perdendo velocidade, deve estar próximo de começar a cair e eu também.
- Droga! Estou perdendo velocidade, vou começar a cair. – Falo para mim mesmo.
Começo a cair, e o míssil ainda tem um pouco de velocidade. Preparo o míssil da luva que o Carlos me deu e miro no outro míssil. Tenho que acertar no meio, para explodi-lo. Miro com calma, e quando o míssil começa a querer cair, eu lanço.
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMM!
Olho na direção contraria a explosão, e logo em seguida, sou tacado com toda a força para o chão. Cair. Estou caindo. Acho que o impacto da explosão me pegou de jeito, pois não consigo mover um só músculo. Vou caindo e vendo o mundo chegar mais perto e ficar cada vez maior. Meus olhos querem se fechar, mas eu tenho que ver isso. Se for meu último momento, quero ter total consciência disto.
Dizem que quando morremos ou estamos próximos disso, vemos a nossa vida toda passar na nossa frente. Vejo minha mãe me abraçando e me beijando quando eu era apenas uma criança. Vejo minhas irmãs e então sinto uma grande saudade. Meu pai, meu querido paizão, eu o amo tanto. Vejo momentos que passei na infância, como correr de um cachorro grande que estava querendo me pegar, brincar de pique pega na rua com meus primos. Meu primeiro dia no teatro, e minha estreia nos palcos. Meu primeiro desfile, meus amigos, minha escola, minha cidade, minha loja, minha família, minha casa.
- Resista, resista, resista... – Ouço uma voz fraca sussurrando isso o tempo todo para mim, só que não consigo discernir quem pode ser meu ouvido parece que está tampado e também não estou conseguindo abrir meus olhos para ver quem é.
- On... – Tento falar, mas estou me sentindo muito fraco.
Finalmente consigo abrir um pouco meus olhos, mas logo quero fecha-los. Devo estar no céu, tudo por aqui é muito branco e a luz me incomoda. É eu morri. Ah, veja bem, salvei milhões de vidas, quer jeito melhor de morrer que este? Estou até mesmo sentindo meus cabelos voarem para o lado, devo estar deitado em uma nuvem. Estou ansioso para abrir meus olhos, só que ainda não consigo, me sinto incomodado com a luz em meus olhos. Será que irei ver o professor Marcelo aqui? E a Isa? Se eu por acaso vir ela aqui, não vou gostar nenhum pouco, ela não pode morrer. É tão linda e nova, tem muito que desfrutar da vida, mesmo que não seja ao meu lado. Espero que os caçadores de heróis não saibam nada sobre a minha família, até porque eles não morreram porque os salvei. Pelo menos deixar minha família em paz, seria o mínimo que eles poderiam fazer por alguém que os deu uma segunda chance. Nossa, creio que minha morte tenha sido algo bom pelo menos. Agora estou feliz, pois minha família não vai ter com o que se preocupar mais. Acho que isso é o que o céu nos dá. Tranquilidade e paz e mostram o que de bom irá acontecer com a nossa perda.
Meus amigos é quem irão enfrenta-los, e terão que ser espertos. Sorte deles é que eles têm o Carlos. É muito inteligente e ele vai saber o que fazer de agora em diante.
Sinto meus cabelos irem para o lado novamente, só que agora, sinto uma gota cair em meu rosto, que irônico, será que um anjo sente as gotas de chuva cair em sua pele? Isso é engraçado. Mais uma gota cai em meu rosto, e logo em seguida sinto alguém pegar a minha mão e aperta-la, e logo em seguida sinto outra gota cair em meu rosto, e essa gota cai próxima a minha boca, e ela vai descendo até o canto dos meus lábios, e então sinto o gosto dela, salgada. Não é gota de chuva, são lágrimas. Será que é a Isa? E se for ela, estamos mesmo no céu?
- E... – Tento dizer abrindo letamente meus olhos para que a luz não acabe comigo outra vez. Quando abro meus olhos e finalmente consigo discernir o que estava a minha frente, vejo Lorena em prantos segurando forte minha mão e chorando em cima de mim.
- Tonny! – Solta um grito rápido e me abraça. Dou uma gemida de dor e ela se afasta, logo pede desculpas, mas ainda sim não consegue parar de chorar. – Ainda bem que você esta vivo. Ainda bem!
Olho para ela, e estranho um pouco. Não imaginaria ela ao meu lado chorando enquanto estou morrendo. Pensei ser a Isabela, achei que ela sim estaria aqui do meu lado, segurando minha mão.
- Isa... – Falo o que consigo, pois não estou com força pra falar, mas parece que ela entendeu.
- A Isabela? – Pergunta ela e faz que sim com a cabeça depois. – Ela esta... Ali. – Diz apontando para a cama atrás dela.
Quando olho e vejo a Isa deitada com aparelhagem em volta dela, ajudando ela a respirar, eu entro em desespero. Começo a querer levantar, mas não tenho força, e o que tento fazer resulta em uma dor terrível. Lorena diz para eu me acalmar, só que eu não posso. Quero saber se ela esta bem já que não consigo perguntar. Droga! ISA! Será que ela consegue ler meus pensamentos agora? Por favor, Isa! Entre na minha cabeça só pra eu saber como você esta. Sinto meu rosto virar um pequeno riacho de tantas lágrimas que produzo, e a cada gota que sai de mim, é uma dor que entra e percorre meu corpo todo. Uma maquininha que esta próxima a mim começa a apitar, quando olho para a maquininha vejo que é o marcador dos meus batimentos cardíacos e esta muito alta. Lorena grita a enfermeira e quando ela chega me aplica uma injeção que logo me trás uma sensação muito grande de cansaço. A Isa continua imóvel com se nada tivesse acontecido aqui, e eu vou fechando meus olhos novamente.

Posted on 23:03 by Lucas Gomes A. Siqueira

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                 CAPÍTULO 15

Fixo meus olhos no rosto da Isa. Eu me lembro de tanta coisa que parece que não estou em meio a uma batalha. Penso em quando eu morava em Claraval, minha cidadezinha pacata. Eu me lembro de quando eu trabalhava com meu pai e estudava teatro. Meu sonho, ser ator, e olha para mim, vivendo um filme de terror, que pra muitos seria apenas uma ficção. Vim pro Rio de Janeiro em busca do meu sonho, parecia ter ganhado na loteria, até levar aquela paulada na cabeça. Estou cansado, exausto pra dizer a verdade. Observo o que eu fiz, sem querer fazer. Olho bem para o Mascarado caído e todo machucado. Eu nunca teria conseguido tal coisa, mas o que me dominava conseguiu. Carlos esta na minha frente, preparado para contra-atacar quem seja que venha. Charles estar bastante cansado e bastante ferido, e a Lorena, o ajudando. O rapaz que salvou o Mascarado nem se quer se move, fica apenas a frente do próprio, fazendo sua segurança, mas não sai dali, o que é um alivio.
Olho para o lugar a minha volta. Destroços, sangue e vilões pelo chão. Começo a ver um filme passar pela minha cabeça, vejo como quem me dominava, deu aquele salto para pegar o Mascarado no alto.
- Espera um pouco, - Penso alto, e continuo pensando. Quando eu estava em cima daquele prédio, não tinha como eu chegar lá, por escadas. Quando cai de lá de cima, o chão ao meu redor... Foi como se eu tivesse usado meu corpo pra cair com mais força e o chão sofrer o dano, não eu. Quando eu estava discutindo com o Wilson, minha mão estava agarrada na parede, mas aquilo não foi força. – minha modificação é o impulso!
- Tonny, você esta bem? – Pergunta o Carlos.
- Carlos, Carlos! – Me levanto e vou até ele. Seguro em seu ombro, e digo o que acabo de descobrir. Ele me olha como se já soubesse disso. Fico ao lado dele, e fazemos a segurança do nosso grupo.
- Não vou atacar vocês. – Diz o cara que esta na frente do Mascarado.
- Como podemos confiar em você? – Pergunta a Lorena.
- Porque eu não preciso fazer nada pra vocês irem dessa, pra uma melhor. – Diz ele rindo.
Não entendo muita coisa, mas quando abaixo os olhos pro Mascarado... Vejo algo em suas mãos.
- Não! – Corro em direção ao Mascarado, e seu protetor se prepara pra mim. Pressiono meus pés não chão à medida que corro, me inclino um pouco mais e consigo obter uma velocidade bem maior que a minha normal. Ele sorri pra mim, como se eu não pudesse com ele, e realmente, eu não posso. – Lorena! – Grito e ela lança uma bola de energia nele, tirando ele da minha frente. Salto e lanço meu braço para trás, e quando caio, eu soco o rosto do Mascarado. Tenho certeza de que ele esta desacordado agora. Um Alívio percorre meu corpo. Eu me levanto e olho pra Lorena pra agradecer pela ajuda.
Quando olho pra ela, ouço um barulho distante, mas assustador e fino. Olho para o céu e vejo o que vai destruir a cidade toda indo fazer seu trabalho. Um míssil bem maior que o primeiro.

Posted on 22:37 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Sedução
Capítulo 08
1

Não importava a velocidade com que eu andasse, Mikael parecia sempre poder acelerar e correr mais rápido do que eu podia.
- Amy. Espere, vamos conversar.
Me virei de frente para encara-lo.
- Eu não quero te ver nunca mais na minha vida Mikael. Nunca mais (e comecei a correr mais frenética do que antes).
Ele acelerou atrás de mim e pegou-me pelo braço. Forte.
- Olhe para mim.

Posted on 17:00 by Hélio Lu'z

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“Escape”

Música: Christina Perri – A Thousand Years

“Foi um pedido especial... que eu não só sentia que deveria dar o meu máximo para atender... mas senti algo que não sentia há muito tempo no meu trabalho...”

Posted on 21:54 by Felipe Sena Pereira

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                          Capítulo 14

- Não posso! Podemos precisar dele mais tarde! – Diz Carlos, só sei que é ele pela voz.
- Eu não vou aguentar por muito tempo! – Berra Charles, impossível não reconhecer sua voz.
Me levanto devagar, e percebo que não estou rodeado de vilões como achei que estaria. Na verdade, estou perto do corpo do professor Marcelo e com a Lorena em prantos ainda pela morte dele.
- O que houve? – Digo ficando de pé.
- Charles te salvou você ia apanhar muito Tonny. – Diz a Isabela me abraçando e depois me beijando.
- É, ta me devendo uma! – Diz Charles acabando com um vilão qualquer.
Olho ao redor e vejo que estamos vencendo, vejo que Charles está esgotado, mas não esta se entregando. Ele deve estar lutando sozinho durante um bom tempo. Finalmente, ele acabou com o último vilão por aqui.
Carlos pega o Charles e traz para perto de nós. Todos acabados. Roupas rasgadas, rostos sujos e ainda podemos ver pessoas caídas, sem vida alguma em alguns cantos. O professor Marcelo... Não acredito ainda que ele esta morto. Não pode ser verdade. A única coisa que esta me acalmando por enquanto, é que não tem mais lutas, parece que acabou pelo menos por enquanto.
- Você acha que temos quanto tempo até chegarem mais deles? – Pergunto.
- Não sei, mas temos que estar preparados. – Responde Carlos.
Lorena solta seu pai, da um beijo em seu rosto e acaricia pela última vez. A Isa me abraça e eu a abraço de volta, Carlos vai até a Lorena para ajudar ela a se levantar e a se recompor. Charles está sentado, descansando, e é bem visível que ele precisa mais do que um descanso, pois está acabado.
Mais ou menos meia hora depois, o Mascarado chega ao local. Normalmente ele é falastrão, mas creio que ao ver seu grupinho acabado ele esteja furioso. Solto a Isa e fico na frente do grupo. Carlos se junta a mim e ele faz uns movimentos com as mãos e podemos ver algumas rochas começarem a flutuar a sua volta.
- Heróizinho! – Diz Mascarado enquanto lança suas rochas em mim e no Carlos, desvio de uma ou duas, mas a terceira me acerta e caio com ela em cima de mim, mas desta vez, eu não desacordo. Vejo o Mascarado vindo pra cima da gente bem rápido, jogo sua rocha para o lado e me levanto. Ele acabou de passar por cima de mim, quando olho para trás e o vejo pegando a Isa e levando ela para o alto.
- Ei! – Grito pro Mascarado.
Ele vai bem para o alto com ela, deveria estar a uns quinze metros de altura. Carlos veste sua luva, mas antes de ele fazer qualquer coisa, o Mascarado começa a enforcar a Isa, grito para ele parar, mas é a mesma coisa que nada, tento a dar um pulo bem alto, mas não chego nem perto.
- Solta ela! – Grito, e então, parece que ele me ouve, olha para mim, e nem sua mascara que tampa todo seu rosto, deixando apenas seus olhos de fora, me tirou a sensação de raiva que ele estava olhando pra mim e então, ele a solta.
- Não! – Solto sem pensar, e corro até onde ela poderia cair. Corro tanto que consigo chegar a tempo, quando ela esta quase em meus braços, eu me inclino, e uma forte dor na coluna me surpreende. Quando ela toca meus braços, eu só consigo diminuir o impacto da queda dela, me jogo pra frente para tentar diminuir mais ainda o impacto, mas precisaria ser muito veloz para conseguir tal coisa. – Isa! – Falo baixo, para que ela ouça, e então, vejo que sua cabeça esta sangrando. Levanto cuidadosamente sua nuca e vejo que esta sangrando. Consegui evitar uma queda brusca, mas sua cabeça eu não conseguir evitar.
Um calor começou a transbordar pelo meu corpo enquanto eu olhava pra Isa, um sentimento estranho, não sei eu se era raiva ou não, mas creio que sim, mas... Não parecia ser eu quem estava ali.
- Isa, - Falo. – ei! Acorde Isa. – Sussurro em seu ouvido. Ela parece estar dormindo tranquilamente, e parece ser bom, pois ficar ali, naquela ocasião apenas lutando para atrasar sua morte, não é legal. Não é algo que possa trazer esperança. Ela dormindo pelo menos, pode sonhar com coisas boas, com um lugar especial, e espero, que com alguém especial, se possível, comigo.
- Tonny, acorda! – Diz Charles atrás de mim.
- A Isa... – Falo, olhando e percebendo que seu sono pode ser profundo, mas tão profundo que talvez não acorde mais, que não me conte se sonhou comigo ou... Não posso perder ela, não posso acreditar no que esta acontecendo. Ela... É minha namorada... Na verdade, acabou de se tornar minha namorada, e eu não a protegi como devia. Mascarado seu desgraçado! O que você fez a ela? Porque você fez isso com ela?
- MAASCARAAAADOOO! – Berro pra ele e então eu começo a levantar, mas não sou eu quem esta no controle. Eu começo a rosnar e a babar, meus olhos estão lacrimejando muito, e meu coração, batendo rápido, mas tão rápido que creio que ele nunca tenha batido assim antes. Meu corpo parece estar em chamas, e minhas pernas, prontas para pular.
Corro até uns destroços que estão empilhados e altos, e ao chegar lá, me preparo para pular, e todos meus movimentos eu faço olhando diretamente para os olhos do Mascarado. Quando eu pulo, me sinto voando de tão alto que fui, e quando chego ao Mascarado, o pego pelo pescoço tirando ele de cima de sua rocha, e quando começamos a cair, o estico pra cair na minha frente. Aperto seu pescoço e ele tenta tirar minhas mãos dele, mas minha força esta descomunal, muito maior que antes. Ao me aproximar do chão, empurro o Mascarado para bater com mais força no chão, e eu me inclino para cair de pé. Incrível! Penso. Mas como fiz isso? Acho que eu não estou no...
- Aprendeu a lutar é? – Diz o Mascarado caído.
- Você não viu nada ainda. – Digo. Na verdade, não digo, agora sim estou percebendo, não estou no controle do meu corpo, mas como isso? Mascarado se levanta e faz uns movimentos com as mãos, e então começa a lançar rochas sobre mim. Desvio de uma e de outra, me posiciono, afundo meu pé no chão, e começo a colocar pressão na minha perna de apoio, e quando vem outra rocha, soco a fazendo dispersar em pedaços. Mascarado então vem para cima de mim sem usar suas rochas, ele começa a correr na minha direção, e então começo a correr na direção dele. Estamos mais ou menos uns vinte metros de distancia um do outro, mas com a raiva nos dominando, pareciam centímetros até nossos punhos se encontrarem.
Soco para um lado e para o outro e ainda não entendo como estou lutando assim. Na verdade, não estou desesperado por não estar me sentindo no controle, afinal, estou gostando do que estou fazendo ao Mascarado. Ele merece isso e muito mais.
Mascarado me da uma voadora que caio longe. Estou cansado, sinto isso mesmo não estando no controle. Olho para o lado e vejo a Lorena correndo até mim. Me levanto e voo para cima do Mascarado. Dou três socos nele até que ele cai. Ponho meu joelho em seu peito e começo a enforca-lo. Depois, começo a socar sua mascara, e então começo a ver sangue sair por dentro dela, que por incrível que pareça, não esta quebrando.
- Tonny para! – Grita a Lorena atrás de mim. – Você esta me assustando!
Me levanto e vou até ela. Quando chego perto dela, seguro firme seu pescoço e dou uma tapa em seu rosto.
- Quem é Tonny? – Pergunto. Ei! Eu nunca faria isto! Como assim? O que esta acontecendo? Porque estou fazendo isso?
Começo a sentir uma forte dor na cabeça, mas parece ser só comigo, pois meu corpo continua a agir naturalmente, como se nada tivesse acontecido. Empurro a Lorena para o lado e volto até o Mascarado.
- Pode parando! – Diz alguém me socando no peito e me fazendo voar metros de distancia. Ponho a mão na boca e limpo sangue, mas eu, não sinto nada. Parece que estou preso dentro da minha mente, enquanto alguém controla meu corpo. Estou começando a ficar preocupado com isto. Olho para o cara que me jogou para longe, e rosno novamente como se fosse um cachorro ou algo parecido. Corro para cima dele e quando me aproximo ele apenas me soca no estomago, vejo mais sangue sair da minha boca, e depois ele me pega pelo cabelo, e diz: - Se quiser bater nele, vai ter de passar por cima de mim.
- Moleza! – Digo enquanto pego o pescoço dele e começo a apertar com muita força. Não surte o efeito desejado, parece que ele é feito de aço. Ele me taca para longe e quando caio, olho para ele e então, da para observa-lo. Ele usa uma roupa toda preta, com um, sobretudo grafite. Cabelo espetado, moreno, forte e alto. Usa uma mascara parecida com a nossa, tampando apenas ao redor de seus olhos, como um pano amarrado em volta da nossa cabeça. Seus olhos são impossíveis de se ver, não sei por que, mas está tudo preto por trás daquela mascara.
- Não disse que ia ser moleza? – Pergunta ele me chamando para lutar com a mão.
Levanto e avanço, e novamente sou socado até ver mais sangue sair pela minha boca. Ele me soca no rosto que rodopio, fico de costas para ele e então, ele me chuta pela coluna. Sinto finalmente alguma coisa do meu corpo, mas preferia não ter sentido. É uma dor muito grande na coluna, quase insuportável. Ao olhar para o lado, vejo a Isabela. Olho para os outros, e vejo Charles acabado, Carlos pior que eu. Ele ataca e apanha, e a Lorena, tenta uma coisa ou outra, mas não consegue êxito em seus ataques e então vejo a Isabela de novo. Me aproximo e começo a ter medo do que posso fazer a ela, e então vejo seu rosto, pálido, seus lábios secos e embranquecidos, seus olhos fechados como se estivesse dormindo, e isso começa me preocupar.
Não posso perdê-la, não posso. Me aproximo e me ajoelho ao lado dela, a pego no colo, acaricio seu rosto e beijo sua testa.
- Por favor, meu Deus! Salve ela! – Berro olhando para o céu, e logo em seguido, eu começo soluçar de tanto chorar. – Não posso perdê-la, não posso!
Abraço a Isa e sinto isso. Observo também, que se alguém estava me controlando, não esta mais.

Posted on 18:19 by Lucas Gomes A. Siqueira

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                      Capítulo 13

Horas depois, o local estava completamente vazio. Só podíamos olhar para o céu e agradecer a Deus por ter nos dado tempo de tirar os demais dali. Agora, todos ficaram em posição na espera dos vilões.
Minutos depois, um caminhão chega e de dentro dele, saem uns vinte vilões, todos uniformizados. Seus uniformes carregavam uma caveira com um “V” parecendo ser um cordão pra caveira. Por sorte, estávamos todos de uniforme também e com nossas mascaras, mas elas eram simples, apenas tampavam em volta dos olhos, como uma faixa amarrada na nossa cabeça. Ideia do Luca.
- Pessoal, se preparem. – Diz Charles.
- Boa sorte. – Digo com um sorriso no rosto.
E então, a batalha começa.
- AAAAAAAAAAAAAAH! – Gritam Charles e Lorena atacando primeiro. Lorena atingia os vilões mais próximos com seus campos de força, Charles vinha em seguida esticando suas mãos até os vilões que estão lá atrás, atrasando eles e dando espaço para que agente lutasse com mais espaço.
- Viram como o treinamento não foi em vão. – Diz o professor Marcelo, que era o único cujo poder ainda não havia surgido.
 O professor Marcelo lutava muito bem, o que fazia um pouco desnecessário ter algum poder. Creio que ele esteja fazendo mais força em seus golpes para ver se sai algo deles.
Restava, Isabela, Carlos e eu para começar o ataque. Eram vinte vilões, agora deveriam ser dezesseis lutando, contra quatro heróis. Pelo visto, estávamos fazendo uma bagunça nos pensamentos deles. Quem diria quatro heróis lutando contra dezesseis vilões e ainda sim, estamos tomando controle da luta.
- Precisamos mesmo ir? – Pergunto para o Carlos.
- Acho que seria desnecessário. – Diz Carlos sorrindo.
- Eu vou atacar daqui, querem ver como estou me saindo? – Pergunta Isa e então ela coloca suas mãos na cabeça, fecha os olhos por um tempo e quando abrem, seus olhos estão brancos. Totalmente brancos. Não sei o que ela esta fazendo, até que eu vejo um vilão parar feito fantoche, e começar a se socar até ele cair e não levantar mais.
- Ai, isso dói. – Diz ela voltando ao normal.
- Incrível! – Digo.
- É, foi bom, mas quero ver fazer que nem eu. – Diz Carlos pegando uma luva e colocando, e quando a coloca, ele aperta um botão e ela cresce e veste seu braço todo. Ele rir e olha pra mim e depois olha para um vilão que está prestes a atacar a Lorena, e então ele estende a mão, abre ela bem, e depois só vejo um laser vermelho parando no ombro do vilão, até que explode.
- Caramba! Você é louco, é? – Pergunto.
- Haha! Acho que aquele ali não escreve mais.
Não sei se consigo achar graça disso, ele era uma pessoa, to certo que ele quer nos ver mortos, mas ainda assim não me sinto bem em matar alguém.
Não fiz nada e a batalha já tinha acabado. Lorena super suada e cansada, Charles sorridente e falastrão como sempre, esbanjando alto estima em ter acabado com a maioria dos vilões. O professor Marcelo fica rindo da gente por não ter poderes e ter conseguido fazer tudo o que fez sem precisar de ajuda.
- É, achei que ia ser difícil. Não sei se foram os treinamentos, mas eu achei que... – Antes que eu pudesse completar a frase, eu vi o professor Marcelo começar a cair lentamente e sem entender muita coisa, fui correndo até ele para evitar a queda. O peguei e quando o deitei no chão, vi um espinho em seu peito. Sua camisa estava coberta de sangue, Lorena ficou imóvel por não estar acreditando. Todos estavam pasmos e sem entender nada, mas eu comecei a entender o que havia acontecido.
Deixei o Marcelo deitado no chão, e corri em direção à praça, onde tinham várias árvores. Fechei os olhos e soquei uma, quebrando ela ao meio e acertando em cheio o vilão que tinha acertado o Marcelo com um espinho. Ele ficou caído, fui me certificar de que ele não acordaria tão cedo, e então corri de volta pro Marcelo.
- Pai! Por favor, paizinho! – Suplicava a Lorena abraçando o professor Marcelo.
- Já dei conta de quem fez isso. – Digo tentando amenizar as coisas.
- Vocês são... – Diz o professor Marcelo acariciando o rosto da Lorena. – Os heróis que... – Ele para em meio à tosse de sangue. – o mundo, precisa.
- Xiiiiiu, fica quieto pai, vamos levar o senhor para o hospital.
- Não minha filha, - diz o Marcelo ficando cada vez mais pálido e mais fraco. – só quero ficar com você aqui.
- Mas pai... – Ela olha pra gente buscando forças, querendo que alguém concorde com ela, querendo que alguém diga que vai ficar tudo bem, mas... Não vai. Acertou o coração e foi bem fundo, creio que até ele chegar ao hospital, ele não tenha resistido, e essa ideia já estava me sufocando. Ver a Lorena começar a chorar me fez sentir mais raiva. E então, surge uma sombra redonda sobre nós, quando olhamos para o alto, vemos Mascarado sobre sua rocha flutuante.
- E então, estava fácil demais? – Perguntou rindo. – Ah esperem, esses eram os novatos, ainda não haviam despertados seus poderes, ou vocês não perceberam isso? – Ele continuou, mas não descia até agente, continuava falando no céu. – Eram como ele, ah! Tadinho vai morrer como os outros. Sem descobrir seus poderes! HAHAHAHAHA!
- Seu... – Antes que a Lorena explodisse, eu a interrompi.
- Calma Lorena! Não adianta ficar furiosa, cuide do seu pai para que ele possa ficar bem.
- Oh, nosso pequeno heroizinho.
Eu estava ficando nervoso, mas algo estava me intrigando mais que o próprio Mascarado. O professor Marcelo estava levantando sua mão na direção do Mascarado, todos parou para olhar, o Mascarado criou um tipo de escudo de rocha para impedir qualquer ataque do professor Marcelo, e então ele mostrou a palma da mão pro Mascarado, “Será que ele vai lançar algo da palma da mão?” Penso. E então, o professor Marcelo vira a mão ao contrario, abaixa os dedos e deixa apenas o dedo do meio de pé.
- Hahahahahahaha! – Charles rir desesperadamente, alias, todos soltam uma risada, o que irrita demais o Mascarado, e só percebo isso quando ele voa em cima do professor Marcelo, só que antes que ele pudesse encostar nele, eu soco seu rosto e ele cai pra trás.
- No meu professor, você não encosta! – E todos voltaram à seriedade total.
Raiva, indignação, surpresa, descontração, ódio, vontade de lutar, ansiedade, essas são emoções que estão me dominando agora.
Mascarado se levanta e em seguida sobe em sua rocha e volta para o céu.
- Agora, enfrentem meus amigos, depois eu volto para ver o quanto estão acabados. – Diz Mascarado indo embora.
Assim que ele se vai, chegam cinco vilões, com os mesmo uniformes só que a caveira com um “V” como cordão, esta no meio do peitoral e com um tamanho maior, além de estarem usando máscaras. Cada um com uma diferente. O primeiro vilão usa uma máscara que tampa apenas os olhos, seus cabelos são enormes, lisos e escorridos. O segundo usa uma máscara que tampa dos seus olhos para cima, parece toca de motoqueiro e usa uma barba grande. O do meio usa uma máscara que cobre seu rosto por completo, deixando apenas seus olhos de fora, e o azul dos seus olhos, destacam bastante. O quarto e o quinto usam uma máscara que tampam seus olhos e narizes, deixando apenas, suas bocas de fora, a única diferença entre os dois, é que o quarto é branco e o quinto é negro.
- Agora sim isso aqui vai ficar bom. – Digo.
- Com certeza, vai ser muito bom bater em vocês. – Diz o vilão que está no meio. Tenho a ligeira impressão de que ele esta olhando diretamente para mim. – Não é mesmo Crato? – Diz ele, enquanto o quinto vilão afirma com um sorriso e fazendo que sim com a cabeça.
- Esse Crato é meu. – Diz o Charles.
- Creio que nem preciso escolher com quem irei lutar. – Falo.
- Agora, chega de hein, hein, hein e vamos ao que interessa. – Diz o segundo vilão vindo até agente.
- Epa, epa, epa espera ai Bruno. – Diz o vilão do meio. – Eles estão com um a menos, a menina esta cuidando do papai. Um de nós tem que ficar pra ser uma luta justa.
- Haha, um vilão falando de justiça, essa foi boa. – Diz Carlos rindo.
- Pronto. – Diz a Isa, e quando vejo um deles cair e não levantar mais.
- Pai! NÃÃÃÃOOOOOOOOOOO! – Grita Lorena.
- Essa não. – Penso alto. Corro até o professor Marcelo e vejo, ele esta morto. Não da para acreditar. Porque isso teve de acontecer? Porque ele? Como vamos ficar mais fortes? Como vamos ser impulsionados a ter esperança e lutar por ela? Como?
Isabela começa a chorar, mas não tira os olhos dos vilões. Charles é a mesma coisa. Não consigo ver o Carlos, mas a Lorena esta em um grande desespero, não para de gritar e de abraçar forte o professor Marcelo. A Lorena tem o poder de criar campos de energia, só que quando ela fica muito nervosa, ela acaba perdendo o controle de seus poderes, e isso já esta acontecendo. Em volta dela consigo ver umas luzes bem pequenas e fracas explodindo, aquilo são campos de energia.
- Lorena, - Falo baixo pra tentar acalma-la. – se acalme, seus pod... – E antes que eu pudesse terminar, ela da um berro daqueles e cria um campo de energia grande, e quando ele explode, me lança pra longe, que chego a cair atrás dos vilões.
Quando caio, bato com as costas em uma pedra, e sinto uma forte dor na coluna. Em seguida, vejo que Lorena voltou ao normal, e agora só esta chorando. Me levanto com dificuldade, mas quando percebo onde estou, penso no quão ferrado eu vou ficar.
- Lorena, precisamos de você, dependemos de você para ganhar essa luta. – Diz Carlos estendendo a mão para ela. Ela pega a mão do Carlos e se levanta. Enquanto isso, o primeiro vilão e o do meio, se viram pra mim, enquanto o quarto e o quinto atacam os outros. Ergo uma sobrancelha, e os outros dois me atacam.
- AAAH! – Grito enquanto firmo meu pé esquerdo no chão, e me apoio nele. Fecho o punho e lanço no primeiro que vem até mim. Acerto seu rosto, porém o outro estava logo atrás, e me acertou com chute no peito. Ando pra trás por causa do impacto, mas logo me inclino e soco seu queixo. – Pronto, um já foi! – Foi fácil, pelo menos ele que ficou no chão desacordado depois de um golpe certeiro meu.
- Merda Donnie! – Berra o primeiro vilão com o que deixei caído no chão. – Levanta!
- Está com medo? Mas já? – Pergunto avançando pra cima dele. Corro e soco seu peito, o jogando um pouco para trás, ele desequilibra e enquanto está caindo, chuto sua barriga e ele cai com mais força no chão. O problema é que ele levanta bem rápido, seu cabelo grande deve atrapalhar um pouco, e acho que isso seria um problema para ele.
- Marcos... – Diz o Donnie levantando devagar.
- Donnie, você está bem? – Pergunta Marcos com a mão sobre a barriga. Deveria estar sentindo uma forte dor, pois meu chute foi bem certeiro.
- Acaba com ele logo... – Diz Donnie caindo de novo. Marcos me olha, arruma o cabelo e o puxa. Sério, parece que seu cabelo esticou um pouco depois do puxão que ele deu no próprio cabelo. E então, ele vem pra cima. Deu o primeiro soco, e desviei, deu o segundo e consegui segurar sua mão, tentou uma joelhada, mas bloqueei com meu braço e então, ele girou a cabeça fazendo com que o seu cabelo rodasse e viesse até mim.
- AAH! – Grito. – Que merda! – Não consigo me conter, a dor foi muito forte, e depois que tiro a mão do rosto, vejo que estou sangrando. Ele me bateu com seu cabelo, mas que coisa ridícula.
Me preparo novamente, e ele vem pra cima de mim, e agora, com uma vantagem sobre mim, pois o cabelo acertou meu rosto e pegou no meu olho, que está coçando e atrapalhando minha visão. Ele me da o primeiro golpe e consigo desviar, porém com dificuldade, então venho recuando a cada golpe que ele tenta me acertar, até que ele da um salto e vem com a mão fechada para me acertar um belo golpe. Só há uma saída, penso. Me posiciono e me preparo para chuta-lo na barriga, e quando ele esta quase em cima de mim, eu o...
- Hehe – Só ouço a risada do Donnie bem abaixo de mim, segurando meu pé.
- Droga! – Solto antes de levar um soco no rosto e cair.

Posted on 18:14 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Sedução
Capítulo 07
1

- Sawl (gritei, correndo em direção a cela onde estava Sawlver).
- Amy, por que você está aqui? (questionou-me ele).
- Disse-lhe que viria vê-lo assim que possível.
- Vocês conversaram com o Diretor? (disse ele olhando-me e em seguida desviando um pouco de seu olhar para Mikael que permanecia logo um pouco atrás de mim, ele fica dando passos sem compromisso para lá para cá).

Posted on 19:22 by Hélio Lu'z

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Resgate – 2/2

“Já que não tenho escolha... vou realizar a missão, assim mesmo...”

Posted on 17:34 by Felipe Sena Pereira

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