Olá, galera! Depois de (mais) um atraso, cá estamos com o capítulo 5! Antes que comecem a lê-lo, eu gostaria de avisar que "Titãs" irá entrar numa pequena pausa de duas semanas depois do capítulo 6. Isto é, depois do capítulo de semana que vem, só haverá uma nova postagem no dia 21/09. Enfim, curtam o capítulo 5 por enquanto! :) E já vou adiantando: é neste capítulo que as coisas começam a mudar...

Posted on 19:05 by Yuri Costa

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                             6
                                             Cap.2

Quando acordei, o céu estava claro, e por incrível que pareça, ou não, eu estava em um lugar totalmente diferente do que eu imaginava.
- Mas que droga é essa? – perguntei para o nada, pois sabia que ninguém estaria ali, e afinal de contas... – Onde é que eu estou?
Só sabia que eu estava em lugar alto, e para ser especifico, o lugar parecia mais com um terraço de um prédio com vários andares, parecia também que eu podia tocar o céu com as mãos, o que era até mesmo agradável. Mas estar sozinho, em lugar, sem saber como foi parar lá, e com a última lembrança de ter levado uma paulada na cabeça, não é nada entusiasmante.
O local não tinha nada, nenhum assento, nenhuma porta, nenhum buraco no chão, só tinha apenas, alguns ferros baixos em volta. Perguntei-me como é que me colocaram ali, então fui até a beirada e vi que era realmente um prédio, muito, mas muito alto.
Nunca fui bom em contas, mas esse prédio devia ter no mínimo, uns quarenta e cinco andares.
- E agora? O que eu faço?
Estava entrando em desespero, minha cabeça não queria funcionar direito, cheguei até mesmo pensar em pular dali. Uma, duas, três, quatro horas já deveriam ter passado, e eu fiquei deitado, com a cabeça para fora do terraço, olhando para a grandeza em que eu estava. Se um dia eu queria chegar às alturas, hoje, com certeza eu já não estou querendo tanto, é melhor subir degrau por degrau, sem querer pula-los. E foi ai que eu achei um jeito de sair desse presídio aberto.
- As janelas!
Brilhante! As janelas, claro! Posso descer, me segurando nas janelas, vai ser complicado, mas não tem outro jeito há não ser pular. Então comecei com a minha grande ideia. Primeiro, me segurei firme no ferro que tinha em volta do prédio, e daí, consegui pisar na grade da janela mais próxima a mim, depois, fui descendo devagar, e assim, fiz com mais cinco janelas, até que uma forte dor de cabeça veio a calhar. Era uma dor horrenda, não era comum, até que então, as janelas não se encontravam em minhas mãos e sim o ar.
Parecia que tinha algo me possuindo, não sei muito bem, mas perdi o controle do meu corpo. Eu deveria estar parecendo um louco, caindo de um prédio, com o punho fechado e mirando o chão, como se eu fosse soca-lo. O incrível mesmo, é que... Não era eu! Estava quase fechando os olhos pelo impacto do vento, e por falta de força. Minha cabeça parecia prestes a explodir, e eu parecia brincar de super-herói.

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Antes de tocar o chão eu já não estava mais acordado, mas quando acordei, me senti um raio em uma circunferência. Eu estava exatamente no meio de um circulo rachado e grande. Deveria ter uns três metros de circulo a minha volta. Era como se eu tivesse dado sorte com o punho fechado, e feito com que o chão, sentisse mais o impacto do que eu. Mas ei! Estou vivo? Como assim?
Se eu parecia um louco antes, agora então, era como se a loucura, tivesse me dominado por completo me infestando de perguntas, sobre como estou vivo.
Horas depois, eu já estava em casa, de banho tomado, e pelo visto, não sei como fui parar ali, estava realmente, começando a ficar preocupado, com essa mudança de estado.
- Onde você estava durante essas horas todas? – Perguntou o Wilson, se apoiando na porta, e se mostrando furioso com o ocorrido. – Hein? Ainda não me respondeu.
- Não sei. – Olhei fixamente nos olhos dele, e segurando as lágrimas, eu consegui completar. – Só me lembro de ter saído pra jantar, e quando sai do restaurante, acordei em cima de um prédio, de no mínimo quarenta andares – Me levantei do sofá, passei por ele em direção à cozinha. – tentei descer o prédio pelas janelas, e então cai, acordei no chão, e depois só me lembro de estar em casa.
- Tonny? Você não esta se drogando não, não é?
- Eu? Um drogado?
- Você parece estar alucinado... Falando essas coisas então.
Depois de ouvir isso, eu me senti furioso de tal maneira, que me escapou a minha personalidade, e então gritei com o Wilson:
- Acha que estou me sentindo como? Eu vivo umas coisas totalmente estranhas, não sei o que aconteceu comigo, só tenho – Dou um soco na parede e fixo meu punho no local. – você! – Grito com mais força, e aumento ainda mais, meu tom de voz. – É só você que eu posso confiar nesse lugar cheio de gente, e ai você vem me perguntar se estou me drogando? Ah, pelo amor de Deus!
Dou as costas e vou para o meu quarto, e me jogo na cama, e só ai, percebo que tem minha mão, está com tinta de parede presa em meu punho.
As coisas não estavam andando muito bem, e esse era apenas o primeiro dia de muito que eu viveria ali. Jantei, e voltei para o meu quarto, me tacando novamente em minha cama, e dali, só sai na manhã do dia seguinte, quando o relógio despertou, me mostrando que já era hora do meu segundo dia de aula.
Estava um fraco frio, então aproveitei para colocar meu casaco predileto. Ele era todo branco, mas nas mangas, tinha um elástico por dentro do tecido, que fazia com que prendesse pouco abaixo do cotovelo.

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Na escola, encontrei a Isabela Melo entre amigas toda sorridente, resolvi não desfazer o assunto delas, e já que ela nem sabia meu nome, pode ser constrangedor se ela já tiver me esquecido.
- Ei! – Gritou a Isabela atrás de mim.
- Oi! – Falei me virando com a certeza de que era ela.
- Você é novo aqui, deixa eu te apresentar minhas amigas, – Falou a Isabela me puxando até o grupo dela. – gente, esse aqui é o... – Ela me olhou esperando que eu me apresentasse, já que ela não sabia meu nome.
- Tonny! Tonny Martin. – Respondi fazendo que sim com a cabeça em forma de cumprimento.
- Olá Tonny! – Responderam conjunto as três amigas de Isabela.
- Bom, gostaria de conversar com vocês, mas tenho que estudar. – Falei enquanto saia acenando. – Até outra hora!
Sai de fininho. Não queria conversar, e nem estava com cabeça pra isso, então, fui direto para sala de aula. Costumava sentar no meio da sala, mas desta vez, sentei na ponta e me encostei á parede.
Fiquei pensando no que tinha acontecido comigo. Aquela noite, saindo de um restaurante e acordando no terraço de um prédio sem saber nem como eu fui parar lá. Aquele soco que dei na parede e arranquei um pouco de massa dela. O que estava acontecendo comigo? Era engraçado como a Isabela sorria. Pelo visto ela sempre tampava a boca com a mão, pra não mostrar seu sorriso. Acho que ela não sabe que é tão lindo quanto ela.
- Ei! – Ouvi alguém gritando em sala, e só assim despertei, estava fora do ar e nem foquei na aula, e só agora observei que era a professora que estava falando, e comigo. – Qual seu nome? – Perguntou apontando para mim.
- Eu? – Perguntei nervoso, mas logo em seguida respondi. – É... Me chamo Tonny professora.
- Ah sim, Tonny. – Falou em um tom irônico. – Está conseguindo entender a aula?
- Estou! – Respondi rapidamente. – Quero dizer... – Fiz que não com a cabeça, mas deixando um sorriso no rosto para que a situação não ficasse chata.
- Entendi. – Falou enquanto se aproximava de mim. – É desse planeta também? – Perguntou a professora, fazendo com que todos rissem de mim.
Fiquei calado, afinal, não tinha o que responder contra ela, pois era minha professora. A aula passou, e só no final que fui entender de que estava estudando biologia, e que o nome dela era Rosane.

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 Logo depois, quando a aula dela acabou, entrou outro professor. Desta vez, era professor de história, e pelo visto, é outro que não foi com a minha cara.
- Olá, - Perguntou o professor de história me estendendo a mão para me cumprimentar. – qual é o seu nome?
- Tonny Martin, - Falei o cumprimentando sem vontade. – e antes que pergunte, eu sou desse planeta sim.
Ele riu, colocou sua mão sobre meu ombro e disse:
- Qualquer coisa, se precisar é claro. Pode contar comigo! Às vezes agente pensa que algo de bom esta para acontecer, só que não somos capazes de ver que temos um destino muito maior para seguir, algo... Muito maior do que pensamos.
Não entendi muito bem, mas assenti agradecendo, até porque, não fez nenhuma brincadeira de mau gosto, e melhor, nem me perguntou de que planeta eu era. Só por isso já estava sendo meu professor mais legal.
Horas se passaram, e mais duas aulas também, só então, finalmente o sinal de ir pra casa tocou.
- Finalmente acabou essa aula chata! – Falou algum aluno próximo a mim.
Fui o primeiro a me levantar e quase fui o primeiro a sair de sala. Quando sai de sala, percebi que minha turma foi à última a sair do colégio, pois nosso horário era maior do que as demais. Fui à biblioteca pegar um livro para fazer um trabalho de biologia que a professora tinha passado, demorei mais ou menos trinta minutos, tempo suficiente para o colégio ficar completamente vazio.
- É, vou levar esse aqui, - Falei entregando o livro a moça da biblioteca. – preciso te entregar alguma coisa?
- Só sua identificação de estudante. – Falou a moça da biblioteca.
- Está aqui, - Entreguei minha carteira de estudante. - mais alguma coisa?
- Não... Tonny Martin, - Disse enquanto sorria para mim. – é só isso mesmo, tem o prazo de uma semana para a devolução do livro.
- Certo!
- Se quiser estender o prazo, tem que vim aqui pedir o aumento do prazo, e você vai ter de assinar um papel para que a responsabilidade do livro seja totalmente sua.
- Ta certa, pode deixar. Obrigado!
Quando sai, vi a Isabela no portão do colégio, e estava saindo também. Quando cheguei mais perto, vi que ela estava parada no meio da rua, olhando

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para o céu, como se tivesse algo incrível passando. Mas só quando eu vi as pessoas correndo desesperadas pra longe do local, é que eu fiquei nervoso.
-Socorro! – Gritava alguém do lado de fora do colégio.
Corri até o portão o mais rápido que pude, e então, vi uma grande pedra com o formato de uma bola caindo na direção da Isabela. Aquela pedra deveria pesar mais um menos o peso de cinco elefantes, mas isso não fez com que meu instinto protetor ficasse fora de ação.
Corri até a Isabela e a abracei, pensei em correr com ela dali, mas quando olhei de novo para o alto, a pedra estava a um metro de nos esmagar.

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Posted on 23:10 by Lucas Gomes A. Siqueira

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Olá galera :) Quero, primeiramente, me desculpar pelo atraso na postagem deste capítulo, que foi devido a problemas de conexão. E também, quero comunicar que já mandei meu livro, "ECOS", para algumas editoras analisarem, e, com alguma sorte, ele será publicado :) Enfim, curtam o quarto capítulo o/

Posted on 17:54 by Yuri Costa

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Tudo o que ele queria era ser um grande ator. Correu atrás do seu sonho, ganhou a oportunidade de entrar no meio artístico, mas teve de largar sua família, e ir para um estado totalmente diferente do seu. Rio de Janeiro é onde Tonny Martin foi ser modelo após receber uma ótima proposta.
Porém, lhe deram uma previsão de seu destino, e disseram que ele tinha algo muito maior para fazer, do ficar andando em passarelas ou atuando para filmes ridículos. O mundo um dia precisaria dele, ou então, o mundo precisaria se livrar dele.
Benção ou maldição? Não sabemos, pois uma grande crise de personalidade, Lucas vai viver, e só seu lado bom, vai ser o que nós precisamos, mas amor, um dia poderá cura-lo de sua raiva indomável. 
Esperança, porém o mundo não terá mais paz!
A história se define em duas palavras: vitória e derrota.
                                           Cap.1
Meu mundo não é lá grandes coisas. Meu mundo, claro... Meu mundo se chama Claraval, e fica no interior de minas. Por aqui, não acontece nada de bom, há não ser pelas garotas, que são lindas e inteligentes, porém, não sou o tipo de cara que elas preferem. Às vezes penso que se eu ficar forte, elas começam a olhar pra mim. Não sou como a maioria da minha pequena cidade, que costumam ou ter olhos azuis, ou ser louros, pois tenho olhos e cabelo castanhos.
Meu pai é dono de uma pequena loja de tecidos, mas está tendo um grande crescimento no comércio. Ajudo ele na maioria das vezes, exceto quando estou no curso de teatro, ou então, em outra cidade ensaiando para algum desfile que a agencia de modelos e atores me mandam.
Pois é, esse é meu sonho. Ser ator. Conseguindo isto, não preciso de mais nada. Hoje o dono da agencia que me patrocina, me ligou, dizendo que tem uma proposta para eu trabalhar em outra cidade, que no caso, seria Rio de Janeiro.
O negócio todo é convencer meu pai. Ele é meio durão, mas sei que posso amolecer ele com o tempo. Tempo suficiente, para dizer o sim e eu ir pro Rio.
- Sem dúvidas pai, sei que é perigoso, mas se eu não aceitar, vou ser obrigado a ficar sem dormir por um bom tempo, pensando em como seria se eu tivesse ido pro Rio. – falo olhando nos olhos do meu pai. – imagine só pai, eu ficando rico! Eu poderia ajudar o senhor com o seu negócio, e eu ficaria mais perto de me tornar ator, pois já estarei no meio artístico.
- Eu não quero seu dinheiro pra nada, - fala meu pai cruzando seus dedos para conter o nervosismo. – Tonny meu filho... Eu quero mais é que você seja feliz, e muito! Só que é perigoso você ainda tem só dezessete anos, e nem pelos na cara você tem. No meio em que você está, tem muita gente suja, só esperando por um tropeço seu, para acabar com você e seus sonhos.
Faço que sim com a cabeça, mas apesar de ele me alertar sobre isso, continua com o mesmo pensamento. Preciso ir pro Rio, e infelizmente, eu sei de uma maneira que eu possa convencer meu pai.

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- Eu sei qual é o seu sonho. E ainda é seu sonho, porque o senhor ainda não realizou. Tenho certeza, de que você ficou imaginando e ainda fica, em como seria sua vida, - encosto minha mão direita no ombro de meu pai e olho bem nos olhos dele. – se você tivesse realizado... Eu sei que você não realizou, mas não porque você não tentou, e sim, porque seu pai, não deixou!
Depois de eu tê-lo lembrado, de como foi essa passagem pela vida dele, ele me olhou com um sorriso no rosto, me indicando positividade.
- Está certo meu filho. – agora é ele quem coloca sua mão direita sobre meu ombro. – Você realmente cresceu.
E quando pensei que ele fosse dizer que eu podia ir pro Rio, ele se levantou, e foi em direção à porta do meu quarto, mas antes de sair, parou e olhou para trás,dizendo, “Arrume suas malas!”.
 Aquelas palavras foram as melhores que eu já ouvi. Bom, permissão concedida, e em menos de uma hora, eu já estava de mala pronta, me arrumei rapidamente, e liguei para o meu mais novo empresário que veio me buscar num piscar de olhos. Ele é um homem baixo, com uma barba mal feita, e com seu cabelo mal penteado, porém, sabe se vestir para uma ótima ocasião. Estava bem formal dentro de um paletó totalmente preto, e com um lenço branco bem arrumado no bolso.
- Prazer Sr. Tonny, eu me chamo Wilson, e sou seu novo empresário. – disse Wilson me estendendo à mão como cumprimento.
Assenti e o cumprimentei espontaneamente. Assim, saímos em direção ao seu carro, que não era o que eu esperava para um homem baixo. Ele tinha uma picape quatro por quatro, toda preta, com as rodas de um prateado deslumbrante.
Meu pai havia conversado com ele por telefone, e mais um pouco pessoalmente. Ele me disse para ligar assim que chegasse ao Rio, e todo final de semana, ia querer saber os detalhes, dos dias em que ficamos fora de contato. Ele sempre foi meio durão, mas agora, me deu um abraço tão forte e bom, que eu percebi, de que ia sentir muita falta dele. Afinal, ele é minha única família.
Minha mãe faleceu quando eu tinha apenas onze anos, porém, antes de ir pra um lugar bem melhor, ela disse que se orgulhava, e desde então, eu tento não mudar, para que ela nunca deixe de se orgulhar de mim.
Pouco mais de cinco horas de viagem, e eu já estava no Rio de Janeiro. O calor é muito maior aqui, do que em Claraval, apesar do verão estar no fim.
Meu empresário Wilson me levou para uma cidade menos movimentada que fica um pouco distante do centro da cidade. Ela se chama Queimados. Vou morar lá por uns tempos, até que eu me adapte a cidade grande. Pelo menos essa é a ideia do meu empresário.

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Vou estudar na melhor escola dessa cidadezinha, que se chama IEMC, ou melhor, Instituto Educacional Márcia Cristina. Cursarei meu terceiro e último ano do ensino médio lá, e pelo o que eu pude ver, não deve ser tão ruim.
Mais algumas horas depois de uma longa viagem, já era para começar a me arrumar e assim, ter o meu primeiro dia de aula. Conversei com meu pai, sobre como eu estava me sentindo nesse novo lugar, e ele ficou contente, pois mostrei segurança pra ele. Ele me desejou boa sorte, boa aula, já que eu ia iniciar meus estudos ali, no meio do ano.
- Espero que se dê bem por aqui, – sugeriu Wilson enquanto dirigia sua picape quatro por quatro, em direção a minha nova escola. – faça novos amigos, vai ser bom pra você.
- Pode deixar, vou tentar me adaptar. – afirmei sem mostrar nervosismo.
Ao entrar na escola, me vi em um local totalmente diferente de onde eu fui acostumado. Na minha escola antiga, tinham muitos quadros, pinturas famosas e até mesmo artefatos históricos amostra. Os alunos vivam com um livro na mão, lendo, ou então, conversando com um ou dois colegas. Mas aqui... Aqui é totalmente diferente. Não tem quadros, não tem artefatos, os alunos se aglomeram em mesas para ficar jogando baralho, ou então dominó. Sentam em grupo para conversar, e pelo visto, conversam bem alto, e fazem muitas piadas, pelos risos amostrados. Celulares nas mãos de cada um, alguns meninos abraçados com meninas, brincando um com outro em forma de paquera. Definitivamente, esse lugar não se passou pela minha cabeça, mas de alguma forma, eu estava gostando disso.
De repente, ouço um barulho estranho e alto, parece uma sirene. Suponho que seja o sinal de que é hora de ir para a sala. Não que eu me enganei, mas ouvi um homem de roupa social, parecendo ser um uniforme de inspetor, dizer que era para formar uma fila, para depois nos encaminharmos para a sala de aula.
Fiquei meio perdido, pois não sabia em qual fila entrar. No meu colégio, filas eram formadas apenas no primeiro dia de aula, e no dia da independência do Brasil, que era quando cantávamos o hino brasileiro e o de nossa cidade.
Pedi ajuda ao homem que parecia ser um inspetor, e que por acaso, eu estava certo. Ele me indicou qual fila eu deveria entrar, e assim, me achei no meio daquela aglomeração. O número da minha turma era trezentos e trinta e seis. O “três” deveria ser por causa de estarmos cursando o terceiro ano, mas não tinha muita certeza.
- Aluno novo? – disse alguém do meu lado.
Eram duas filas para cada turma. Uma fila para as meninas e uma para os meninos, e bem do meu lado, tinha uma menina linda, loura, dos olhos azuis, e ainda, com um sorriso encantador.

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- Sou... Sou sim. – respondi em meios a gaguejos.
- Ah, que legal! Meu nome é Isabela Melo, mas me chamam de Bela – completou a Isabela avançando para me cumprimentar, talvez com um beijo no rosto, pelo menos, foi o que eu fiz. – Há! Há! Sabia você não é do Rio de Janeiro, certo?
Como ela sabia disso eu já não sei, mas respondi que sim e ri com o que ela me disse.
- Vocês mineiros, não dão dois beijos no rosto, mas nós, cariocas, damos – falou sorrindo meio sem graça – e você me deixou mal, porque só me deu um beijo.
- Nossa! Perdoe-me, não foi por mal. – falei preocupado, já ela, riu. Simplesmente, riu!
- Tudo bem amigo, não se preocupa não. Mas na próxima já sabe, são dois beijinhos.
Eu assenti, com um sorriso, e olhei para frente, após ouvir o inspetor pedindo para que a turma trezentos e trinta e seis fosse para a sala de aula.
Eu fui um mal educado no meu primeiro dia de aula, conheci uma linda menina, porém, não disse se quer meu nome. Mas sei o dela... Isabela Melo, um nome tão lindo quanto ela.
Quando a aula acabou, eu procurei por ela, mas não a encontrei. Deveria ter ido embora mais cedo. No intervalo, eu me senti como se fosse uma carne nova no pedaço, em meio há um monte de animais carnívoros. Ninguém deixou se quer que minha imagem não passe pelos seus olhos, o que era estranho, já que onde eu morava ninguém se importava comigo.
Quando eu voltei para casa, meu empresário disse que tinha uma reunião, com o dono da loja que iria me contratar como modelo, e que não era para que eu o esperasse para jantar, pois ia chegar bem tarde.
Infelizmente, ainda não tinha nada para fazer por aqui. Lá em Claraval pelo menos, tinha a loja do meu pai, para ir, ou ficar vendo filmes, seriados ou até mesmo, ficar enfurnado no computador. O Wilson prometeu aumentar nossa taxa de tecnologia, dentro de casa, mas agora não dava, porque estava sem tempo de comprar algo e a única coisa que me restava, era o telefone.
- Alô? Pai? – perguntei com medo de ter errado o número, devido ao DDD.
- Tonny? Oi meu filho! – meu pai falou com tamanha felicidade, que me arrancou um sorriso de cara. – Como você está?
- Estou bem pai... Com saudades, mas bem.

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- Se quiser voltar eu falo com o Wilson e ele te trás assim que eu mandar. – houve um silêncio por uns segundos enquanto eu pensava na hipótese de voltar. – É só pedir!
Continuei a pensar em voltar para casa. Apesar de não ter amigos lá, e poucos colegas, eu tinha meu pai para conversar comigo, todos os dias, e tinha meu curso de teatro, que tanto amo.
- Que isso pai, não é pra tanto – respondi com a voz tranquila – eu só estou com saudades, mas estou gostando daqui, e o Wilson, foi para a reunião que vai decidir meu futuro como modelo.
- Que legal filhão! Boa sorte, e qualquer coisa você me liga, - falou em meio a uma tosse seca. – agora eu tenho que desligar. Estou na loja e está dando um bom movimento. Agora o trabalho está dobrado, já que estou sem meu braço direito. – completa em meio a risos.
- Vou voltar pai, mas não agora. Quando eu voltar, o senhor vai ter orgulho do que eu me tornarei.
- Já tenho meu filho, - fala suavemente. – e sempre terei orgulho.
Conversar com o meu pai é muito bom. Além de pai, é meu melhor amigo.
A noite já estava alcançando o chão, e eu, já tinha terminado minhas lições de casa. Já era hora do Wilson chegar para preparar a janta, mas como ele não vai chegar tão cedo, eu vou jantar fora mesmo.
Depois de tomar um bom banho, e colocar aquele ótimo perfume, eu já estava pronto. Fui a uma praça pública que tem na cidade de Queimados, e lá, tem um restaurante muito frequentado durante a noite, e foi ali mesmo que jantei.
Tinham uns cinco garotos que estudavam na minha escola, e que chegaram assim que eu pedi a conta. Não falei com eles apesar de serem da minha sala. Mas também, nem me viram. Porém, quando eu estava saindo, chegando à porta que dava para a rua, vi uma menina loura, com um vestido preto, saindo do banheiro feminino. Era ela, Isabela Melo. Então, ela se sentou do lado de um dos garotos da nossa escola, e ele beijou seu rosto. Não tinha o porquê, eu ficar vendo paquera de outras pessoas, então eu sai do restaurante, antes mesmo que pudessem me ver.
Atrás do restaurante, tinha uma rua, na verdade parecia um beco. Era deserto e escuro, tinha até um hospital infantil ali, mas não fazia com que crescesse o movimento. Fui andando tranquilamente, até que comecei a me sentir perseguido. Olhei para trás e vi um homem levantando um pedaço de madeira e mandando em minha direção.

                                                                  ...




Posted on 00:37 by Lucas Gomes A. Siqueira

1 comentário

Olá galera :) Eu gostaria de comunicar a vocês que recentemente recebi o documento oficial da FBN, dizendo que meu outro livro, "O RÉQUIEM DAS GUERRAS: ECOS" está registrado. Isso quer dizer que eu poderei lançá-lo logo. Qualquer novidade, eu direi a vocês :) E ah, este capítulo é uma homenagem especial aos fãs de Arquivo X. Vocês logo vão entender por que. Enfim, espero que curtam :)


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O Hospedeiro

                ANTERIORMENTE
                Em 2016 d.C. (depois de Cristo), uma Terceira Guerra Mundial arruinou o mundo; a energia nuclear dizimou quase toda a população. Os séculos seguintes foram passados tentando reconstruir o mundo. Milênios depois, em 2036 d.N. (depois de Noble), as repúblicas deixaram de existir: o mundo agora é governado por Impérios. O agente da Guarda Nacional Leon Carter é transferido para a divisão Titãs, uma divisão marginalizada, porém extremamente importante para a segurança nacional. Junto de Mila Cruzi, Tuomas Lane e Allen Foster, comandados pelo diretor Marco Noah, o agente deve investigar casos paranormais que ameaçam a nação.

Posted on 17:03 by Yuri Costa

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