43

hundred

The Fray

            No dia seguinte ao ataque, após acordar às três da tarde, sozinho em casa, Yago partiu para a delegacia. Com os pés enfaixados, rosto limpo, de banho tomado, fez uma denuncia que saberia ser inútil. Os cinco policiais daquela cidade não fariam nada contra uma “suspeita”, muito menos contra a denuncia de um moleque de dezesseis anos. Não importava as provas, não importava seus ferimentos. Ele era uma criança. E os adultos, sempre tão espertos, fechavam os olhos e tapavam os ouvidos para a palavra de um uma tola criança.
            Suas exatas palavras foram “Vamos ver”. E Yago sabia que era um caso perdido.

Posted on 16:32 by Yuri Costa

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Acho que poucos sabem, mas hoje é o aniversário da @0800fuckall. Eu sou seguidor dela, e admiro muito ela, por isso fiz esse texto ~sem título~:



Eram seis da manhã. Ela enfim acordou. O despertador já tocava pela quinta ou sexta vez, e era a quinta ou sexta vez que ela tateava o criado mudo, procurando de onde vinha aquela vibração, acompanhada de sua música favorita. Não que ela não quisesse ouvi-la; sabia como era delicioso dormir ao som daquela música. Mas algo a movia; simplesmente aquela urgência inexplicável de toda manhã, a urgência de cessar qualquer som.
            Ela por fim alcançou-o, e apertou o botão na lateral direita. A música parou no meio de um grito da vocalista, e o quarto voltou ao silêncio pela derradeira vez.
            Revirou-se na cama, uma, duas, três vezes. Em sua cabeça, o tempo parecia paralisado. Não havia motivo para levantar.
            Ah, sim, era dia de semana.
            Com um gemido de protesto, levantou. Olhou-se no espelho. O cabelo curto, que descia até pouco abaixo de seus ombros e não mais que isso, estava bagunçado, como em toda manhã. Percebia também que sua barriga rangia de fome. Tentou lembrar-se do que havia jantado na noite passada, mas não conseguiu. Sequer havia jantado noite passada? Novamente, não sabia. Passou as mãos nos olhos, ainda pesados, e tentou focalizar melhor. Seu quarto, escuro, com poucos feixes de luz adentrando pelas frestas da janela fechada.
            Que dia era aquele? Abriu um sorriso. O dia de seu aniversário.
            De repente, a cama parecia lhe chamar novamente.
            Olhou para o relógio. Quase nove horas. Já era até tarde. O celular devia estar perdido em algum lugar do quarto. Não iria procurar ainda, no entanto. Abriu o armário. O que iria usar? Já passara há muito da hora da escola. Não que pretendesse assistir a aulas hoje. Seus pais estavam cientes de que estava matando aula, mas ela podia! Era seu aniversário!
            Escolheu, por fim, uma camisa do Nirvana, preta, e não teve dúvida alguma: escolheu sua calça xadrez, roxa, com um sorriso no rosto. Olhou-se no espelho, e pensou no quão retardada devia estar parecendo, sozinha, desarrumada e sorrindo tanto quanto uma mascara de teatro.
            E pensou o que sempre pensava: Foda-se.
            Abriu a porta de seu quarto, e foi cegada pela luz. O sol brilhava forte, e o desgraçado fazia questão de entrar pela janela. Piscou diversas vezes, até por fim se acostumar. Seguiu para o banheiro, e tomou um longo, demorado banho quente.
            Olhou-se no espelho embaçado. Os fios de cabelo, intercalados entre preto e mechas alaranjadas, caiam-lhe sobre a testa, e desciam seu pescoço. Pingavam água. Passou sua toalha favorita novamente pela cabeça, mas o cabelo continuaria molhado. Deu de ombros, e passou a camisa pela cabeça assim mesmo, molhando o colarinho sem decote.
            Jogou o cabelo da testa, e penteou-o para os lados. Olhou-se no espelho novamente. Era daquele tipo que as outras pessoas não entendiam. Era aquela que a maioria das garotas odiava, deixava de lado. Ela mesma se achava feia. E nem sabia o quanto era linda. O quanto era complicada e perfeitinha, e o quanto charme havia no seu jeito. O quanto sua imperfeição era perfeita, e como nenhum adjetivo fazia jus ao que realmente era. Ela não sabia de nada disso, mas nós sabemos.
            Saiu do banheiro, e seguiu para seu quarto novamente. Acendeu a luz, e ligou o computador. Tentou fazer o mínimo de barulho possível. Bateu as unhas contra a mesa, na ordem: indicador, médio, anelar, mínimo, fazendo aquela série de ruídos que tanto gostava. Quando o computador finalmente terminou de carregar, os poucos minutos que pareciam um século de tédio, abriu o navegador. Digitou na barra de pesquisa o nome de seu site favorito, e esperou carregar. Abriu já na sua home, e pegou-se sorrindo novamente.
Aqueles eram os rostos de apenas alguns de seus amigos, seus amados.
Aquelas eram suas palavras.
Eram sessenta mil pessoas, sessenta mil amigos, sessenta mil pequenos pedaços de seu coração. Era com eles que queria passar seu aniversário. Eram eles que sabiam o que se passava em sua cabeça, suas alegrias, suas tristezas. Eram eles quem a fazia sorrir toda manhã.
E cada um de nós tem orgulho em carregar Monique Débora no peito.
            Ela sorriu, e riu, feliz, ao calçar seu salto quinze.

Happy B-Day, 0800FuckAll

Posted on 14:55 by Yuri Costa

Sem comentários

Oi galera ;) Só vim avisar que o capítulo 43 só poderá ser postado daqui a três semanas, no dia 29/04, por conta que não terei tempo pra escrever, com provas bimestrais e tal. Enfim, não me odeiem. Curtam o capítulo :)




42

Confissões Profanas

Unholy Confessions - Avenged Sevenfold

            Yago entrou na própria casa, suado. Enfim, podia respirar. Mas por dentro, sentia-se morto. Destruído. Suas mãos ainda tremiam e, agora que finalmente parara, podia sentir a dor em seus pés. Lentamente, logo depois que fechou a porta, recostou-se nela, e deslizou até o chão, exatamente como havia feito mais cedo. Dessa vez, porém, a paz duraria. Não haveria ninguém entrando por sua janela. Ninguém tentando matar-lhe. Não tão cedo.

Posted on 17:29 by Yuri Costa

5 comentários

Hey good people xD, mais uma redação, e mais uma opnião que quero de vocês, nem vo falar muito, então aqui está (qual foi galera, comenta ai Y-Y, deixa no vacuo não, nem que seja pra falar mal, mas fale):


Para sempre

-Eu te amo e nunca vou me separar de você.

-Eu também de amo muito, vou ficar para sempre com você.

No mesmo ano Caroline teve que se mudar e ambos tiveram que se separar. Passaram-se mais três anos e Felipe já estava no final da faculdade de medicina e namorando, assim como Caroline, porém para ela, ainda faltavam dois anos em sua faculdade de geologia.

Passaram mais alguns anos, suas vidas estavam completamente com destinos distintos. Era dia 16 de janeiro, Felipe estava andando distraído nas praias de Cabo Frio, onde passava sempre as férias. Acidentalmente esbarra em uma pessoa e a derruba, ele vira e ajuda a levantar e fala:

- Me desculpa, é que eu estava andando distraído quando... -Ele olha para ela e se espanta e continua- Esbarrei em você. –Ele a encara por segundos e finalmente pergunta- Carol?

Ela olha para ele espantada e pergunta:

- Felipe, é você?

Ele se espanta e da um abraço nela e continua:

- Quanto tempo, já são 5 anos, não é verdade?

- Pois é, 5 anos em, você mudou muito, não acredito o quão você mudou, agora está ai, todo fortão e bonitão.

- Você não pode falar muito, está incrivelmente linda. Desculpa, mas eu estou voltando pra casa, tem gente me esperando, de noite, tem como agente se ver?

- Claro que sim, me encontra na Av. dos Namorados, a da orla, perto do “Boca de siri”, 20 horas?.

- Tudo bem, pode ser.

Felipe continua indo para casa, assim que chegou foi para seu quarto e deita na cama para dormir um pouco, sonhou com ela. Acordou assustado, pois não tirara ela da cabeça, sabia que ela ainda mexia com ele, por mais antiga que fosse a historia, ainda existia algo.

Caroline ficou mais um pouco na praia, não parara de pensar nele, por isso decidira voltar para casa. Não parou de olhar as horas, aquilo tudo era tão adolescente para ela, afinal, a pessoa que ela mais amou, ainda mexia um pouco com ela.

Como de costume, Felipe chegou atrasado e logo se desculpou por isso, Caroline percebera que o momento estava meio tenso então decidiu falar:

- E ai, o que está fazendo da vida?

- Faculdade de medicina e você

-Geologia.

- Faz bem o seu tipo, lembro-me de como você gostava de ir a lugares com paisagens e só observava, sem disse que queria fazer isso.

- Você também, lembra quando eu me cortei no braço, e você que fez aquele curativo em mim, e eu chorando que nem uma criança. Namorando?

- Estou. Camila, 20 anos e você?

- Também, Pedro, 21 anos.

Conversaram e riram um pouco, mas logo as risadas foram transformadas em um momento de tensão novamente, Felipe colocou a mão dele por cima da dela, eles se entreolharam, e sem precisar falar nada, sabiam o que o outro queria, e era reviver o momento de 5 anos atrás, onde eram felizes juntos.

Ele se aproximou dela devagar, ela continuou imóvel, e sem nem pensar duas vezes se beijaram, com o mesmo amor de quando eram namorados. Ele a pegou no colo e não hesitou em falar que a amava em nenhuma das muitas vezes que o fez. Os dois seguiram para o hotel “Dunas do Peró” e torceram para achar uma vaga. Estavam favorecidos pelo destino, haviam desistido de um quarto poucos minutos antes, foram para quarto e se beijaram, ele a deitou na cama devagar, beijando-a e disse:

- Só um minuto.

Ele saiu do quarto por alguns minutos, ela não acreditava naquele momento, acreditou ainda menos quando o viu entrando no quarto com uma camélia em suas mãos e disse:

- Não acredito que você ainda se lembra de minha preferida.

Ele sorriu e a entregou, ela colocou sobre uma cômoda, e o beijou, ela sentiu a mão dele descendo a alça de sua camisa, novamente as primeiras mãos que a tocaram estavam tocando-a novamente.

Já amanhecera, e era dia 17 de janeiro, ele se levantou e decidira que era melhor ir embora. Pouco depois ela acordou e não viu mais no quarto, ela já sabia o que tinha acontecido, e também concordou que era o melhor.

Na mesma noite, ele foi à praia e a encontrou sentada em um dos bancos, ela tentou sair, mas ele a pegou pelos braços e a puxou para si e disse:

- Desculpa por ter ido embora, só que eu estava confuso.

Ela olhou e falou:

- Isso não justifica, eu achei que iriamos ficar juntos, de novo.

- Olha, nos não podemos, você sabe, tem seu namorado e minha namorada, e não moramos mais perto.

-Eu estou disposta a larga-lo para ficar com você, e eu posso me mudar para cá de volta, para perto de você.

- Desculpa, mas o que está no passado, deve ficar no passado.

Ele limpa as lagrimas que escorriam dos olhos dela, enquanto prendia as suas próprias. Logo após isso ele a soltou e levantou, caminhou um pouco e falou:

- Caroline, eu te amo.

Ela não responde nada, então ele continua andando, depois disso, nunca mais se viram.

Quase um ano depois, ele ainda não havia se esquecido daquela noite, decidira ligar a tevê quando o telefone toca e falam:

- Felipe, aqui é o amigo da Caroline, bem, ela se suicidou e deixou uma carta, dizendo para ligar para você e falar que ela ainda, bom, ela ainda te ama.

Ele chocado pergunta:

-Mas como. Bem, quando é o enterro e qual hora?

-Dia 16 de Janeiro, às 17H, ela que pediu esse dia na carta.

-Obrigado, mas não sei se vou.

Ele se lembrara de que dia era aquele, e por algum motivo, não se chocara com o dia. Um dia depois do marcado ele foi ao lugar onde ela tinha sido enterrada, então se sentou no chão, bem em frente a lapide e sussurra apenas para ele e para ela. “Pois é, não sei o que falar. ” – Já começara a escorrer lagrimas dele – “ Por que você teve que fazer isso, eu ia vir te buscar, eu só estava com uns problemas, acabei de resolve-los mas agora não tenho motivo para quer feito isso, mas eu não te culpo, é minha culpa, não é verdade? Pois é, eu só vim aqui para te ver, ter certeza que era isso que tinha acontecido, então aqui estou eu, e trouxe um presente para você”.

Ele pega uma muda de camélia e a planta ao lado da lapide, colocou 2 taças e as colocou um champanhe nas 2 taças, e bebeu de uma vez a dele e derramou a dela, então continuou. “Pois é” – forçou um sorriso, e continuou – “É isso que vai acontecer e como vai terminar, nunca quis que fosse assim, só saiba que te amo, muito”.

Ele não soube o que era, mas sentiu uma mão sobre seus ombros, não quis virar, e ouviu um sussurro que dizia “Eu também te amo muito”. Ao ouvir aquilo o sorriso que ele estava forçando se desfez completamente, e se virou rápido para ver, e não havia ninguém lá, ele simplesmente começou a chorar desesperadamente, e gritou cada vez mais alto, com raiva de si mesmo. Então ele as acalmou e pediu desculpas mais uma vez.

No dia seguinte o vigia passa em frente a tal lapide e avista uma pessoa lá, deitada no chão, chegando lá, notara que estava morto também, o virou para ter certeza, viu os olhos manchados de lagrimas, mas definitivamente morto, apenas viu uma carta aberta, que dizia: “Eu também te amo, e vou ao seu encontro, meu amor”.

Posted on 19:35 by Marcos Valença

6 comentários


Oi galera ^^ Só tô escrevendo aqui ~de novo~ e atrasando vocês para ler o capítulo por que queria avisar que, sempre que der, eu e o Marcos vamos postar contos que escrevemos no meio da aula ou quando estamos entediados. Sempre vamos avisar, mas mesmo assim. Enfim, leiam aí e comentem ;)

41

Caçador

Hunter - 30 Seconds to Mars

            Eram duas e meia da manhã quando Yago chegou em casa. Jogou as chaves no sofá, sem fazer barulho, para tentar não acordar sua mãe e Lucas. Sentou-se então no sofá, bem ao lado da chave, e pôs a cabeça entre as mãos. Não queria se levantar. Não queria sair dali até tudo aquilo acabar. Não queria mais nada, nunca.

Posted on 17:47 by Yuri Costa

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