Olá galera :) Como vão? Estou passando para avisar que, por conta das festas de Natal e Ano Novo, o capítulo 12, que será postado no dia 14/12/2012, será o último do ano. Depois disso, "Titãs" volta no dia  11/01/2013, com o capítulo 13. Enquanto isso, curtam o capítulo 10  :)

Posted on 16:37 by Yuri Costa

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Entre amigos

Música: we'll be coming back

Posted on 17:04 by Felipe Sena Pereira

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Dezembro

E assim mais um ano termina... Certo?


Posted on 16:32 by Felipe Sena Pereira

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Então, gente, estamos de volta com Titãs! Eu agradeço a todos que tiveram paciência de esperar por este capítulo, naquela correria de ENEM e tudo mais. Espero poder compensar! Enfim, espero que gostem do conto desta semana, curtam aí : )

Posted on 16:43 by Yuri Costa

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Finados - Parte 1


Clássico




“...A chuva de sempre que nunca falha em vir e cair nesses dias que fazem as homenagens aos mortos...”

Posted on 19:25 by Felipe Sena Pereira

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                                                                                       CAP.8


Uma ótima noite eu tive de sono, e pareceu realmente que tudo estava indo normal novamente. Passei uma semana sem preocupação alguma com o tal do Mascarado ou de outro vilão qualquer, se é que existem mais. O único problema foi à nota seis no teste de biologia, da professora Roseane. Ela já não gostava de mim, se eu dei qualquer mole no teste ela deve ter tirado ponto. A proposta que recebi de atuar em um filme, bom... Eu pedi um mês para pensar a respeito, e o diretor achou minha atitude “formidável”, porque isso era o jeito dos atores que ele gostava de trabalhar. E também tinha uma proposta um pouco antiga, para que eu fosse modelo de uma loja da cidade, bom... Essa proposta eu recusei. O Wilson me chamou de maluco, disse que muitos esperam uma chance como esta na vida, e eu não soube aproveitar. Mas ele não sabe que a banda, não toca mais assim.
Um mês se passou depois da minha luta contra o Mascarado, e tudo ainda estava normal. Parecia que eu tinha acordado de um pesadelo, e confesso que assim era bem melhor. Nem meus poderes eu estava usando mais. A não ser quando eu preciso levantar algo bem pesado. O estranho é que tem vezes que meus poderes parecem sumir. Tento levar uma pedra pesada e não consigo mover nenhum centímetro dela.
A Isabela e eu estávamos saindo quase todos os fins de semanas. Como amigos, claro. Fomos ao cinema algumas vezes e aproveitamos bem o parque de diversões que estava aqui na cidade, mas de uns tempos pra cá, ela parecia estar ficando distante. Não sei se é porque eu estou pensando em ir embora e eu esteja ficando distante, ou se o novo amiguinho dela, esta sendo melhor do que eu. Ele me tira do sério, não fui e nunca irei com a cara dele.
Uma coisa que comecei a fazer depois dos meus poderes, foi comer muito mais, até massa muscular eu estava ganhando, e as meninas do meu colégio, estavam notando essa diferença.
- Oi gatinho! – Disse uma menina no portão da escola, enquanto eu ia embora. E olha, ela me encarou da cabeça aos pés.
Quando cheguei em casa, fui direto almoçar. Estrogonofe de frango quer coisa melhor? O Wilson mandava muito bem na cozinha e esse era o melhor e talvez o único motivo de eu conseguir morar com ele.
- É Tonny, logo estaremos alugando uma casa de frente para a praia. Seu novo apartamento vai ser no Leblon, com quatro quartos e o seu especialmente com uma varanda de frente para a mais bela praia do Rio de Janeiro. Minha opinião é claro. – Falou Wilson sorrindo.
Eu não sabia bem se queria sair de Queimados. Ali bem ou mal, ainda era uma boa cidade. Estava evoluindo bastante e eu já tinha feito amigos ali. Sentiria falta se fosse embora.
Quando bateu no relógio três e meia, o meu celular toca e no visor o nome da Isabela aparece, o que não era surpresa, já que fazia quase uma semana que não tínhamos sentado pra conversar ou até mesmo sair, que era o que agente estava mais fazendo antes que o Mauricinho aparecesse.

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- Alô! – Falei bocejando para parecer que eu estava acordando.
- Ah Tonny, estava dormindo? – Perguntou a Isabela com uma voz de pena.
- Não, que isso. Eu tinha que acordar daqui a cinco minutos mesmo. – Falei dando uma risadinha.
- Ah sim. – Disse ela parecendo ficar mais séria. – Tonny, o Marcelo esta querendo nos ver. Ele disse que tem uma coisa muito importante para nos dizer.
- Que Marcelo? O professor Marcelo? – Perguntei sem acreditar.
- Sim, ele mesmo!
Não deu pra acreditar, tudo ia começar de novo? Tudo ia começar a desmoronar outra vez? Será que é o Mascarado de novo? O que será que o Marcelo queria conosco outra vez? Isso só me trouxe de volta a preocupação e isso não era nada bom.
- Ok. Aonde vamos nos encontrar? – Perguntei fingindo não ligar para o que ela disse.
- No mesmo lugar, onde o grupo se formou pela primeira vez.
- Certo, estarei lá! – Falei desligando o celular.
- Mantenha a calma. – Falei para mim mesmo. Afinal, poderia ser apenas uma reunião simples, o Marcelo poderia estar querendo nos ver outra vez, até porque, passamos por um momento único e aquilo nos obrigou a nos aproximar de algum jeito.
Não seria problema nenhum de eu ir até eles, então, desci e comuniquei ao Wilson de que iria sair por algumas horas e não teria previsão certa de que horas eu iria chegar. Foi difícil convencer ele, mas no final eu consegui. Tomei um banho e me arrumei para ir até lá. Afinal, poderia ser um jantar e eu não poderia aparecer por lá, todo jogado. Coloquei uma camisa branca simples e uma calça preta com um tênis branco com detalhes preto, eu estava definitivamente bem vestido, haha! Mas acho mesmo é que eu estava querendo impressionar alguém.
Pois bem, depois que sai de casa, não demorei nem dez minutos até chegar ao local. Claro, dessa vez fui de taxi ao invés de vir a pé. Incrível! Tudo havia mudado. Não havia mais aquele lugar abandonado, e nem aqueles matos altos que tapava a visão do que tinha no outro lado. Agora ali era um terreno bem grande, com a grama aparada e com uma casa bem no meio. E a casa era bem bonita, pensei até que eu estava no lugar errado, mas não, pude ter certeza de que era o mesmo local de antes, pela pista de corrida que tive de atravessar para chegar até a casa. E então, toquei a campainha e aguardei.
- Tonny! – Disse o Luca me abraçando pela cintura assim que abriu a porta. – Que saudades de você.
- E ai garotão! – Falei enquanto bagunçava o cabelo dele e retribuía o abraço. – É, tive muito ocupado, mas vim aqui ver vocês.
- Entra logo, estão todos te esperando na sala. – Falou enquanto me puxava pelo braço.
- Tudo bem.

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E quando cheguei à sala, comecei a lembrar das cenas que ocorreram naquele local, à rocha do Mascarado entrando rasgando pela parede, o Charles segurando ela enquanto eu corria e socava ela fazendo com que esfarelasse no ar. Lembrei também do olhar assustado da Isa e da Lorena. Comecei sentir uma forte dor de cabeça, cocei meus olhos e quando os abri novamente, vi todos sentados à mesa, da mesma forma de quando cheguei aqui pela primeira vez, só que agora, eles estavam sorridentes e a mesa tinha alguns biscoitos, pães e sucos ao invés de estar vazia.
- Ei Tonny! Venha, senta-se conosco! – Disse o professor Marcelo apontando para a cadeira ao seu lado.
- Mas é claro! – Falei enquanto me sentava ao seu lado. – E ai galera!
- Bom te ver Tonny, parece bem inteiro. – Disse o Charles rindo.
- Sabe como é, tenho passado os últimos dias quebrando umas pedras por aí! – Falei tentando ser engraçado, e consegui! Acho que só acharam graça porque eles também têm poderes, menos é claro, o Luca, a Isabela e o Marcelo. Não que eles tenham me dito, mas estava muito na cara, eu só não sabia o motivo de eles estarem ali, com agente.
- É, conseguiu ser engraçado. – Disse o Carlos sorrindo.
Assenti e sorri também. O Carlos era bem legal, mas era muito quieto e diferente dos outros. Acho que diferente de todos os outros garotos que conheci na minha vida, mas ele era maneiro.
Comemos um pouco, conversei com todos. Lorena estava bem melhor e me disse que só acordou no dia seguinte e não estava se lembrando de nada, mas que poucas horas depois teve uma forte dor de cabeça e se lembrou de todo o ocorrido. A Isabela só me olhava e sorria para mim, e eu sempre retribuindo. Não sei o que pensava ao meu respeito, se me considerava só um amigo, ou até mesmo um irmão, o que não seria legal, não porque eu quero algo com ela, até porque não quero, ou melhor, dizendo não sei se quero, não... Na verdade eu não deixo de querer e nem de não querer, só não rola nada, mas não é porque ela é feia, até porque ela não é, muito pelo contrario, é linda, tão linda que colocaria muitos homens de joelho aos seus pés implorando por um beijo. Aaaaahrg! Chega disso!
O professor Marcelo parecia bem feliz e estava dizendo que tinha uma coisa para contar a cada um de nós, mas que era para ficarmos tranquilos que era coisa boa. O Luca parecia ser o único, a saber, do que o Marcelo estava querendo dizer, pois toda hora ele dizia: - Eu sei o que é eu sei!
O Charles ficava esticando seu braço para pegar tudo o que não alcançava, e ainda dizia: - É preguiça de levantar da cadeira mano.
E ainda falava rindo, e isso era até mesmo engraçado. Horas depois o Marcelo veio nos fazer uma proposta, antes de dizer o que era ela parecia boa e inovadora.
- Quero fazer a diferença na nossa cidade, mas preciso de vocês! – Dizia ele. – Quero unir nossas qualidade e formarmos um grupo... – O silencio reinou nessa pequena frase, até que ele terminou de dizer. - De super-heróis!

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Acho que depois desse discurso ele queria que todos se levantassem e o aplaudissem gritando “Viva! Viva!”, mas não foi bem assim. Dava para ouvir até a mosca passar por nós. Os olhares se cruzando, talvez cada um perguntando para si mesmo, se os outros seriam capazes de formar um grupo de super-heróis.
- Se aceitarem, o treinamento começa a partir de amanhã, no ginásio atrás desta casa. – Completou o Marcelo.
- Viva! Viva! – Gritou o pequeno Luca. Pronto, agora sim o Marcelo ouviu o que queria. Apesar de ser o Luca, apenas uma criança, ele sorriu ao ouvir e ver o entusiasmo do moleque, e por dentro, não duvido nada de que estava pensando “esse é o meu garoto!”.
- E porque deveríamos aceitar? – Perguntou Carlos.
- Já percebeu como está tudo tão calmo? Acha mesmo que o Mascarado nos atacou, e só porque o Tonny o acertou com um golpe ele fugiu e não vai mais voltar? Eles são podres de ruins!
- Opa, pera ai! Eles? – Perguntei.
- Sim, Eles! - Falou o Marcelo percebendo que falou demais. – O Mascarado é um vilão solitário. É como um matador de aluguel trabalha sozinho, mas isso não tem mais acontecido depois que o rei do crime dominou tudo na cidade. O rei do crime sabendo o quanto ele é forte o contratou como seu braço direito. Mascarado por sua vez, não teve como recusar, era isso, ou não iria mais trabalhar. Não porque a cidade estava dominada, mas porque ele seria morto facilmente pelo rei do crime.
- E quem é esse rei do crime?
- Pelo que eu sei, ele tem as orelhas machucadas por causa das surras que levava quando criança. Era pobre e morava na rua, até que foi parar na FEBEM, e lá levaram ele para uma casa de adoção, onde passou dois meses e foi adotado por pessoas ricas. Mas seus pais adotivos só o adotaram para usa-lo. Tudo não se passava de um plano, o garoto era novo, sempre foi forte, grande e alto e lutava muito bem. Então foi adotado para usa-lo como cobaia para um grande experimento que mudou a sua vida. Mas o experimento não deu certo com ele, e seus pais adotivos ficaram com raiva e brigaram muito com ele, então, ele os matou, pegando toda a fortuna e usando para o tráfico de drogas e armas de ultima geração. Mas isso só foi no inicio, pois seu foco principal era pegar bons contatos chineses e russos, e foi ai que ele virou o rei do crime. Conseguiu acertar o que tinha de errado com o experimento de seus pais adotivos, e implantou em outras cobaias. Os que davam certo sobreviviam e ficavam sem memória e obedecia ele facilmente, os que não davam certo, ou morriam durante o experimento ou conseguiam ficar com a memória intacta e eram mortos em seguida, pois ele não queria mais problemas.
Todos continuaram em silêncio, ainda mais depois dessa história horrível, mas o Marcelo continuou.
- É por isso que precisamos nos unir! Treinando e ajudando o próximo, podemos sim acabar com o crime. Começamos aqui na cidade, e depois disso,

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iremos ajudar o país e depois o continente e depois o mundo. Seremos a esperança de todos que habitam nesta terra! Quem está comigo, coloque a mão sobre a minha. – Disse o Marcelo deixando a mão esticada no centro da mesa. Deveria estar com a intenção de fazer o “um por todos, e todos por um!”.
Realmente é muito intrigante tudo isto. Mas se ele acha que podemos algo contra um cara que colocou medo no Mascarado, sendo que apanhamos do Mascarado com a maior facilidade... Acho que ele só esta dizendo isso porque não viu a luta.
- Estou contigo Marcelo! – Falou o Charles se levantando colocando a mão sobre a do Marcelo.
- Podemos não ser fortes o suficiente, mas se juntos treinarmos, podemos sim, alcançar o nível deles. – Falou o Carlos colocando a mão sobre a do Marcelo e a do Charles.
- Estou contigo desde que nasci papai! – Falou a Lorena toda sorridente e imitando um bebê.
- Eu também quero! – Falou o Luca, também colocando a mão sobre as dos outros.
Restamos apenas eu e a Isabela. Olhamos um para o outro e parecia que ela estava lendo meus pensamentos. Meu sonho! Minha família! Meus amigos! Tudo estaria correndo o risco de me perder, se eu aceitasse entrar nesse grupo.
- Eu também estou dentro. – Falou a Isabela colocando a mão sobre as outras e olhando nos meus olhos, querendo dizer para que eu fizesse o mesmo, mas não, eu não podia aceitar isso.
- Eu não sou capacitado para ajudar vocês. Prefiro não correr este risco. – Falei dando as costas.
- Tonny! – Falou o Marcelo. – Sei que ninguém aqui tem um elo de amizade tão forte que te faça ficar, mas sei também, que aqui, são as pessoas que podem te entender e que podem conviver com o seu novo “eu”. Aqui você estará em casa. Será sempre bem-vindo, mesmo não querendo entrar na batalha conosco. Mas quero que você saiba que você é importante, que você é forte e que você é capaz de nos ajudar e muito! Aqui é sua nova vida, não lá! Eles tiraram isso de você, mas você foi capaz de reagir e criar um novo futuro. Lembra-se, era pra você estar sendo controlado, mas não, foi um dos poucos que conseguiu se libertar sozinho. Tem algo grande pra você, mas pra isso, terá que abrir bem seus olhos.
Depois que falou isso, parei, mas continuei de costas para ele, apenas olhei de lado, mas não para ele, mirei meu olhar na parede mesmo, mas quis que ele visse e sentisse que ouvi. Então olhei para frente e voltei a andar, sem soltar nenhuma palavra, mesmo querendo dizer “está bem, eu aceito!”, ou então dizer “apesar das belas palavras, ainda me acho um fraco!”, mas não! Fiquei quieto e apenas andei na direção contrária, e acho até que essa era a melhor coisa a se fazer. Deixar para trás todos os problemas e continuar a minha vida, como ela sempre foi. Pacata ao extremo!

                                              ...

Posted on 22:52 by Lucas Gomes A. Siqueira

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