FELIZ NATAL GALERA, e depois disso FELIZ ANO NOVO, MUITAS ARTÉRIAS INTUPIDAS, ATAQUES CARDÍACOS, CIRROSES E GENTE ENGASGANDO, BESOS DO @YURIC7~~

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HEY GALERA, FELIZ NATAL ATRASADERRIMO, E FELIZ ANO NOVO ADIANTADERRIMO, MUITAS FELICIDADES, BESTEIRAS NA VIDA DE VOCÊS, SÓ ZUAÇÃO E TUDO MAIS SE DIVIRTAM MUITO, MULHERES (para os homems)/HOMENS (para as mulheres), BEIJOS E POR AI VAI

@marcosfpvalenca

Posted on 19:23 by Yuri Costa

Sem comentários

Fala aew galera, hoje não vim pra postar besteira, mas sim 2 comunicados, vou ser breve

1º - Acho que o Yuri ja falou, mas vou reforçar, não tem mais postagem esse ano, e so voltam na 1º ou 2º semana de janeiro se nao me engano, não sei ao certo, pois Yuri que vai postar e vai ficar sozinho janeiro inteiro, vo ta viajando xD

2º - Esse aqui é so um pedido, Yuri foi plagiado por essa blog " http://pamelawodarski.blogspot.com/2010/12/prologo.html ". Vim pedir encarecidamente que os que acompanham e gostam da historia, que ela está fazendo algo errado, não vamos desvalorizar Silenciar, ajudem por favor xD

ATUALIZAÇÃO

Yuri aqui :D Sim, como o Marcos disse, vamos voltar apenas dia 7 de janeiro de 2011. E sim, plagiaram Silenciar. Já conseguimos 17 comentários de ontem pra hoje, e quem puder continuar comentando, vai lá, temos que mostrar que o máximo de pessoas possível sabe sobre isso.

Posted on 20:20 by Marcos Valença

3 comentários



AEEEEEEEEEEW GALEEEERA pela primeira vez estou fazendo postagem dupla de besteiras, mas só porque essa 2ª eu realmente acho que vale MUITO a pena postar, ri litros aqui quando vi, nem preciso falar nada

Posted on 21:05 by Marcos Valença

4 comentários



Pois então galera, a postagem de hoje eu vou falar sobre coisas sem noção e que fazem sentido, tipo, olhem bem essa foto, olha MESMO, está escrito: "Por favor, não taque fogo". Devido ao caos do Rio, foi uma atitude inteligente embora inutil do mesmo jeito, não tinha mais o que postar, então, foi isso mesmo xD

Procura nos meus antigos posts o e-mais, bla bla bla

Espero que tenham gostado ^^ eu sei que ta uma merda, mas num custa nada falar

Posted on 18:34 by Marcos Valença

1 comentário

FALA AE GALERA ;D então, cá estamos nós, últimos capítulos de 2010 *-* #SILENCIAR volta em 2011, no dia 7 de janeiro, primeira sexta-feira de 2011 :D Com uma novidade: a partir do capitulo 25, serão postados pelos menos 2 capitulos por semana, um na terça e um na sexta, a pedido de vários leitores xD Então, leiam e comentem, e aguardem por mais capitulos!!!1!!1!omze!12

23

Fielmente

Faithfully - Journey/Glee Cast

O som da fechadura trancando-se inundou o quarto, num ruído metálico e desconfortável. Nathalia não percebeu o tempo passar enquanto sua mão suava na maçaneta. Demorou para virar-se, paralisada com a própria adrenalina. Sentia-se tonta. Sutilmente apoiou-se na porta, para não cair, e, o mais importante, para que Yago não a segurasse antes de ir ao chão. Para que ele não a pousasse sobre a cama. Para que não cedesse.

Virou finalmente, encarando seu rosto com a expressão mais vazia que pôde montar.

Yago a encara sem parar um segundo. Não falara nada naqueles momentos de paralisia, temporal e corporal, mas desconcertara-se no segundo em que Nathalia virara. Aquele rosto! Como chegara àquilo? Como tudo acabara daquele jeito? Baixou os olhos por um segundo. Respirou naquela pequena fração de tempo que tinha, e imaginou-se de volta aos primeiros dias. Os bons dias. Dias de sol, chuva, o que quer que fosse. Eram dias felizes, dias que jamais deveriam acabar. Esse dia cinzento, no entanto, estendia-se sem fim, e tudo indicava que quando o encontrasse, não seria um final feliz.

Posted on 18:01 by Yuri Costa

18 comentários


Hey galera, Yuri aqui, tô só postando o video por que o Marcos tá fora e me deu vontade de postar, e não vou escrever mais nada pra não acabar como o desastre que foi aquele video lá em junho Oo

Mas enfim, há umas semanas atrás, estreiou Jogos Mortais 7, o final da saga ou não, filme de terror parece palhaço saindo de carro, sempre sai mais um, e o video foi feito para comemorar essa data. Vejam ae e comentem =] Créditos para os sites CineSéries e Galo Frito ;)


PS (SÓ LEIAM DEPOIS DE VER O VIDEO): sobre o final do video, entendo que haja muitos fãs de Restart aqui, e espero que entendam que o video não foi feito ou postado para ofender ninguém, foi apenas feito para divertir. Então espero que levem na esportiva ;)

Posted on 21:01 by Yuri Costa

1 comentário

Fala ae people =] Bem, como eu tinha falado no twitter, o fim do ano tá chegando NÃÃÃÃO, YURI, EU ACHAVA QUE TODOS OS CALENDÁRIOS DO MUNDO TINHAM FEITO UMA REVOLTA SÓ PRA EU ME DESESPERAR '-' e isso quer dizer que Silenciar precisa dar uma pausa também. Tipo aquela pausa que deu entre os capitulo 5 e 6, só que dessa vez vai ser um pouco mais. Semana que vem, serao postados os dois últimos capítulos de 2010, o que significa que vamos terminar o ano com capitulo duplo. Silenciar volta dia 7 de janeiro de 2011, a primeira sexta feira do ano. Nesse quase um mês, eu vou descansar e escrever mais e mais. Enquanto isso, leiam ae e comentem ok =]

22

Sentimental

Los Hermanos

Em sua cabeça, esperou quase uma hora no silêncio que era aquela praia num dia de chuva. A fina garoa que recomeçava já a quase encharcara, fazendo o cabelo brilhar ainda mais com o pouco que o molhara. Quando olhava ao relógio, porém, via que mal passaram-se dez minutos. O pensamento a enganava. Sempre pegava-se imaginando Yago. Imaginando um dia juntos. Cada dia passara em sua cabeça. Cada dia feliz, cada dia dramático, cada dia sofrido. E sempre pegava-se pronta para chorar novamente reassistindo aquele dia.

Pegou-se encostada numa pedra. Abraçava os próprios joelhos, e o único movimento que fazia era um contínuo para-trás-para-frente. Sentia-se débil. Parecia uma louca para quem passava. Mas não havia ninguém passando. Ninguém ali para perguntar se estava tudo bem e para sorrir quando mentisse, "estou bem". Quem sabe alguém veria o fundo de seu coração? Alguém cuidaria dela?

Posted on 18:09 by Yuri Costa

4 comentários

Fala aew pessoas, hoje nem vim aqui pra falar postar besteira, to so avisando que estou em periodo de provas, ou seja, por essa semana, sem besteiras (como se viessem pra ler as besteiras)

Valeu, é so isso mesmo, so pra explicar se eu sumir de repende, de novo, como se vocês ligassem

Posted on 22:12 by Marcos Valença

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Hey guys =] Eu tava baixando música outro dia, e topei com a trilha sonora de The Vampire Diaries, série que recomendo pra todos que tenha paciência em lidar com os primeiros episódios, mas garanto que a partir do episódio 10 fica legalzinho de se ver. Enfim, se já não fosse uma trilha sonora de série, eu cataria pra mim e diria que era soundtrack de Silenciar, sério, as músicas tem TUDO A VER. Recomendo a todos, se quiserem baixar, cliquem aqui. Anyway, leiam ae e comentem =]

21

9 Crimes

9 crimes - Damien Rice

Com olhos vermelhos, encarava a praia, denunciando que estavam perto de casa. O vidro embaçava com a chuva, que evoluíra do fraco chuvisco à uma janela d'água. Trovoava ao fundo do céu, fazendo rápidos flashes iluminarem o céu. As nuvens negras impediam que o rosto de Nathalia fosse iluminado, mas Yago sabia que estava chorando. Pensou em parar de dirigir, mas não. Tinha que chegar logo em casa, e então animá-la.

Olhou pelo canto do olho. Estava quieta, chorando em silêncio. Sem soluços, sem cena. Era isso que o entristecia mais. Força ela tinha. Apenas não tinha coragem para ser fraca e chorar. Sentir a dor e abraçá-la, até que um dia ela se esvaia completamente.

Posted on 13:44 by Yuri Costa

9 comentários


Oi pessoas desocupadas como se eu tambem não fosse, hoje o video tambem é de um momento meu, só que tentando resgatar minha querida infancia, ou melhor, prolonga-la (isso porque eu tenho 15 anos na cara, mas enfim) não tem muito o que falar desse momento de resgate do video, então só o curtam xD

yuri-kh@hotmail.com -> MSN e ORKUT

mfpv_valenca@hotmail.com ->MSN e ORKUT, (sobre o envio de imagens me add em um desses, ou envia pro hotmail, de preferencia com o titulo de H&B (não precisa necessariamente so o envio e imagens, se quiser simplesmente conversar comigo, tambem pode add))

Posted on 19:42 by Marcos Valença

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Fala aew galera \o/, de boa pessoal? (num sei porque eu pergunto, NINGUEM RESPONDE) hoje é mais um "coisas que eu vivo no mecu dia-a-dia", esse dia foi logo depois de uma prova, ou simulado, num faço ideia, realmente não me importo. agente tava sem nada pra fazer, e tavamos fazendo qualquer coisa, eu apareço no mim 1:04 estava falando sobre a avaliação, junto com o resto do grupo que eu tava. E o resto tava zuando logo depois, eu me junto a bagunça \o/ e assim é nosso dia com tempo livre.


yuri-kh@hotmail.com -> MSN e ORKUT


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Sei que sou feio pra kct, não se assustem quando eu aparecer no video

Posted on 23:23 by Marcos Valença

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Hey galera =] Fiquei ontem a tarde toda escrevendo esse capitulo, e acho que é o capitulo que eu mais gostei de escrever até agora xD E também é o maior capitulo de todos. Tem seis páginas, o Marcos reclamou tanto quando eu disse que ia ter mais de três páginas HUAHUAHUAHUAUHAUHAHU mas enfim, leiam ae, eu acho que vcs vão comentar né #esperança

20

Inocência

Innocence - Avril Lavigne

Nathalia estava jogada na cama. Pronta. Arrumada. Comera pouco do que devia ser seu último lanche antes de sairem. Comeria muito lá, de qualquer jeito. E estava cansada. Cansada de pensar. Cansada de imaginar o que Yago diria sobre Gustavo.

- Mas ele tá certo, sabia? Nada do que você fizer vai mudar nada.

Virou-se, sem se assustar. Estava acostumada com aquela voz.

- Se você tivesse aqui antes ia ver que já fiz o suficiente.

- Prefiro aparecer nos momentos de inocência, é mais divertido - disse, sorrindo.

Nathalia levantou-se e abriu a janela. Cheiro de chuva. Adorava aquele cheiro. Mas significava também que no dia seguinte não haveria praia. E então seria um dia inteiro com ela, ouvindo-a reclamar de sua vida e tentar consertar o que estava bem. Estava bem, não é? Seria um dia de Yago também. Sabia que ele expulsaria Suzana e Felipe de casa e os mandaria para algum lugar, um shopping, se existisse naquela cidade. Um dia inteiro para eles. Talvez ela até se calasse, e os deixasse a sós.

- Não contaria com isso, posso ser muito inoportuna quando quero - disse ela, sorrindo com sarcasmo.

Nathalia virou-se para a voz em sua cabeça. Para si mesma.

- Pode mesmo, não é?

- O que quer dizer com isso? - rebateu, enchendo-se de sarcasmo novamente. Bebeu um copo de suco inteiro, intocado pela verdadeira Nathalia.

- Se você tá na minha cabeça, como pode beber? - perguntou, mais pra si mesma do que para a Outra.

- Tecnicamente é você que tá bebendo, e devia ter bebido mesmo, tá caquética de magra - respondeu - Daqui a pouco vai parecer uma daquelas faveladas do Orkut.

- Você não vai ficar me seguindo o resto da noite, não é?

- Tá doida que eu vou perder isso, tem festa hoje, adooooooro festa.

- Então só fica longe de mim.

- Eu tô na sua cabeça, maluca.

- Vê, isso que é o pior, você sabe que não existe e ainda assim não procura um corpo de prostituta pra encarnar.

- Sua cabeça é divertida demais. Eu sei, quais eram as chances, mas é - disse, pondo na boca quase um sanduíche inteiro.

Ouviu Yago chamá-la, perguntando se estava pronta. Sorriu e respondeu com um "quase", lembrando-se então da Outra. Corou.

- Espero que seus filhos nasçam com sífilis - disse, olhando a verdadeira Nathalia com desprezo - Só não estraga seu corpo pra ele, você ainda pode fazer tanta coisa com tanta beleza.

Nathalia respirou fundo.

- E mesmo que não queira, sempre pode entregá-lo pra mim. Imagina só como íamos nos divertir? - continuou a Outra, batendo palmas e sorrindo com a ideia.

Nathalia fez que não com a cabeça.

- Eu amo ele.

- E você acha que ele te ama?

- Eu tenho certeza.

- Ah tá, e a Xena era hétero.

Nathalia jogou o pente contra a Outra, fazendo-o atravessar seu corpo.

- Só por que sou um fantasma da sua mente não significa que não tenho sentimentos - disse, fazendo beiço.

- Por que você não me deixa em paz? - disse Nathalia, deixando a voz naturalmente embargar com a estranha calma que sua voz carregava.

A Outra levantou-se, e afastou o cabelo da testa de Nathalia.

- Por que você precisa aprender muita coisa - disse, sem carregar a própria voz com sarcasmo - Olha pra você, tão linda e tão inocente. Se você acha alguém que te ama, você é velha. Tá no limite da juventude, é só então que você pode se apaixonar. Não existe amor à primeira vista, e duvido que realmente exista amor antes dos trinta. Quando se tem quinze anos, você sente alguma coisa por alguém e esse alguém te destrói quando fica enjoado.

Nathalia olhou a si mesma nos olhos, dessa vez incrivelmente honestos.

- Então, basicamente, se você não é uma vadia, você é burra.

Nathalia tirou as mãos da Outra de seu rosto, afastando-se dela para pegar sua bolsa.

- Eu entendo, eu sei que geralmente tem um diabo e um anjo pra cada pessoa - disse, encarando-a pela última vez - Se você é o capeta, cadê meu anjo?

Ela sorriu.

- Querida, o anjo é você. Por isso que eu tô aqui.

Nathalia meneou a cabeça negativamente, e saiu do quarto batendo a porta.

- Portas não me atingem, opa - disse ela, novamente ao lado de Nathalia - Posso ir na frente? Adoro passear.

***

- Tudo bem? Você parece que tá meio triste - perguntou Yago.

- Tô sim, né nada não - respondeu, ignorando a voz da Outra em seu ouvido. Sabia que ela falava, mas com Yago, sua voz parecia calar-se. Isso ao mesmo tempo a irritava. O que, para Nathalia, era ótimo.

***

Felipe dissera que não beberia naquela festa. Mentira. Estava jogado num sofá na gigantesca casa de Gustavo. Virava novamente o copo, cheio de cerveja. Fez sua típica expressão de nojo. Deus, como odiava aquilo, mas não parava de beber.

Suzana estava ao seu lado, controlando-o quando podia.

- Não vem vomitar em cima de mim não, te arranco os genitais - disse, virando o rosto de Felipe para o outro lado.

Felipe riu.

- Tô bêbado.

- A melhor parte da minha noite.

Felipe entornou novamente um copo na garganta, sob o olhar arregalado de Suzana. Como ele conseguia fazer isso sem engasgar horrores?

Nathalia estava com Yago, do lado de fora. Beijavam-se pela milésima vez, novamente parando ao perceberem que não havia mais ar em seus pulmões. Nathalia torcia para que Gustavo estivesse vendo isso. Fora ideia de Yago ir ali, e por que seria diferente? Nunca diria nada à Yago. Mas temia que qualquer coisa acontecesse. Não queria que Yago visse nada, soubesse de nada. Mas agora, percebia o quão bom tinha sido concordar com ele. Talvez vendo, Gustavo desistisse. Isso se já não tivesse desistido. Mas não importava, de qualquer jeito nada aconteceria.

Voltaram a beijar-se, dessa vez entrando num canto escuro do quintal. Riram ao pensar a mesma coisa, que aquilo podia pegar muito mal para os dois. Não conheciam ninguém ali, então pouco importava também. Yago pressionou seu corpo contra o de Nathalia, deixando-a presa entre ele e a parede. Segurou seu rosto, deixando-a girar o pescoço para acompanhar o beijo. Desceu então as mãos por suas costas, parando pouco abaixo dos braços. Apertou seu corpo contra o dela novamente. Ela gemeu baixinho como que num sinal de "tá machucando", o que o fez soltá-la. Pararam por um segundo. Não era o folego que os parava agora. Era algo mais. Talvez a certeza de que, se continuassem naquele ritmo, não parariam até chegar ao limite.

- Ele é bom - disse a outra - Ele é muito bom. Você é burra mesmo, devia ter pulado na cama quando teve a chance.

"Vadia", sussurrou, de modo inaudível, e puxou o rosto de Yago novamente. Dessa vez iriam mais devagar. O limite era algo longínquo em sua mente.

Yago entrou na casa. Tinha uma sede absurda. Se não o tivessem puxado pela nuca da camisa, teria zerado a geladeira. Os pais de Gustavo já ficariam putos o suficiente por uma festa sem a permissão deles. Não queria arranjar problemas para o amigo mas ele já estava metido em problemas o suficiente, então por que não?
Tanto não esperava que esquecera de travar as pernas. Simplesmente acompanhou a pessoa que o puxava até o armário debaixo da escada. Antes que pudesse ver quem era, a porte foi fechada. Ouviu gritos de aprovação vindo do lado de fora. Quem diabos estaria ali com ele?

- Eu te disse que sempre seria sua vadia, e hoje é a noite - disse uma voz familiar. Um arrepio, mais por susto do que por medo, cruzou seu corpo. Era Gabriela. A maldita Gabriela estava ali! Como? Como Gustavo a conhecia?

- Ah, gato, não faz essa cara - ela disse, e riu em seguida - Tá escuro, mas sei qual é a sua cara. E então? Se cansou daquela giganta?

Yago nada respondeu. Estava travado no lugar. A nuca queimou ao toque com os braços de Gabriela.

- Não vai falar nada? Vou então assumir que você quer mais ação do que conversa.

Quando seu rosto estava tão perto que podia sentir sua respiração, Yago afastou-a, empurrando-a. O choque do corpo de Gabriela contra a parede fez um baque surdo, e ela gemeu baixinho.

- Ai, seu bruto - ela disse, gemendo entre as palavras - Mas eu te perdôo. Eu gosto dos brutos.

- Não me cansei da Nathalia porra nenhuma. Eu não tô aqui sozinho.

Quase pôde ouvir um estalo na cabeça dela, e foi sua vez de saber qual expressão havia tomado conta do rosto dela.

- Tá com ela?

Yago fez que sim com a cabeça. Lembrou-se então que o pequeno armário era breu puro, e soltou um "tô" 
entredentes.

- E você realmente tá sério com ela?

Yago não respondeu. Era óbvio que ela sabia a resposta.

- Cê tem que tá brincando comigo.

- Você adoraria isso, não é?

- Esse não é você e você sabe disso. Tá querendo o que, fazer a pirralha sofrer depois, é? Nós dois sabemos que você vai largar ela.

- Cê sabia que segunda-feira a gente faz dois meses?

Gabriela contraiu o rosto novamente.

- É o quão sério a gente tá.

- Foda-se a seriedade, você tá levando ela pro fundo do poço contigo.

Yago calou-se, apenas encarando os olhos negros de Gabriela, tão negros que se misturavam à escuridão.

- No final de tudo, tudo que você vai fazer é voltar pra mim e largar ela à mercê de todas as mentiras que você deve ter contado pra ela. Então, cala essa boca, não acha que tem moral pra falar de amor comigo não. Poupe a nós dois, ou melhor, nós três desse drama e acaba logo com isso.

Gabriela pegou seu rosto entre as mãos, puxando-o para o beijo que tinha certeza de que ia virar o jogo. Aquela putinha não perdia por esperar. Ou pelo menos tentara. Yago travou o próprio corpo com tanta força que não saiu do lugar, fazendo-a parecer ridícula aos olhos negros da escuridão. Tentou novamente, uma, duas vezes. Largou-o por fim, e esbofeteou-o. O rosto novamente não se movera, e o alto baque do tapa discordava com a expressão vazia de Yago. Não havia-o atingido, ele continuava firme como uma rocha.

- Vai se arrepender por isso - disse, chorosa - Não perde por esperar. Vai se arrepender muito.

- Então quer dizer que já acabou? - disse, saindo do armário.

Caminhou para o banheiro. Que merda!, pensou. Olhou-se no espelho. Suava. Havia resistido! Sabia o quanto isso era bom. Amava Nathalia, mas nunca fora posto a prova para saber se realmente resistiria a Gabriela, ou qualquer outra que viesse a voltar a sua vida. Ficou tanto tempo parado que só então percebeu o que ela havia dito. O que ela faria? Nathalia estava só! Tinha de protegê-la do que quer que Gabriela fizesse!

***

Gabriela permaneceu parada no escuro. Como pôde? Ela era perfeita. Nathalia deveria ser sem graça, inocente. Só umazinha assim para fazer um garoto - garoto não, pensou, aquilo já é um homem perfeito - se apaixonar ou prender-se a uma ideia tão estúpida. Limpou as lágrimas - que ironia, pensou, lágrimas no meu rosto - e saiu do armário sorrindo, para manter as aparências. Mas seguiria suas palavras. Yago iria pagar por aquela humilhação.

***

Nathalia estava sentada no jardim, agora deserto. Olhava para o céu nublado. Não havia nem um buraquinho entre as nuvens, nenhum raio de luz escapando por aquele céu escuro. Podia ver a grama verde e molhada pela fraca garoa de antes apenas por causa da luz elétrica ligada ao jardim.

- Você deve ser Nathalia.

Nathalia pulou, olhando para a fonte daquela voz. Uma voz feminina, linda. Tão linda quanto a dona dela. Uma morena de cabelos longos estava a sua frente. Mesmo com o frio proveniente da eminente chuva, usava uma camisa apertada e um short curto. Puta, pensou. Mas quem era ela?

Quando finalmente reconheceu aquele rosto, engoliu em seco.

Gabriela arfou por um segundo. Agora entendia por que Yago havia resistido tanto. Nathalia era linda até mesmo para ela.

- Você é aquela menina do shopping.

Gabriela sorriu.

- Você me viu? E ainda assim continua arrastando asa pro Yago. Que meigo.

Nathalia levantou-se.

- O que você quer?

- Conversar, horas. Acha o que? Que vou pular no teu pescoço por roubar meu homem?

- Querida, pelo jeito que se veste, duvido muito que qualquer homem te tenha por mais de trinta segundos.

Gabriela riu novamente. Inocente não era. Era linda, apenas isso. Não era paixão, era só mais um caso de Yago.

- Seu Yago me teve por muito mais que isso.

Nathalia travou.

- Não contei direito, mas a gente não se largava. Andava pra cima e pra baixo agarrado, sem ligar pra quem nos via - parou, encarando-a. Andava ao redor dela, como se quisesse intimidá-la - Ficávamos onde desse, não importava onde, não importava o que viria depois. Parece familiar para você?

Nathalia deixou um gemido escapar da garganta. Não respondeu.

- Foi o que eu pensei.

Gabriela parou, levando as mãos à cintura.

- Mas acho que você já devia saber disso, afinal, vocês não devem ter segredos, não é? Oh, desculpe, estraguei a surpresa? Ele não te conta nada, não é? É apenas um garotinho com saudade do papai que tá sempre viajando.

Nathalia segurou-se para não sorrir. Ela não sabia de nada. Estava apenas perdendo seu tempo.

- Pra você ter uma ideia do quão insignificante você é pra ele, eu o arrastei pra dentro do armário, lá dentro.

Nathalia travou novamente.

- Ele foi na boa. Bem, não vou te dar detalhes do que aconteceu lá dentro, não sou tão cruel assim, só achei que você deveria saber. Se duvida de mim, entra lá,pergunta pra qualquer um. Você ouviu os gritos, não é? Eles tavam me aplaudindo. Aplaudindo a nós dois.

Parou novamente. Chegou perto de Nathalia, perto o suficiente para olhar em seus olhos e ver o brilho das lágrimas prestes a descer. Sorriu. Havia conseguido.

- Acho que nossa conversa terminou, não é mesmo? - disse, dando as costas para Nathalia. Retornou à casa, mantendo o sorriso nos lábios.

Nathalia ficou ali, parada, não soube por quanto tempo. Segurou as lágrimas nos olhos e entrou na casa. Cutucou o ombro do primeiro que encontrou na frente.

- Oi - disse, sem jeito - Ahn, desculpa incomodar, mas, tá vendo aquela garota ali? Você viu ela entrando com alguém num armário ou algo assim?

O garoto bufou, deixando o hálito podre de cerveja escapar entredentes.

- Me diz um com que ela já não entrou. Entrou com o Alan, com o Bruno, com o Lucas, com o Yago... olha lá, tá entrando com outro agora - disse, apontando. Acompanhou os novos gritos de aprovação que surgiram.

- Tá, obrigada, moço - disse Nathalia, deixando a voz se embargar. Não foi ouvida diante de tantos gritos.

Voltou para o jardim. Sentou lá, abraçando as pernas. Encostou a cabeça nos joelhos, e deixou as lágrimas escaparem.

***

Quando achou-a, estava ainda no jardim, olhando para o nada. O rosto brilhava. Tinha chorado? O barulho da porta fechando chamou sua atenção. Os olhos vermelhos confirmaram seu pensamento. Engoliu em seco, caminhando até ela.

- Tá tudo bem? - perguntou, pela milésima vez naquele fim de semana.

Nathalia fungou.

- Tá, tá sim. Só tô com dor de cabeça, só isso. Deve ser uma ressaca adiantada ou algo assim

- Você tá chorando.

- Tá muito forte, não se preocupa não, depois passa.

- Quer ir pra casa?

Nathalia fez que sim, tomando cuidado pra não soluçar e entregar a mentira.

- Vou pegar a Suzana e o Felipe - disse, voltando a casa.

Nathalia encarou-o enquanto ia. O desgraçado realmente não tinha vergonha do que fizera. Voltou a encarar o céu, negro como seu pensamento. As lágrimas continuavam a rolar por seu rosto, tornando ainda mais fria aquela cruel noite.

Posted on 18:09 by Yuri Costa

11 comentários



"Carrão esse ai em, imagina cara, tu andando num carro desses, um sonho realizado....." Merda nenhuma, eu num sei nem como esse cara tem coragem de ter um carro assim na garagem, eu admito, se eu tivesse, ou ele estaria com capa, ou escondido em algum canto da casa. "Ah não, mas ta concertando". Mano, problema, se tem que concertar, MANDA PRA OFICINA SEU MULA. "Mas tão concertando aqui em casa". Ta de gastação comigo não é? Tipo, deixa essa merda forrada, so tira quando for concertar. Mas fazer o que neh, se vc quer mostrar seu "carrão", ta ai.

Sim, sei que ta uma merda


yuri-kh@hotmail.com -> MSN e ORKUT

mfpv_valenca@hotmail.com ->MSN e ORKUT, (sobre o envio de imagens me add em um desses, ou envia pro hotmail, de preferencia com o titulo de H&B (não precisa necessariamente so o envio e imagens, se quiser simplesmente conversar comigo, tambem pode add))

Posted on 17:55 by Marcos Valença

Sem comentários

Hey guys =] Vida parada a minha, então vou falar pra vcs me seguirem no twitter @YuriC7. Já sabem né, leiam, comentem =]



19

O Sol

Jota Quest



ABRIL

Uma brisa de ar bagunçava-lhe o longo cabelo loiro, como há muito não fazia. Estava de óculos escuros, tomando cuidado com o forte sol e com a areia que eventualmente parecia levantar voo. O vento espalhava papéis, sacos, tudo dentro do carro, mas não se importava. Nem a pau ia fechar a janela.

Acomodou-se no banco novamente. Via apenas prédios, prédios e mais prédios, tingidos pelo brilho do sol e pelo lindo céu azul, sem nuvem alguma. Deixou a cabeça cair sobre o ombro de Yago, descansando um pouco do pequeno percurso que deveriam passar para chegar à tão falada praia.

Seja no que Yago tinha pensado, estava funcionando. Sua cabeça era um vértice total, pegando informações e enterrando-as no fundo da alma. Ficaria o fim de semana todo - o tão pequeno fim de semana, para seu desgosto - apenas admirando todo o lugar. E Yago, claro.

Havia recebido a carta uma semana antes. A maldita carta, enviada por um homem tão maldito quanto. A linguagem doce e as palavras suaves haviam desaparecido, dando lugar ao pai que Nathalia conhecia. Podia imagina-lo escrevendo. Não era digitada, o pai não gostava daquela tecnologia nova. Talvez por isso não tivesse mandado um e-mail. A tinta da caneta deixava manchas nos cantos da página. talvez houvesse estourado uma ou duas canetas, tamanha força que parecia ter feito. Tamanha força que poderia empregar nela, que a fez tremer as mãos.

Mostrara a carta para Yago, mas não pra mãe. Ela não poderia fazer nada, era assolada pelo mesmo mal. Pelo mesmo medo.

Pensara ter visto um brilho estranho nos olhos de Yago naquele momento, tanto que repassara a cena dezenas de vezes na cabeça. Seria raiva? Não soube dizer.

Yago amassou a carta e jogou-a no lixo, recobrando um olhar de falsa serenidade que tanto sabia fazer.

- Esquece isso - dissera - Ele fala, fala, mas no fim não faz nada.

Nathalia bufou.

- Total - ela disse, cheia de sarcasmo.

Yago abraçou-a, beijando o topo de sua cabeça.

- Eu já disse que vai ficar tudo bem - respondeu, sussurrando em seu ouvido - Quanto tempo vai passar pra 
que você confie em mim?

Ela sorriu, puxando-o para mais um beijo, como tantos nos últimos dois meses.

- Quer um jeito de esquecer isso? - Yago disse, após uns poucos segundos. A ideia viera-lhe estalando na cabeça.

Nathalia bufou alto, mal levantando os cantos da boca para esboçar um sorriso.

- Claro gatinho, tira as calças e me espera lá em cima - disse, elevando a voz para deixar claro o carregado sarcasmo.

Yago riu, deixando a voz aveludar-se involuntariamente.

- O que acha de guardar o fogo pra semana que vem?

- Que que tem semana que vem?

- Feriado, não vai ter aula. E quando não tem aula é pra viajar. Sol, drogas e rock 'n' roll.

Nathalia riu.

- Viagem pra onde?

- Cabo Frio.

- Ah, aquela cidade a trinta quilometros daqui? - respondeu, arqueando as sobrancelhas - Bom, muito bom.

- Lá tem praia.

- Um abismo também tem.

Yago mordeu o lábio, olhando para o teto. Puxou Nathalia então, e beijou-a novamente. Demoradamente. Queria tirar-lhe o folego, sabia. Assim ela concordaria. Maldita paixão. Ou não, pensou, rindo consigo mesmo, ainda que não encontrasse graça nas próprias palavras.

Então largou-a, mantendo seus rostos tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro.

- Nem um chance? - perguntou.

- Não tô bem no humor pra praia.

- Praia melhora tudo. E ainda é Semana Santa, pô, vai ficar em casa sozinha?

- Não tem semana santa pra espiritas.

Porra!, Yago pensou.

- Nem por mim? - Yago disse, afeminando a voz.

Nathalia fez cara de séria, carregando nos olhos a brincadeira.

- Tá bom, minha nega, seu macho vai.

E então estavam ali, na areia queimando, em frente a um sem-número de prédios da mesma altura. Deveria 
ser bom morar ali, em frente à praia, com uma vista tão serena todos os dias.

Felipe e Suzana ainda estavam arrumando suas coisas na casa, à três ruas da bela e tumultuada praia. A única companhia que tinham era a de Gustavo, um amigo de Yago.

Gustavo era tão alto quanto Yago, porém mais magro. Seu cabelo outrora espigado, agora mantinha-se liso, bem penteado para o lado, deixando-o com um ar de Sam Winchester. Parecia ter uma alegria tão grande, um gás que nunca acabava, como a mãe de Nathalia costumava dizer.

Apresentou-o para Nathalia, sorrindo tanto quanto o amigo.

- Prazer - disse Gustavo, estendendo a mão.

Nathalia apertou-a, com cuidado. Seu corpo fazia fama de brutamontes, mas quando conversava, não era assim. Seria exatamente igual à Yago?

- Quanto tempo, cara - disse, voltando-se pra Yago.

Estendeu também a mão para Yago, que cumprimentou-o com um baque barulhento de mãos batendo.

- Ela é nova? - perguntou Gustavo, sussurrando enquanto Nathalia não olhava.

Yago riu.

- Nova e permanente.

Gustavo devolveu a risada.

- Então tá - disse.

Mas bastou apenas cinco minutos. Não haviam nem conversado direito ainda. Yago parecia estar feliz com ela. Radiando alegria. Jamais o vira assim, nem pensara que o veria.

Mas não importava. Nathalia era linda.

Yago virou-se, em pouco mais que dois minutos, desviando o olhar dos dois. Não precisou mais que isso.

- Cê é linda, sabia?

Nathalia voltou seu rosto para ele. Antes admirava a praia cheia, com as ondas debatendo-se na margem cheia de crianças.

- Huum, valeu.

- Tá com o Yago a quanto tempo?

- Faz dois meses segunda.

Gustavo fez beiço com o lábio inferior.

- E não cansou dele ainda?

Nathalia fechou os olhos, engolindo em seco. Temia que a conversa chegasse a esse ponto.

- Por que cansaria? - disse, voltando-se novamente para ele, com um sorriso inocente no rosto.

- Pela certeza de que não vai durar.

- Como não vai durar?

- Ah, tipo, isso só não é dele, sabe? Dois meses é quase um recorde desde quando conheci ele. Isso faz 3 anos. Já vi várias iguais a você, e nunca acaba bem pra maioria delas.

Nathalia olhou para os próprios pés. Quantas vezes ouvira o mesmo discurso?

- Ele tá diferente agora.

- Querida, ele nunca muda.

- Não me chama de querida!

Gustavo sorriu.

- Então não rola nem uma chance?

Nathalia encarou-o.

- Por que rolaria?

Gustavo sorriu novamente. Lá vinha.

- Por que eu posso te tratar tão melhor que ele, fazer coisas que ele nem imaginaria em fazer.

Nos cinco segundos que ficaram calados, Yago voltou.

Nathalia dormira pensando naquele garoto. Que diabos de intimidade ele tinha para falar assim com ela? Nem a conhecia! Yago perguntou se estava tudo bem. "Sim, tá sim", respondera simplesmente. Estava mesmo. Não deixaria algo estragar sua viagem inteira. Fora ali para se divertir. Era o que faria.

Afinal, a viagem estava apenas começando.

Posted on 17:47 by Yuri Costa

3 comentários




Hoje, estava eu feliz com meus amigos Negão e Figueiredo andando e zuando na rua neh, tranquilos (depois vou postar um video de nois fazendo merda xD), ai eu viro pro lado e leio (placa da imagem): "Favor não jogar lixo, obrigado". Quando eu li nem olhei em volta e só pensei: "Milagre, respeitaram a placa" até que eu olho em volta e vejo MUITO lixo por ali como uma roda (tipo, hã? Quem joga uma roda no lixo?) uma parada que botaram fogo com um saco plastico em cima, uma penca de telha QUEBRADA e pra finalizar, bem do lado da placa, UM SACO DE RAÇÃO DE CACHORRO CHEIO DE LIXO então eu pensei: "sabia, nunca respeitam nem nunca vão respeitar"

Eu sei que esse post fico uma merda, não da pra rir, foi só pra marca presença xD


yuri-kh@hotmail.com -> MSN e ORKUT

mfpv_valenca@hotmail.com ->MSN e ORKUT, (sobre o envio de imagens me add em um desses, ou envia pro hotmail, de preferencia com o titulo de H&B (não precisa necessariamente so o envio e imagens, se quiser simplesmente conversar comigo, tambem pode add))

Posted on 19:45 by Marcos Valença

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E ae galera =] Realmente só tô escrevendo aqui por escrever mesmo, pq não tenho muito pra falar .-. Enfim, leiam e comentem ae =]

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Você e Eu

You and Me (I Can't Keep My Eyes Off Of You) - Lifehouse



MARÇO

- Tem certeza que não vai ter problema? - Nathalia perguntou, olhando para os lados como se temesse que alguém os pegasse, mesmo com a rua deserta.

- Tenho, minha mãe não tá em casa.

- Mas e se ela chegar de repente?

- Nathalia, a gente não vai tá matando ninguém, fica calma, pô.

Calou-se então, enquanto Yago girava a chave, abrindo a porta de casa. Entraram em silêncio, quase que distorcido quanto àquele dia. A verdade era que não conseguiam segurar a si mesmos. Mal podiam esperar para jogam-se um no outro como haviam feito a quase um mês, só que dessa vez queriam preocupar-se apenas em serem pegos, não num pai cuja sociopatia chegava a enojar. Não, queriam apenas um ao outro, aproveitar o pequeno momento que teriam juntos naquele dia.

O dia.

Era 5 de março, o dia em que completavam um mês de namoro. Depois de tanta preocupação, deixariam tudo de lado por só um dia. Deixar o inferno inteiro queimar lá fora enquanto o paraíso reinava aqui dentro.
Tão logo quanto fecharam a porta, beijaram-se, sem se importarem com o barulho que fariam ao esbarrar na mobilia, apertada na pequena sala. Yago equilibrou-se por pouco, quase caindo de mochila e tudo no sofá. Separou-se de Nathalia por dois segundos, tempo suficiente para jogar a mochila ao pé da escada. Nathalia imitou-o, e logo voltaram ao abraço apaixonado. Não demorou muito e começaram a arfar pesadamente, fitando um ao outro por um momento sem-fim.

- Almoço? - Nathalia perguntou.

- Sério? É realmente isso a primeira coisa que você vai falar?

Nathalia riu, daquele jeito encantador que só ela conseguia fazer. Yago derreteu o sarcasmo na própria voz, deixando tão aveludada quanto. Beijou-a de leve por um instante, deixando um sorriso crescer enquanto suas bocas ainda estavam conectadas uma à outra como se assim sempre estiveram. Caminhou reto para a cozinha, sem olhar para Nathalia, fazendo charminho. Ela seguiu-o, fazendo bico e cantarolando uma música qualquer. Tão cedo quanto começaram a tirar as vasilhas da geladeira, Yago pegou-a pela cintura, colocando no balcão de granito da cozinha, onde agora jaziam apenas algumas poucas fotos de seu pai. Beijou-a levantando o rosto, agora que sua boca estava mais alta. Não deixou-a sair dali, preparando tudo sozinho.

- Não sabia que você cozinhava.

- Você não sabe muita coisa de mim - Yago disse, tornando a voz baixa e aveludada, fazendo um arrepio descer a coluna de Nathalia, de um modo que já se acostumara nas últimas semanas.

Tentou responder com o "Ui, nem" que tantas vezes ouvira de Felipe, mas não conseguiu. Sorriu, simplesmente, para disfarçar a voz travada.

Yago voltou para a mesa, deixando um beijo nos lábios de Nathalia por um segundo. No momento em que fora retribuir, caiu de pé da bancada, beijando o nada. Abriu os olhos, e Yago esboçava um sorriso à sua frente. Ele continuou a servir a mesa vazia, deixando as pequenas gargalhadas escaparem da garganta baixinho. Nathalia sentou-se à mesa, fitando-o nos olhos. Ao final da refeição, mal tinha tocado na comida. Não sentia fome nenhuma, e isso era normal, sabia que era.

- Eu cozinho tão mal assim? - perguntou Yago, com a boca cheia.

- Só não tô com fome - ela respondeu, sorrindo novamente, sem razão.

- Se não comer, vai acabar morrendo - respondeu Yago, engolindo tudo de uma vez.

- Aham, Honey Bee.

Yago deixou o sorriso amarelar de propósito, cerrando os olhos.

- Você é detestável.

Nathalia piscou, abrindo um sorriso mais largo.

Quando se deu conta, já estava no quarto de Yago. Lucas ainda não havia chegado, então estavam sozinhos em casa. Percebia isso agora, lembrando-se do quanto ansiara por isso durante a aula. Tinha mantido-se calada, senão sabia muito bem o ataque que uma Suzana irritada poderia dar.

Haviam se jogado na cama dele. O quarto estava escuro, porém visível. A fraca luz que entrava da janela servia para iluminar apenas o outro lado do pequeno quarto, deixando-os numa confortável semi-escuridão. Nathalia viu-se sentada de frente para Yago, enquanto este encurvava-se para beijá-la mais uma vez. Apoiou com as duas mãos na cama, aproximando seu corpo cada vez mais do de Nathalia. Deitou-se logo sobre ela, puxando sua cabeça para si. Rolaram na cama, bagunçando o cabelo arrepiado de Yago.

Por um momento, tudo ia bem. Finalmente bem.

Yago levantou o tronco, encarando-a como se pensasse em algo. Arfava, já acostumado com a falta de ar.

- O que foi? - Nathalia perguntou.

- Nada - disse ele, e tirou a camisa do colégio, já encharcada de suor.

Nathalia por um momento travou, deixando-se à mercê de qualquer coisa que poderia acontecer a partir dali. Deixou-o beijar lentamente seu pescoço, e depois passar para a boca novamente. Ficou parada, como estátua, apenas olhando a perfeição que ele era. Deixou-o levantar sua camisa até deixar a barriga a mostra. A respiração acelerou tanto que seu arfar tomou conta do quarto.

- Pára - Nathalia disse - Pára, pára, pára.

Yago levantou o rosto, separando novamente suas bocas.

- Que foi?

- Sai.

 Yago levantou-se, sentando na cama. Nathalia demorou mais um, dois minutos deitada. Levantou-se com dificuldade, precisando de Yago para ampará-la. Quando estava finalmente sentada - não tentou ficar de pé, não sabia se tinha energia para ousar tanto -, olhou nos olhos de Yago, que já o fazia há tempos.

- Yago - começou Nathalia - Eu sou virgem. É complicado demais.

- Eu também sou e não tô vendo nenhum problema até agora.

- Mas eu não tô pronta - mentiu. Claro que estava, sabia tudo que precisava saber. Até lia revista. Mais pronta do que estava impossível. Mas aquela não era a hora. Tinham só um mês de namoro, caramba! Um mês que mal aproveitaram. Tinham de esperar mais, deixar mais alguma coisa rolar.

- Ah - Yago respondeu, simplesmente.

Levantou-se para pegar a camisa, tentando esconder a decepção no rosto. Um turbilhão de pensamentos passava pela cabeça de Nathalia, enquanto encarava-o vestir-se e voltar-se para ela novamente, em mais um beijo, um fachada para o que Yago realmente queria naquele dia. Se ela visse as coisas do jeito que ele via, certamente iria querer também. Afinal, os dois se amavam, não é?

Mais tarde, Nathalia sonhou. Sonhou com aquele momento, em que os dois se uniriam pela primeira vez. Que se amariam mais do que dois adolescentes, do momento em que ele a faria sentir-se a mulher que era. Acordou sobressaltada. Era isso que ela queria. Era isso que não devia querer. Será que agora, teria de manter os olhos abertos para si mesma, para controlar a própria vontade?

Era só o que lhe faltava.

Posted on 18:05 by Yuri Costa

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